"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Fotos inéditas 10 - (Giovanni Sola)

(Essa crônica foi inicialmente escrita e publicada no antigo site Terra do Divino, de propriedade de Léo Fagundes)


Com a vitória da Itália na Copa do Mundo, o pensamento se volta para o meu querido e saudoso Tio Giovanni.

Giovanni (E) ao lado do cunhado Chico Sangiovanni - foto arquivo pessoal
 
Contar as suas passagens e comparar o Brasil com a Itália era o seu forte. Todo mundo se empolgava com as alegres e emocionantes estórias. Bastava começar a falar para encher os olhos de lágrimas.

A Marcenaria Itália, onde funcionou a locadora de Bruno, seu filho, possuía duas portas. Uma, com janelas de vidro, e outra com uma divisória fixa. Quando alguém passava na rua, ele via pela primeira porta e corria, de imediato, para a segunda porta. De lá, convidava para um rápido bate-papo, nem que fosse apenas para cumprimentar a pessoa.

Debruçado sobre a divisória, misturava o português com o italiano e soltava palavras próprias do dialeto da sua terra natal Laino, região de Mormanno - Itália. Era assim o querido tio, também meu padrinho de crisma. A saudade da Itália havia ficado no seu peito e a memória era atual. Conversávamos bastante e podia entender essa dolorosa separação daquela região montanhosa da Calábria. Pude compreendê-lo melhor quando visitei Mormanno, em 1990. Desde o pós-guerra, Giovanni enxergava a Itália com a possibilidade de se tornar uma das grandes potências mundiais.

Apaixonado pela caça, sempre teve os melhores perdigueiros e as famosas espingardas de dois canos da marca Saint´Ettiene em Poções. Na sua terra, era conhecido como Giovanni "giubunno", por utilizar um blusão com grandes bolsos, próprio para carregar caças. Seus maiores companheiros foram Agenor Xavier e Nenga Rolim. Um dia, acompanhei no campo de aviação para uma caçada – não encontrando uma só codorna ou perdiz, mandou arremessar o chapéu ao ar e, com maestria, o transformou em uma peneira.  

Outra marca registrada era a qualidade dos seus móveis, que foi mantida por profissionais como Tião, Xirico, Néo Bicudo e tantos outros que trabalharam e aprenderam a arte da movelaria artesanal. 

Um dos maiores freqüentadores do macarrão de domingo na sua casa foi Gilmar Magalhães (Gilmar de Maneca). Contou-me que um dia conversava sobre os três filhos de Giovanni. Carinhosamente sempre se referia aos filhos como o “meu Pino”, o “meu Guel” e o “meu Bruno”. Naquela época, os três moravam em Salvador. Feliz da vida e orgulhoso por terem estudado e se formado na Escola Técnica Federal, disse-lhe que já estavam casados e dando belos netos.

Gilmar, vendo a emoção e os olhos de Giovanni brilharem, comentou:

“Seu Giovanni, quer dizer que o Sr. tem uma prole muito grande?”. O tio, ingenuamente respondeu, fazendo gestos de comprimento e diâmetro com as mãos:  “É, mio caro Gilmar, non tão grande, mas peró un tanto grossa”.

Tio Giovanni tem um lugar especial no meu coração e, com certeza, será sempre lembrado por manter bem viva e próxima essa minha relação com a Itália.



Leia mais sobre Giovanni Sola no Família Sarno



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Fotos inéditas 09 - (Heráclito Fagundes)

Essa figura é Heráclito Fagundes e talvez a cidade nunca soube que assim se chamava. Era mais conhecido pelo apelido de Quito.
(Foto: Arquivo pessoal)

A foto foi feita no quintal da casa onde morava Antonio Leto, na rua da Itália. Posteriormente, a casa passou a ser propriedade de Zóstenes Vaz (hoje funciona uma clínica - aquela que tem as imagens do homem pré-histórico na parede).

Ele era filho de Antonio Fagundes e sobrinho do maestro Bernardino Fagundes, grandes nomes da música e da filamônica de Poções.

A alegria de Quito era irradiante. Parceiro de boas farras. Um grande Contabilista, um grande amigo.

A data da foto? não sei - peço ajuda aos universitários...


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domingo, 7 de outubro de 2012

Dona Zizi Borges - Falecimento


Com a colaboração de Vinicius Dantas (*)

Adalgisa Borges Farias - Dona Zizi, nasceu na cidade de Rio de Contas - Bahia, em 16/12/1913. Faleceu em 02/10/2012 aqui em Salvador. Era filha de Dr. Antônio Agripino da Silva Borges e Leonor Viana Borges.

Saiu de Rio de Contas e foi morar em Poções e trabalhou no Grupo Escolar Alexandre Porfirio como Secretaria. Casou-se com Sabino Brito Farias e teve seis filhas: Zoraide, Zenaide, Maria das Dores, Diana Telma, Márcia e Maria das Graças. Deixa vinte netos e treze bisnetos.
Pessoa integra e carinhosa, amada por todos!

Dona Zizi era irmã de Dona Helena Borges, viúva do Dr. Alcides Pinheiro dos Reis, pessoas tradicionais da nossa cidade.

(*) Vinícius aparece na foto com a sua avó. Vive um triste momento pelo falecimento de dois avós num curto espaço de tempo.

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domingo, 30 de setembro de 2012

Fotos inéditas 08 - (Primeira Comunhão)

Santo Inácio de Antioquia disse que "Na Eucaristia, nós partimos 'o único pão que é remédio de imortalidade, antídodo para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre' "

Esse e outros ensinamentos básicos para a primeira comunhão estava na ponta da língua. Nós eramos alunos da catequista Irmã Marilac e outras da famosa "Casa das Freiras", uma instituição que ajudou muito na manutenção da região católica em Poções.

Com o cabelo cortado a "la Hermes", de máquina mecânica, todo de branco, estava pronto para a primeira comunhão.

Encontro nos meus arquivos, uma foto tirada diante do altar da Igreja Matriz de Poções em companhia do meu amigo Sidney Santos, de quem não tenho notícias há bastante tempo.

Ele é filho do saudoso Sargento Severino, nosso professor de inglês e francês.
(a foto, certamente foi feita por Vitinho Borba, entre 1966 e 1967).


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Falecimento de Pedro Dantas (Duca)

Comunico o falecimento do Sr. Pedro Dantas, mais conhecido por Seu Duca, ocorrido hoje em Poções.

