terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A salvação do Carnaval

                                                                    Foto Correio da Bahia

Nem tudo é decepção. O Carnaval do Pelourinho visa a manutenção do passado. No sábado, fui ver a apresentação do grupo Paroano sai milhó, fundado em 09 de fevereiro de 1964. Não tem como não se emocionar ouvindo marchinhas de antigos carnavais, lembrando as batalhas de confetes do Clube Social de Poções.

O site do grupo é http://paroano.com.br Veja algumas letras abaixo:

ABRE ALAS
(Chiquinha Gonzaga, 1899)

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

ALLAH-LÁ-Ô
(Haroldo Lobo-Nássara, 1940)

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah

AURORA
(Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)

Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora

Direto de Ondina

Depois de alguns anos sem ir ao circuito do Carnaval, fui parar na pipoca do Barra-Ondina. Se percebe algumas mudanças. Se transformou no carnaval da diversidade e também da contrariedade.

Os antigos bares montados a meio metro do chão deram lugar aos megas camarotes. Os espaços da área foram totalmente loteados. Um dos donos do espaço é a Brahma, que inovou com mijadores centralizados montados em containers, longes do circuito. Sumiram com os banheiros químicos, aqueles de PVC. O cara bebe a cerveja, brinca e na hora de mijar, tem que fazer no muro. Aí, passa a PM e distribui “fanta” nos mijões. O povo não tem vez, ou mija ou apanha. A rua é um mijódromo e poças do líquido estão espalhadas em toda parte.

Daqui, da janela da minha casa, enxergo o estacionamento de carros rebocados pela Transalvador. Não cabe mais nenhum e eles ainda insistem em trazer mais. Não existe local para estacionar nas ruas. Alguns poucos meio-fios são disputados a R$ 15,00 por cartela. Quem achar outro local para estacionar, acaba voltando a pé para casa, pois a “Transjoão” resolve atuar nas madrugadas do Carnaval. As três da manhã, a Centenário estava travada por causa do excesso de falta de planejamento e desorganização.

Falar em voltar a pé, os táxis não andam em percursos que lhes dêem pouco dinheiro. Nem te dão atenção. Cresce a quantidade de mototáxis no circuito e a região vira um inferno, sem tamanho.

Para entrar ou sair dalí, circula-se entre mijo, caixas de isopor e fogareiros com espetinhos de gato. Não se criam os corredores para o povo.

A PM anda bem pela multidão e dá empurrões mesmo quando escolta foliões de camarotes – turistas na maioria, é claro, por uma questão de marketing. Para dar segurança a poucos, ela maltrata outros tantos. Os seguranças particulares estão em toda parte. São uns guarda-roupas abertos e a regra é empurrar.

Ontem mesmo, tanto a PM quanto esses seguranças formaram um aparato tão grande para transportar uma "celebridade" que pensei ser o presidente Obama. Era tanto empurrão no povo que chamou a atenção. Perguntei quem era e me disseram: É Deni, é Deni da Timbalada...

Muito prazer!

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

O dono de Poções



A novidade da internet é o site www.tici.es. É um grande guia de cidades e qualquer pessoa pode ser dona de uma cidade do Mundo, através de um sistema de leilão.

Fiz isso e me tornei o dono de Poções.

O passo seguinte é cadastrar estabelecimentos comerciais na página exclusiva de Poções. A inserção não custa para o empresário e o seu negócio estará disponível para consultas e divulgação.

A partir de amanhã, 13/02, iniciarei o cadastramento. Quem quiser, pode enviar os dados como: Razão Social, nome fantasia, ramo do negócio, endereço e telefone que farei o cadastramento sem qualquer custo.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Estados d´Alma

Recebo do meu amigo Ricardo De Benedictis a notícia da publicação do livro 'coletânea' de alguns poemas da sua autoria com o título de Estados d'Alma, ocorrida em Vitória da Conquista. Na capa e orelhas estão ilustradas algumas fotos de pessoas que lhe são caras.

Cita o autor: "Entre estas está uma que guardei da festa do Divino de 2008, em que estamos juntos".
Parabenizo a Ricardo pelo lançamento e agradeço imensamente pela amizade e inserção de fotografia que eterniza os bons momentos do reencontro dos amigos na nossa Festa do Divino.

Abaixo, os endereços dos blogs e o site de Ricardo De Benedictis. Vale conferir e acompanhar (eles estarão fixos na barra lateral do meu blog)
www.opiniaodaimprensa.com
www.cidadeemfoco.tk
www.apoloacademiadeletras.com.br


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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O fim do Poções

Leio no Portal Poções que o time do Poções está prestes a se acabar. Pelo que está escrito, a culpa é do prefeito Luciano. Não entro nessa perrenga política e tenho cá as minhas convicções pelo que acompanho do futebol baiano. Também, não entro na avaliação dos dirigentes, mas acho que estes são os principais responsáveis. Saudades do tempo de Pedro Sibim.