Uma pessoa muito querida na nossa cidade. Sua popularidade foi solidificada na direção do Bar Maringá. Era amigo de todos - figura extremamente calma e atenciosa, não perdia a oportunidade de um bom papo.
Junto ao bar, que era apelidado de "A Visgueira", Jorge, o filho, iniciou o famoso Chamuscão, quando tive a oportunidade de conviver mais estreitamente com Seu Duca. Além do bar, cuidava da fazenda na região da mata. Era comum encontra-lo participando da Chegada das Bandeiras.
Deixa dona Nainha, sua esposa, e os filhos Jorge, Maria Rita, Paulo e Antônio Roberto.
Um abraço amigo a todos nesse momento, inclusive aos netos, em especial a Vinícius, George e Clarissa, que tenho o convívio mais próximo.
(foto cedida por Clarissa)


Em tempo: Faleceu a Sra. Jaci Leoni nessa quinta feira, 26. Aguardo mais informações para divulgação aqui no blog.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DayHORC - 30 anos

Circulando aqui em Salvador, via out-door, a notícia dos 30 anos do DayHORC, um dos hospitais oftalmológicos mais competentes do Brasil, que é dirigido pelo poçoense Ruy Novais Cunha, com unidades na capital, Itabuna e Eunápolis.

Ruy foi contemporâneo no Ginásio de Poções. É filho do Sr. Pedro Cunha (ex-prefeito) e dona Regina Novais Cunha.


Os meus parabéns por essa conquista.


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domingo, 23 de setembro de 2012

Fotos inéditas 07 - (Carnaval na Acascp)

 
Uma foto de 1973. Carnaval na Acascp - Clube de Poções. Da esquerda para a direita: Jorge de Ucha, Isabel Cristina Pithon, Márcia Andrade, Ruy Alberto Sarno, Ivan Alves (só aparece o rosto), Ângelo de Floriz Neto, Guida e Lulu.
 
Os detalhes: As duas escadas ao fundo serviam para a ornamentação do salão. A mortalha de Ruy foi feita de uma faixa de rua. A roupa que estou vestindo era um pano que se usava em um dos andores de festas religiosas.
 


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domingo, 16 de setembro de 2012

Ermir Fernandes


Ermir Fernandes - (foto do meu arquivo pessoal)

Recebi a notícia do falecimento de Ermir Fernandes.

Ermir era casado com Maria Ornilda Fagundes Marques. Devido a proximidade familiar com meu sogro Valmir Fagundes, estive recentemente com ele em duas oportunidades.

Uma perda prematura e irreparável. O nosso abraço e conforto para a família.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Fotos inéditas 08 - (Quarta série de 1966)

Mais uma foto, agora do final de curso da turma de 1966 do Ginásio de Poções. A festa de encerramento foi feita no Clube União das Classes. Quem se habilita a identificar as pessoas que estão na foto? Vou dar duas dicas: o casal no meio da foto e um dos componentes do conjunto que tocou na festa.

O casal é Irundy e Noélia. O componente do conjunto, o terceiro no palco, da esquerda para direita é Rubenito Amorim. Os palpites poderão ser dados nos comentários do blog ou email para luiz.sangiovanni@gmail.com

 
(foto: Álbuns dos irmãos Sangiovanni)

Atualização em 15.09.2012
Consultei Michele, meu irmão, que está na foto e me mandou a identificação das pessoas. Salvador Vaz reconheceu alguns deles (errou apenas um dos identificados). Veja abaixo, então, da esquerda para a direita:

Nino - Professor e já falecido
Renan Macêdo - era o secretário do Ginásio
Leonel Messias - já falecido
Marieta - não mora em Poções
Conceição - filha de Antonieta e Aderbal
Sônia Dias - Médica em Poções
Maria da Glória - filha do Sr. Pedro Mota)
Dr. Irundy Manta Alves Dias
Professora Noélia Gusmão Dias
Maria - Irmã de Osvaldão Dias
Laurinda Schettini - esposa de Vassil Schettini
Raimunda - não mora em Poções
Terezinha - sobrinha do Sr. Pedro Mota
Roberto Silva Dantas - Filho do Sr. Duca (Pedro Dantas) e irmão de Jorge Dantas. Médico.
Solon Macêdo
Michele Sangiovanni
Emanuel (Miel), ao fundo, entre Raimunda e Terezinha.

Segundo Michele, o conjunto era de Vitória da Conquista e se chamava OS MORENOS. Também, não confirma se a pessoa era Rubenito Amorim.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Fotos inéditas 07 - (SRPCP)

Vai dizer que você se lembra do SRPCP? Achei essa foto que é dos bons tempos de Atlético e Bahia, em Poções.

Se lembrou? Vou ajudar. O SRPCP era o Serviço Regional de Propaganda Comercial da cidade de Poções, do lendário Pedro Matos.
(Foto: Albuns dos irmãos Sangiovanni)

Na foto, Isaac Luz (irmão de Pancho e Tonhe Luz), Fernando Marçal, Pedro Matos, Ivan Menechini e Pietro Sangiovanni (Pepone, meu irmão). Fernando e Ivan eram funcionários do Banco do Brasil, daquela primeira galera que morava numa "república", perto do Posto de Puericultura.

Já que você não se lembrou, Pedro Matos fundou o SRPCP - um misto de rádio e serviço de alto-falantes - dava pra ouvir nas duas "versões". O aparelho que se vê na foto, a tiracolo, era um moderno transmissor que ele entrava "ao vivo" do campo de futebol, do clube durante as festas ou de qualquer outro lugar que havia movimento. Com a sua voz grave, ele iniciava com a seguinte frase: "Está no ar o SRPCP, o Serviço Regional de Propaganda Comercial da cidade de Poções, transmitindo em ondas médias e através do serviço de alto-falantes". A sede do SRPCP era ao lado do bar de Tonhe Luz.

Registrado aqui, o primeiro serviço de rádio fundado em Poções (pelo menos que tenho notícias).


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sábado, 8 de setembro de 2012

Fotos inéditas 06 - (A enchente e o Chamuscão)

 
Um dia, Jorge Dantas me pediu fotos do Chamuscão. Meu irmão Pepone escaneou os álbuns da família e aí aparece o Chamuscão, fechado por causa de uma enchente no centro de Poções. Veja no detalhe que o Bar Maringá (A Visgueira) estava com uma das portas abertas. Presumo que as fotos foram feitas em 1975.
Leia mais sobre o Chamuscão
 


 


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Fotos inéditas 05 (A Grande Chance)

Na busca de fotos inéditas, achei uma que recebi de Gina Rizério. Mostra uma banca de jurados do programa de calouros de Poções formada por Leonor Magda (Guida), eu, Márcia Andrade, Ruy Sarno e Gaetana Palladino.

Foto enviada por Gaetana Palladino
O programa de calouros acontecia no Clube União das Classes, na praça da Prefeitura.

Nos anos 70, no Rio de Janeiro, Flávio Cavalcanti apresentava um programa de candidatos a músicos ou cantores e se chamava “A Grande Chance” – que revelou gente famosa a exemplo de Armandinho Macêdo, tocando bandolim.

Em Salvador, havia o programa “A Caminho da Grande Chance”. Em Vitória da Conquista, o “Rumo ao Caminho da Grande Chance”. Em Poções, José Carlos e Sandoval França lançaram o programa de calouros que a gente chamava de “A Caminho do Rumo ao Caminho da Grande Chance”. Significava, então, que o candidato que fazia sucesso em Poções, para alcançar a grande chance no Rio, tinha que fazer as escalas obrigatórias em Vitória da Conquista e Salvador.

Nome e caminho longos. Não me lembro de alguém que tenha conseguido chegar lá. Também, não foi por minha causa - eu sempre dava SIM.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fotos inéditas - 04 (Diretoria da Acascp)

O Clube Social de Poções se chamava Acascp (se lia acasquepe) Associação de Cultura e Assistência Social da cidade de Poções.

A foto mostra uma das diversas composições da Diretoria nos anos setenta.

Da esquerda para a direita - Valter Rocha, Joãozinho Pinheiro, Chico Sangiovanni e Humberto Schettini. A foto foi feita durante uma festa, na sala da Secretaria do Clube.

 
Foto: Arquivo pessoal
 
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 03 (O Bahia de Poções)

A foto abaixo foi enviada pelo advogado Fidélis Rocco Sarno, um dos fundadores do Bahia de Poções. Também publico a carta que me enviou algum tempo atrás. Boas lembranças... bons tempos.


Caro Lulu Sangiovanni,

Sua matéria publicada em 26.03.07, em A TARDE ESPORTE CLUBE, trouxe-me à memória bons tempos vividos.

Você foi muito feliz nas colocações, fazendo-me recordar a disputa forte e séria que existia no futebol amador de Poções.

A título de curiosidade, desejo lembrar-lhe, mesmo porque não esqueço, que o Bahia tinha sede que ficava no Beco dos Alfaiates, em imóvel emprestado pela CASA SARNO, participante ativa dos bons movimentos sociais da comunidade.

E mais, fazer recordar um fato pitoresco ocorrido quando da realização de jogo entre Bahia e Atlético.

Fez-se circular, por toda a cidade, um veículo adaptado como Trio Elétrico, no qual o apaixonado torcedor do Bahia, Alcides Bordado, dedilhava no seu bandolim músicas “provocadoras” aos atleticanos, tais como o hino do Bahia, desde a madrugada.

Pode-se imaginar o que acontecia quando o veículo parava na porta das casas de torcedores atleticanos “doentes”, Carlos de D. Uchinha e Raimundo Paradela.

O resultado do jogo, como era de se esperar, foi 1x0 para o Bahia.

Abraço Fraterno,
Fidélis

 
O time do Bahia de Poções era esse. Vou arriscar alguns nomes como:

De pé: Patel (o primeiro da esquerda), João Batatinha (ao lado do goleiro) e Dr. Crésio Rolim (último da direita).
Agachados: Gaso (o primeiro da esquerda), Mirandinha e Fidinha (os dois últimos)
 
 

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tiro de Guerra de Poções - 3.500.000 visitas no Youtube

Um filme de inspeção final do Tiro de Guerra de Poções atingiu a marca de mais de 3 milhões e 500 mil (*) visitas no Youtube. Significa o mesmo de cada habitante de Poções acessar o vídeo 80 vezes. Como isso é improvável, o certo é dizer que o correspondente a 2% da população brasileira assistiu ou acessou ao vídeo.

Confira no http://www.youtube.com/watch?v=4jmEBPwArA8&feature=related

Parabéns ao Tiro de Guerra 06 - 011 (antigo TG-135) pelo trabalho e por colocar Poções nessa posição invejável.

(*) Atualização em 07/12/2012 - 4.738.000 visualizações
     Atualização em 24/06/2013 - 6.314.160 visualizações


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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 02



Uma foto de 1972, enviada por Regina Rizério.

Sentadas na balaustrada: Isabel Cristina Pithon e Maria Socorro Schettini

Em pé: Antonio Celso Sarno (de tamancos), Ângela Labanca, Rosita Palladino, Rita Rizério, Maria Cândida Gonçalves, Dino Augusto Gusmão Alves Dias (no colo), Tereza Rizério, Lulu Sangiovanni, Ruy Alberto Sarno e Miguel Mário Sola.

Sentados: Gaetana Palladino, Maria Augusta Gusmão Alves Dias (no colo), Fernando Rizério, Bruno Sola e Leonor Magda (Guida).

A foto foi feita defronte a casa de Giovanni Sola, na Av. Olímpio Rolim, em Poções. Registra um momento de férias.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Vou rifar meu coração - O Filme

Ontem eu assisti "Vou rifar meu coração", de Ana Rieper. O filme é imperdível, sensacional e nos remete às histórias de Poções. É um documentário muito bem feito e retrata outro lado da vida que ainda existe nas pequenas cidades.

Vá ver, vale a pena. Assista ao trailer no http://www.vourifarmeucoracao.com/.

Aqui em Salvador, exibição de sexta à domingo, no Cine Vivo. Veja no site a programação de lançamento na sua cidade.




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sábado, 18 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 01

Aos poucos, a publicação de fotos inéditas do meu arquivo ou recebidas de amigos. A foto abaixo foi enviada por Camila Guimarães Alves.

Da esquerda para a direita: Chico Sangiovanni (meu pai), Monsenhor Honorato Nascimento e o historiador Félix Martiniano de Magalhães.


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Elpídio - uma história dos anos 60

O casal viajava com uma criança e, perto de Poções, ocorreu o acidente. O marido foi levado para a cidade de Vitória da Conquista devido a necessidade de cuidados médicos. A esposa faleceu e o sepultamento foi feito em Poções. A pequena criança nada sofreu e ficou na nossa casa. Devia ser o ano de 1965.

Durante aproximados cinco dias, recebeu os cuidados de minha mãe, da minha irmã Elisa e dos vizinhos da rua. Ficamos triste pelo fato, mas alegres pela presença daquela criança de poucos meses de nascida em nosso meio. A gente se debruçava na cama e ficava esperando pelo choro de fome. Mamadeira pronta, logo ele se calava e voltava a dormir.

Se chamava Elpídio, nascido em Andaraí, na porta da Chapada Diamantina. Os seus parentes vieram buscar e nunca mais tivemos notícias. Todas as vezes que ia ao cemitério, quando via o túmulo de Dona Maria de Lourdes, a sua mãe, lembrava-me de Elpídio.
Comentei várias vezes com Elisa e a pergunta sempre era a mesma: - Será como está aquela criança que ficou lá em casa?

Pois bem. No início dos anos 80, eu viajei e passei por Andaraí. Enquanto consertava o pneu do carro, perguntei ao borracheiro se conhecia Elpídio, se tinha notícias de como estava ele. Soube responder que o pai era advogado, se chamava Luiz e havia se mudado para Salvador.

Recentemente, meu filho Ricardo viajou para um final de semana em Andaraí. Eu lhe contei a história e pedi que perguntasse por Elpídio. Ele não fez e entre diversos contos da viagem falou que uma pessoa esteve sempre presente desde a compra da passagem, mesmo ônibus de ida e no mesmo de volta. Para sua surpresa, quando chegou na porta de casa, essa pessoa passava em direção ao prédio vizinho. Falou que era uma pessoa que usava barbas, um senhor nos seus 60 anos. Registrei a informação.

Outro dia, desci e fui aqui no mercadinho de Antônio, vizinho do meu prédio. Sempre encontro alguém do interior e nesse dia encontrei Pedro, o vascaíno, que é de Ibotirama. Chegou um senhor de barba e Pedro gritou logo – esse daí é de Andaraí. Era Gerson, a pessoa que estava na viagem do meu filho. Liguei os fatos e perguntei logo se ele conhecia Elpídio. Ele coçou a barba e fui municiando com outros dados e ele se lembrou.
 - Ah, ele é filho de Luiz Gomes Fonseca, sua história está certa, eu me lembro desse fato. Elpídio, hoje, mora em São Paulo e é um grande magistrado, homem inteligente. Se chama Elpídio Dantas Fonseca.

Que essa história chegue a Elpídio e ele saiba o quanto a rápida convivencia nos marcou (o Google mostra que Elpídio Mário Dantas Fonseca é um tradutor de grandes obras literárias  - será a mesma pessoa?). 




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sábado, 4 de agosto de 2012

Benevaldo Rocha - Falecimento

Recebo a informação do falecimento do amigo e vizinho Benevaldo Rocha, ocorrido hoje em Poções. Era irmão de Fábio Rocha, Clotildes Schettini (Tide) e casado com a Bacharela em Direito Laurentina Aguiar. Residia na Rua da Itália.

Os meus sentimentos à familia.

Relevante comentário recebido
Benevaldo, velho companheiro das primeiras e últimas horas, disputando cerveja na " porrinha" , no bar de João Liguori, exímio dançarino, "quebrando o gelo" nas festas e matinées dançantes no Clube Social União das Classes, sendo o primeiro a tirar uma dama para dançar, sendo que na maioria das vezes era Madalena Curvelo, também a preferida de Ruy Espinheira.

Benevaldo, presença constante e obrigatória nas barracas da Festa do Divino.
Benevaldo, pacífico e  prestativo, ia comigo entrevistar e fotografar figuras características de Poções, como Carolina e sua neta.
Benevaldo sempre contente em nos rever, perguntando por todos, sendo que "todos" era praticamente a maioria dos colegas da época, que se foram pelos caminhos da Rio- Bahia, uns para o Rio de Janeiro outros para Salvador, alguns para a eternidade.
Mas a raiz ficava, e Benevaldo sabia disso e estava ali, envelhecendo aos poucos, regando pacientemente a fonte de todos nós.
Salve, grande  Benevaldo !
Eduardo Sarno

(foto cedida por Eduardo Sarno)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tsukahara Mortal Carpado

Sábado passado, quando a atleta Sarah Menezes ganhou a medalha, me lembrei do amigo piauíense Eugênio Pacelli e liguei para parabenizá-lo pelo feito da conterrânea. Ele não estava na EPIBA (como eu chamo a casa dele do Itaigara, a Embaixada do Piauí na Bahia). Respondeu com um torpedo que estava em Teresina e muito emocionado. Perdi a cerveja da comemoração.

Fiz a minha parte, comemorei a medalha de Sarah e o primeiro lugar do Brasil nas Olimpíadas. Até fotografei o quadro de medalhas na tela da TV e pensei  - essa [olimpíada] de Londres vai ser mangaba – ganharemos muitas outras medalhas.
Nos dias seguintes, bateu um vento de azar, parecido com aqueles que batem todas as vezes que tem disputa internacional. O Brasil bate na trave, mas não entra. Teve quem, no treino,  bateu no chão e ficou de fora, chorando como nas vezes anteriores, pedindo desculpas aos brasileiros pela decepção. Enquanto isso, a mesatenista polonesa Natalia Partyka, de um braço só, dava um show no ping-pong e não eram os jogos paraolímpicos ainda. O sul-coreano Dong Hyun, com 10% da visão, bateu recorde no arco e flecha e ganhou o bronze. Na prova de remo, o atleta brasileiro chegou, a pulso, em sexto. O Azerbaijão ficou em terceiro lugar.

No levantamento de pesos, vi mulheres de várias partes do mundo levantando 135 quilos. Me lembrei de Julão Carregador, que era capaz de carregar na cabeça dois sacos de café de 60 quilos cada, enchendo caminhões nos armazéns de Poções. O sonho olímpico não existia na cabeça de Julão, só os sacos. Também, não havia televisão para ele aprimorar a capacidade física.
Fiquei aqui matutando sobre a dinheirama que se gasta para a formação de um atleta ou de uma equipe. Vejo uma turma de velhos insistindo em ganhar.  A nossa piauiense, quase sem patrocínio, luta e ganha uma medalha. Alguma coisa está errada – será que o Banco do Brasil do Azerbaijão é mais forte que o Banco do Brasil do Brasil?

A comentarista da televisão não vai poder ficar analisando a postura dos nossos atletas da ginástica. Vamos mesmo tomar um Tsukahara Mortal Carpado e voltar para casa repensando 2016 – que vai ser em casa.
E eu? vou esperar meu amigo Eugênio voltar para comemorar o ouro de Sarah.


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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Câmara Solar faz cursos de fotografia

As fotógrafas Fernanda Sanjuan e Tássia Novaes iniciam cursos de fotografia no próximo dia 27. Matrículas abertas. Já fiz a minha no curso Básico.

Quem quiser me acompanhar, se habilite.


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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Roniwalter Jatobá em Salvador

No próximo dia 9 de agosto, uma quinta-feira, a partir das 13h, Roniwalter Jatobá estará autografando, em Salvador, três livros lançados em 2012: Cheiro de chocolate e outras histórias (contos, Editora Nova  Alexandria, SP, apresentação de Ruy Espinheira Filho), Alguém para amar a vida inteira (romance juvenil, Editora Positivo, PR, apresentação de   Miguel Sanches Neto) e O jovem Monteiro Lobato (biografia, Editora Nova   Alexandria, SP).

Local: Confraria do França (antigo Ex-Tudo), no Rio Vermelho. Sobre Cheiro de chocolate e outras histórias, um dos   primeiros leitores -- o jornalista e escritor Renato Pompeu -- mandou a seguinte mensagem:

"A literatura sempre avança em relação à mais requintada teoria literária. O principal teórico do realismo crítico, o húngaro György Lukács, julgava que não era possível fazer arte a partir do singular, por não ser universal. Somente a partir do singular-universal, ou seja, a partir do particular, é que seria possível fazer arte. Mas Roniwalter Jatobá, neste livro Cheiro de chocolate e outras histórias, prova o contrário. Ele chega a estesias melancólicas e encantadoras, a puros enlevos, a partir de uma féerica feira de singularidades; o conjunto se torna universal."

Sobre Roniwalter Jatobá
Nasceu em Campanário, Minas Gerais, em 1949. Aos 10 anos, migrou com a família para Campo Formoso, Sertão da Bahia. Desde 1970 vive em São Paulo. Como jornalista, foi redator dos fascículos Nosso Século e Retrato do Brasil e colaborou em Movimento, Escrita e Versus. Atuou, também, como cronista do Diário Popular. Publicou, entre outros livros Sabor de química (1977), Crônicas da vida operária (1978), Filhos do medo (1980), Viagem à montanha azul (1982), O pavão misterioso e outras memórias (1999), Paragens (2004) e Trabalhadores do Brasil (1998). Pela Editora Nova Alexandria, publicou, para a Coleção Jovens sem Fronteira, O jovem JK, O jovem Fidel Castro, O Jovem Che Guevara e O Jovem Luiz Gonzaga. É autor, também, de Rios sedentos (Coleção Viagem Literária), voltada para o público infanto-juvenil.
(foto e informações sobre Roniwalter: site www.novaalexandria.com.br).



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domingo, 29 de julho de 2012

Sala Ruy Espinheira - Uma merecida homenagem

Por Eduardo Sarno - especial

Pode-se dizer que o Dr. Ruy Espinheira tinha uma mente brilhante. Não só dominava o saber jurídico, como tinha uma percepção aguda das circunstâncias sociais, o  que lhe permitia uma intervenção correta como advogado.
                                      Dr. Ruy Espinheira (foto - arquivo Eduardo Sarno)
Aliava uma memória privilegiada a um conhecimento do perfil psicológico das pessoas com quem tratava. E tudo isso temperado com um saboroso senso de humor.

Vivia a vida com intensidade e bom proveito, desde a sua dose de uísque, sorvida calmamente, até ao extenso leque de amigos, que freqüentava e convivia intelectual, social e politicamente.

Era um homem de opiniões e posições. Em nome destas foi preso pela Ditadura Militar. Mas se, grande entrou na prisão, maior ainda saiu dela.

Poções e Jequié tiveram a honra de tê-lo como morador, e hoje Poções resgata esta dívida, através da OAB, prestando esta merecida homenagem, inaugurando a Sala Ruy Espinheira.

                        Chico Sangiovanni e Dr. Ruy Espinheira na Fazenda Caetitú, em passeio.
                                     (Foto arquivo Lulu Sangiovanni)


Outras notícias sobre o evento no site Liberdade FM Poções:
 http://www.liberdadefmpocoes.com.br/noticias/cidade/2012/07/sala-da-oab-e-inaugurada-em-pocoes.html


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terça-feira, 24 de julho de 2012

O cara das duas cervejas

Hoje, eu estava almoçando aqui na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, quando encontrei um velho amigo, ex-colega de trabalho. Foi uma festa. Lembramos de alguns casos e histórias passadas. Ele me pediu que não divulgasse o nome, mas poderia contar a história que nos liga a Poções (vou chamá-lo com o pseudônimo de Antônio para facilitar a história).

Pois é. Antônio andava sempre em uma casa noturna de Poções quando viajava pela região. Quando eu via, estava sempre sentado na mesa que ficava ao lado direito da segunda sala da tal casa. Usava óculos escuros no puro estilo Valdick Soriano, a qualquer hora do dia. Pedia uma cerveja e ficava observando o ambiente até se interessar por uma das mulheres que trabalhavam naquele local.

Antônio pedia a segunda cerveja e continuava o papo com a mulher. De repente, saia com ela para um dos quartos da casa. Assim era o costume de Antônio naquele lugar e com frequência mensal, talvez. Nunca trocamos meia prosa e ninguém sabia o seu nome. Era muito calado, não dava papo para a turma de jovens.

O tempo passou e comecei a trabalhar. Depois de três meses, me designaram para morar na região sul, onde a empresa possuia uma filial. Fui recomendado para procurar o gerente, que me daria as coordenadas do trabalho.
Me apresentei e marcamos para visitar alguns clientes durante o dia. Enquanto eu aguardava pela sua disponibilidade, fui me apresentando aos outros colegas e percebia que alguma coisa me chamava a atenção. Achava a fisionomia familiar e ficava remoendo: De onde eu conheço esse cara?

Pois bem, naquele dia, saímos e acabamos almoçando na churrascaria que ficava no andar superior de um prédio defronte à Estação Rodoviária de Itabuna. Quando sentamos, ele fez a mesma posição com os braços, apoiando o queixo. Caiu a ficha.
- Você andava em Poções? perguntei. Ele desconversou, disse que tinha ido uma vez, mas de passagem para Vitória da Conquista e Brumado.

- Qual é rapaz, eu conheço você, não era o cara que tomava as duas garrafas de cerveja?   

Veio um ééééé meio lerdo. Ele perdeu a chave, como a gente diz. Afinamos a conversa e era Antônio mesmo.

Convivemos na mesma empresa por um bom tempo e ninguém me dava mais notícias dele. No almoço de hoje, em meio às famosas costelas de Sorocaba, relembramos o fato.


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domingo, 15 de julho de 2012

Museu 2012

Da equipe editora por Ângela Muskat e Zenilda Ramos

Cultural, informativo, criativo, surpreendente, organizado. Essas são as palavras que traduzem a 5ª Edição do Museu de Poções, realizado graças a parceria do IECEM com a Paróquia do Divino, através do Padre José Roberto que apoiou e valorizou nosso trabalho.
Pela temática “Marcas da religiosidade Nordestina”, educadores e educandos demonstraram através de paineis, murais, objetos variados as pesquisas feitas desde o início do ano letivo.
A novidade desta edição foi a grande quantidade de maquetes bem feitas que estavam à disposição dos visitantes, mostrando igrejas, praças, vilas , andores e presépios. Os manequins caracterizados com roupas típicas também tiveram grande apreciação do público, inclusive um quadro representando o cálice sagrado harmoniosamente pintado pelos alunos da 8ª série estava à disposição no museu.
O ambiente estava permeado pelo cotidiano poçõense: panelas de barro, ferros à carvão, canetas, dinheiro e moedas antigas, fotos, máquinas de costura, de datilografia, telefones antigos, rádios, relógios, pilões, batedeira velha, porta-retratos, a mulinha enfeitada com uma magnífica manta, colheres de pau, radióla, discos de vinil, celas, porta-jóias e uma variedade de outros objetos interessantes.
Dos dias 23 a 27 de maio o museu ficou aberto ao público para apreciar a beleza demonstrada, mas o projeto deste ano não parou por ai. No feriado de Corpus Christi do dia 05 de junho, uma comissão de educadoras do IECEM reuniu-se para dar encaminhamento ao museu definitivo da cidade.
Agora o próximo passo é procurar um meio de comunicação com a Secretaria de Educação do Estado (SECULT-BA) para nos informarmos e fundarmos o que a Sociedade Amigos do Museu de Poções de Poções (SAMP) tanto almeja: um Museu real para Poções e que num futuro bem próximo o IECEM venha contribuir a cada ano com uma temática inovadora e criativa como foi a de 2012.
Vamos torcer para que tudo dê certo.
A direção do IECEM parabeniza todos os educadores e alunos que fizeram neste ano mais um projeto de vanguarda.
 
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sábado, 14 de julho de 2012

Por Onde Anda Zé Carlos Leto?

O Por Onde Anda de hoje encontrou  José Carlos Leto, um poçõense, assíduo leitor e que sempre faz os seus pertinentes comentários aqui no Blog. Amigo de anos, contemporâneo de Ginásio (uma ou duas turmas na frente), filho do ilustre Nicola Leto e dona Nicinha, pessoas que muito contribuiram para o desenvolvimento da nossa cidade.

Falar dos Leto, significa falar da história do cinema e da energia elétrica de Poções. Significa a grande família que Nicola construiu, principalmente poder contar com a amizade de Zé Carlos e dos seus irmãos, especialmente de Valdemir, Maria Eugênia e Ângela,  grandes colegas de sala e contemporâneos do Ginásio.
Zé Carlos teve uma vida muito simplória, diz ele na sua modesta fala. Saiu de Poções em 1971 e foi trabalhar nos cinemas do saudoso Francisco Pithon (rede de cinemas que existia em Salvador – Cines Tupi, Guarani, Bahia, Tamoio, Politeama, Liceu, entre outros), indicação de Fidélis Sarno (Fidélis de Boa Nova) grande amigo do velho Nicola.

Deixou os cinemas e foi trabalhar no Polo Petroquímico de Camaçari por longos 18 anos. Vinte anos depois, retornou para Poções e diz que só sai dali por uma razão fortíssima. Casou-se com uma “baianeira” chamada Teresa , nascida em Juiz de Fora – MG e criada em Salvador – BA. Têm três netos: Nicolle, Filipe e Bia.
Trabalha atualmente no Posto de Atendimento do Coelba Serviços e pertinho de se aposentar. Mas, também tem seus momentos de lazer e o “hobby” é tocar teclado nos finais de semana na Pizzaria La Tavola, que pertence a sua filha. Taí uma boa pedida para os finais de semana.
De quebra, ele buscou no fundo do baú, uma foto antiga de 1969, onde aparece a Diretoria do Grêmio Litero- Recreativo 21 de Abril (CNEC Ginásio de Poções) no desfile do 7 de Setembro. Na foto, aparecem  Hernane Exler, José Carlos, Raimundo de Dona Esmeraldina, Osvaldo “Cientista”, Bete Exler, Neca Simões (peço ajuda para a identificação das outras pessoas).  

Quem quiser entrar em contato com ele, o email é jocale@bol.com.br
O Blog agradece a participação de Zé Carlos e continua procurando outros amigos por esse mundo.

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Os apelidos na política de Poções

Sempre confessei a minha posição de apolítico, mas não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para reforçar a lista de apelidos publicada aqui  no http://blogdosangiovanni.blogspot.com.br/2009/10/vida-nos-apelidos.html

Desejo boa sorte a todos e que não só o apelido seja a forma de lembrança nas urnas. Que vocês se lembrem sempre do povo e coloquem a nossa Poções como objetivo maior, agora e no futuro.                                                      

Adelson do Portal, Adevaldo Radialista, Nildo Cabeludo,
Almizinho, Riquinho, Marcos Agente de Saúde,
Vani do Açude, Professor Carlos, Careca,
Kal de Edite, Nozinho, Dio Moto-taxi, Lié,
Darinho, Locutor Fabiano Ferreira, Fernando Boião,
Gil do Box, Gugu, Tina, Rael, Nete, Sargento Izaías,
Sargento Jaílson, Nino Aprígio, Jonas do Reforço,
Lande da Caçamba, Lago, Zequinha, Garapa,
Professor Kleber, Cebolinha, Luizão, Márcio do Celular,
Marcos do Moto-taxi, Zezel, Nelsão, Zil da Relojoaria,
Reginaldo do Posto, Rogério da Caixa, Roni, Professor Rosalvo,
Zil do Açude, Didi da Lage, Vilma de Kel, Santo de Ziziu.

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tributo a Poções

Somente agora eu vi esse documentário. Recomendo.

http://www.youtube.com/watch?v=lhWPF0_hYMg


Realização: Sicoob Crediconquista
Texto e Concepção: Esechias Araújo Lima
Edição de Imagem: Leandro Pinheiro



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Água no Listerine

Acordei cedo e viajei até Goiânia em companhia do meu amigo e colega de trabalho Marcos Roberto, um baiano de Camaçari (espécie difícil de se encontrar), que mora hoje em Jaboatão, na Grande Recife. Participaremos de um treinamento dos famosos manipuladores telescópicos, franceses, da marca Manitou.
Reservamos o hotel pela internet e, diante do nenhum conhecimento que tínhamos da cidade, acabamos pegando um do tipo que chamamos de "meia-boca". Começamos por dividir o mesmo taxi e o apartamento. No final do dia, rachamos ao meio um sabonete Johnson´s que comprei na farmácia ao lado. O hotel não tem aqueles sabonetinhos nem box no banheiro (apenas um rodo para puxar a água). Na pizzaria Scarolla o talharim também foi dividido.
E a conversa passou pro lado da economia. Lembrou que a sua mãe guardava o pó de café usado para economizar na janta. - E a minha tia, lá em Poções, também fazia a mesma coisa, emendei.
Conversa vai e lembrança em lembrança, falei que coloco água no vasilhame de shampoo quando esse tá acabando e rende mais algumas lavagens. Me lembrei de tanta gente pão-dura, que não vou citar nomes, mas dão umas boas histórias.
Marcos foi tomar banho e escovar os dentes. Usou o meus produtos de higiene e teve o desplante de dizer com aquela cara de Ugo Chavez:

- Porra! Até água você bota no Listerine. É pra render?

- Vá a merda, porque não te calas!!!,  respondi.


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Carolina Caputo Sola - Falecimento

Morreu na noite de hoje, em Poções, Carolina Caputo Sola, mais conhecida como Lina. Era viúva de Giovanni Sola e mãe de Giuseppe Mario, Miguel Mário (já falecido) e Bruno Sola. Deixa os netos Marcos Vinícius e Carlos Eduardo; Elda Carolina, Thiago e Maria Clara; Bruna, Giovanni e Paula.
                                                  (foto: Vincenzo Sarno)

Lina era italiana da cidade de Rotonda, sul da Itália. Veio para o Brasil no início dos anos 50. Irmã da minha mãe Anna Maria, se tornou sua inseparável companheira, uma forma de amenizar a saudade da terra natal. Com essa vivência próxima, sempre tivemos um carinho especial de filhos.

A costura foi uma arte que trouxe da Itália. Durante muitos anos, manteve um ateliê na sua casa da Av. Olimpio Rolim, sendo um dos preferidos da sociedade poçoense. Depois, se mudou para Salvador. Após o falecimento do marido, voltou a residir em Poções.

Também era exímia na culinária. Além das massas fusilli, cavatelli e pizzas (especialmente alho e óleo), fazia doces como o “canuletto” e “glispella” nas épocas das festas natalinas ou datas especiais. Havia alguns pratos que eu não deixava de comer - “batatas fritas com pimentão”, os minestrones, os bifes à milanesa, sem contar as linguiças calabresas.

Minha tia nos deixa um legado de simplicidade e exemplos de família que aplicaremos no dia-a-dia. Com o falecimento de Lina, encerra-se a geração de tios nascidos na Itália pertencentes às famílias Sola, Sangiovanni, Sarno e Libonati.

P.S. - Meu abraço e carinho aos queridos primos e sobrinhos. Estou na cidade de Senhor do Bonfim – Ba e impossibilitado de chegar em Poções para este adeus final.   


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Com medo do Sacomé

Adroaldo é um dos técnicos que trabalham comigo e excelente profissional no conhecimento mecânico e trato com o cliente.

Tem o vício de falar a palavra sacomé em todas as frases que pronuncia. Sacomé é a forma popular de dizer "sabe como é".

Um dia, explicando o funcionamento de um equipamento ao cliente, disse:

- O Senhor, sacomé, se precisar elevar cargas, sacomé, pode empurrar a alavanca, sacomé, para baixo e o implemento, sacomé, vai fazer isso.

Meses se passaram, o equipamento deixou de funcionar a elevação de cargas e o cliente me liga e diz:

- O equipamento deixou de funcionar de repente.

Tentando identificar uma causa, perguntei se dava para ele fazer uns testes e dizer o que ocorria.

Ele respondeu: - Rapaz, acho que a alavanca não funciona!

- Qual alavanca?, perguntei.

- Acho que foi a sacomé.


Semana passada, contava essa história para dois colegas na mesma hora que passava Anália, que faria hora extra depois do expediente e ficaria sozinha na sala.

Interrompi e falei: - Venha ouvir aqui a história do sacomé!

Ela, coitada, quase apavorada, respondeu:

- Eu não quero saber nenhuma história de sacomé. Você sabe que vou ficar sozinha e morro de medo de assombração.



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domingo, 24 de junho de 2012

I Fórum Social Local do IECEM - Mina São Félix do Amianto

Publicado no Jornal do IECEM, por Ângela Rocha

I FÓRUM SOCIAL LOCAL DO IECEM
MINA DE SÃO FÉLIX DO AMIANTO: HOMEM E NATUREZA DILACERADOS
 
Aconteceu em 17 de maio de 2012, o I Fórum Social Local sob o tema `` Mina de São Félix do Amianto: homem e natureza dilacerados``, no salão da Câmara de Vereadores de Poções a partir das 19 hs.
O evento organizado pelos estudantes do 3º ano do IECEM foi fruto do projeto homônimo orientado pelos professores: Augusto, Cleide Jane, Daniela, Francisco e Zenilda durante a II Unidade. Na verdade o Fórum foi a culminância de uma série de atividades que envolveu muita pesquisa, aulas de campo, entrevistas e seminários Tinha por objetivos: sensibilizar , envolver estudantes a descobrir e conhecer o sério problema do amianto na região, informar a comunidade, provocar discussões, organizar o fórum e produzir a carta aberta para a Rio +20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável a realizar-se em 2012, na cidade do Rio de Janeiro.
A mesa de discussão contou com Jânio Oliveira Rocha, Diretor do IECEM, professor e ambientalista, amigo colaborador dos ex-trabalhadores da Mina; Esmeraldo Teixeira, membro representante da ABEA ( Associação Bahiana dos Expostos ao Amianto), Taluana Lúcia Leão Magalhães, representante do Centro de Referência à Saúde dos Trabalhadores (CEREST), Professor Francisco José Barbosa de Almeida, agrônomo, biólogo , representando o grupo de professores orientadores do Projeto e a estudante Ana Clara Cunha Soares Silva, representando todos os alunos do 3º ano do Ensino Médio do IECEM.
 
Leia o texto completo e a carta enviada ao Rio +20:  http://jornaldoiecem.blogspot.com.br/
 
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sábado, 23 de junho de 2012

São João passou aí?

Dedicado a Vitório Dias, grande amigo (in memoriam)

Vitório Dias já trabalhava na loja de Américo Libonati e eu era pré-adolescente. Quando a loja fechava, ele passava pela porta da loja de meu pai e perguntava se eu queria bala Juquinha, lá na mercearia de Miranda e Arcênio Alves. Fidélis, o balconista, colocava uma dose de jurubeba pra ele e três balas Juquinha pra mim.
Ele veio morar em Salvador e a gente se encontrava na loja "Tio Correia", onde trabalhava, e nas festas do Divino. Várias vezes, fizemos parceria nas noitadas de cachaça da festa.

Em um dia de São João, na porta de casa, junto com Michele e Pepone resolvemos fazer uma fogueira no final da tarde. Michele providenciava a madeira, Pepone pegava a cerveja e eu montava a fogueira. Passa Vitório em um carro branco ouvindo um forrozinho de CD e nos faz companhia na cerveja. Conversa vai, conversa vem, uma lata de cerveja aqui, uma história lá, uma dose de cachaça com limão ali, uma lenha e um cavaco ali, terminamos a fogueira e fomos dar uma volta.

Dei de presente a Vitório um CD de “Robério e seus teclados” e logo fomos ouvindo. Ele aumentou o volume e a gente nem conseguia ouvir o que o outro falava. Fomos parar na sua casa na Rua de São José. Tomei duas doses de whisky daquelas calibradas e já comecei a querer andar sentado.

Passamos no bar ao lado da praça do Coreto e fomos contar histórias. Tomamos umas três cervejas e passei a régua. Chegou pra mim. Ele me deixou em casa.

Lá, da nossa varanda, eu enxergo uma mão acenando da casa de Humberto Schettini. Era Marquinhos me chamando. Eu gritei logo: São João passou aí??? E fui atravessando a rua. Me convidou para um copo de vinho e tomamos quase uma garrafa inteira.

Voltar para casa, atravessar a rua não era problema. Problema era tirar da minha cabeça a idéia de ir na Fazenda Caetitú tomar a saideira com João Novaes. Quem passava o São João por lá era o radialista Varela e eu queria saber se realmente aqueles tapas que dava no programa eram mesmo de verdade.

Foi um pandemônio em casa. Esconderam a chave do carro. A sorte, João de não ter que suportar um porre de porre, e dos outros, que esconderam a chave, foi que eles vieram da Fazenda para passear em Poções. Fizemos uma espécie de semi-círculo e tomei um tapão na mão e Varela dizendo: - Com esse, já vai dá pra ficar bom da cachaça!!!

E me lembro porque foi filmado. O resto não me lembro. Minha sobrinha Juliana parou de filmar e o registro se perdeu no travesseiro. Perdeu-se na memória.

O que não perdi foi o sono e a vontade de beber água a noite toda. Na cabeça, aquele chamado entre as  músicas do disco: “Roooobéééééério e seus teclados”.

O dia seguinte foi outra história. Depois eu conto.

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

São João - Os balões de João Peixoto

Se fosse nos tempos de hoje, seu João Peixoto seria preso e nós não teríamos a beleza daqueles grandes balões nas noites de São João. Não haveria a tradição.

E tome balão. Eles cruzavam no sentido sudeste/noroeste e chamavam a atenção pela grande quantidade de luz irradiada e pelas lanternas penduradas. Vinham, na maioria, da rua de Morrinhos. Seu João Peixoto tinha uma casa comercial naquela área alta e dalí mandava os balões aos céus para homenagear São João (Peixoto), imagino.

Ele era o mais famoso fabricante da cidade. Tinha a hora certa de soltar. Os outros balões menores também eram conhecidos. Eu sabia quem fazia, porque na loja a gente passava o mês dobrando as folhas de papel de seda por cores para facilitar a comercialização. Quando alguém comprava, eu perguntava logo o tamanho que a pessoa iria fazer o balão.

Tinham os tamanhos definidos pela quantidade de folhas que se usava na fabricação: 8, 16, 32, 64 e 128 folhas. Então, era fácil identificar a origem. O Sargento Severino e os atiradores faziam os balões acima de 64 folhas. Juntava muita gente para ajudar a soltar.

Mas, o interessante é que muitos tinham uma crença. O balão cairia nas suas mãos se fosse usado um espelho. Então, eu pegava o espelho do banheiro e deixava atrás da porta para atrair o balão. Ficava o tempo todo olhando para o céu a espera de um deles.

Quando um balão ameaçava cair numa área mais povoada, a quantidade de crianças e adolescentes com espelhos nas mãos era grande. Na briga para resgatar, acabava rasgando ou queimando o mesmo.

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São João - As fogueiras de Lindolfo Brito

No tempo das boas festas de São João, me lembro das fogueiras que eram feitas pelo Sr. Lindolfo Brito (na genealogia, Lindolfo era casado com Dona Dadá, pai de Zorilda, que é a mãe de Zé Palladino, que é irmã de Edson e de Alênio Brito – acho que não errei).

Penso que as fogueiras tinham uns 10 metros de altura. Posso estar enganado nessa medida, pois a ilusão ótica é diferente de quando era pequeno para os dias de hoje.

Mas, a fogueira era montada apoiada em quatro grandes estacas e as madeiras amarradas, assumindo o formato retangular. Se usava até escada para montar a parte mais alta.

Em volta e na rua, um bocado de bandeirolas de papel de seda formava um pequeno arraial. Nesse clima, havia a curiosidade de ir ver a grande fogueira pegar fogo. Na manhã seguinte, logo cedo, outra curiosidade: saber quanto ele queimou e isso virava o assunto do dia.



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Cu de burro

Um dos porres mais brabos que tomei aí em Poções, foi com a bebida cu de burro.

Só fui aprender depois de velho e quem me ensinou foi Marão (Mário César Sarno), lá em Morrinhos. Com a voz carregada, começou a contar umas histórias e dizia que aprendeu a gostar da bebida na época em que morou em Minas Gerais:

- Ô Lu, tome uma dose, você vai gostar! Na mesinha ao lado, a jarra com o sumo de limão, a garrafa de cachaça e um pires com sal.  Melava a boca do copo no sal e enchia um com cachaça e o outro com o limão. Daí em diante, a forma de beber era ao meu gosto. Mas tinha uma regra, só podia misturar na boca.
Tomei várias que nem lembro das histórias que contamos naquele dia. Até hoje, me lembro do peso da ressaca.

Aproveite o São João e tome uns cu de burro por aí.


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