Agora mesmo, acabo de assistir ao jogo entre o Itabuna e o Bahia (3x4). Quem entende um mínimo de futebol viu que o juiz favoreceu ao time da capital e o Itabuna perdeu nos seus próprios domínios.

Vou mais longe. Em abril de 2007, eu vi o Poções ser garfado na Fonte Nova com um gol claríssimo não validado pelo trio de arbitragem (Gleidson Oliveira e os bandeirinhas Marcos Welb Amorim e Antônio César Brasileiro Oliveira).

No cai-cai, primeiro foi o Juazeiro, depois o Poções e, na sequencia, o Ipitanga, que optou jogar em Senhor do Bonfim. No jogo de acesso à primeira divisão, o Guanambi já tentou duas vezes e se formou uma “lambança” porque o time ganhou por mais de dez de um time de cachaceiros que foi jogar a partida final do acesso.

É facil entender. Todos os times que caem ou querem subir são distantes da capital. A imprensa que faz a cobertura funciona assim: a TV transmite de dentro do estúdio; o jornal faz a reportagem a partir das informações do rádio e da TV; Sobra, portanto, para o pessoal do rádio que tem que ir para o estádio narrar o jogo. Portanto, esse pessoal faz tudo para que somente os times próximos à capital permaneçam. Daqui, eu ouvia os comentários maldosos em todos os inícios de transmissões esportivas em Poções. Se queixavam de tudo: do ônibus, do tempo de viagem, do hotel, da comida, da cabine, da buzina que tocava na arquibancada e por aí vai.

Os trios de arbitragem saem de Salvador e são os que viajam e agem iguais ao radialistas. Na dúvida, apitam para o time da capital.

A Federação nunca mudou a tabela. É feita para beneficiar os times de Bahia e Vitória. Todas as partidas decisivas do Poções sempre foram transferidas para outros domínios, longe da sua torcida.

 A Bahia tem mais de 417 municípios e representados apenas por 7 deles. Dos doze times que disputam, sete estão localizados em um raio de até 100 km. O lógico seria um grande campeonato com grupos regionais. Se os raciocínios são corretos, o fim é totalmente previsível.

Pobre futebol baiano. Pobre Poções. Pobre torcedor…

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Longe da Festa...

Acabo de chegar do lançamento do livro Love-food, do meu amigo Reinhard Lackinger, lançado no Bistrô Porto Sol, aqui no bairro da Barra. Encontrei-me com Chico Liguori e a sua espôsa Zozó Mascarenhas, conterrâneos e amigos de Poções. Falamos dos nossos parentes e muita história em curtíssimo tempo. Era papo prá rolar a noite inteira.

Chico é filho de João Liguori. Os mais velhos se lembram da sorveteria que ficava na esquina da praça com a Travessa Lions Club e que pertencia à família. Lá, foram fabricados os primeiros picolés de Poções. Um dos principais seguidores da arte foi Dão, famoso pela venda em caixas de isopor.
Um dos comentários de Chico que me entristeceu saber: Deixou de ir à Festa do Divino depois que alguns disseram que ali não era mais lugar para pessoas de outras épocas…

Leia o comentário de Peponni (Pietro Sangiovanni)
"Dão fazia os picolés na sorveteria de João Liguori, por sinal de boa qualidade. Nós não compravamos, era um luxo na época. Porém, Dão sempre dava um para provarmos. A sorveteria ficava voltada para o poente, os picolés costumavam derreter rapidamente, ficavamos com o palito na mão e o picolé no chão. Certo dia passava um filme de vampiros no antigo Cine Sto. Antonio, em determinado momento, o vampiro atacava as mocinhas para chupar o sangue, aí aparecia o artista, que em defesa da artista abria a janela para o sol entrar. Com a luz do sol o vampiro começa a derreter, ai um gaiato gritou: Olha o picolé de João Liguori, o cinema veio abaixo."

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Hino a Poções

Recebo e publico com muito orgulho o Hino de Poções, de autoria do meu amigo Ricardo De Benedictis e do saudoso Carlos Nápoli. Acesse o link para ouvir: Hino de Poções

HINO A POÇÕES (Lei Municipal de 2004)
Ricardo De Benedictis e Carlos Napoli

Só tu, Poções,
Tiveste a glória...
Na tua história
Não há sangue a lamentar...
Somos a paz, amor e fé
E alegria para dar a quem quiser...

(2ª Parte)
Teu céu azul, tuas crianças
Verdes campos, Norte-Sul,
Teu povo livre, mente sã
E a juventude, esperança do amanhã...

(3ª Parte)
Sempre Poções, torrão baiano,
Pedaço lindo do Brasil aqui está...
Braços abertos, calor humano
Pra receber quem quer que seja pra ficar...

(Volta à 2ª Parte)
Teu céu azul, tuas crianças
Verdes campos, Norte-Sul,
Teu povo livre, mente sã
E a juventude, esperança do manhã...
Teu povo livre, mente sã
E a juventude, esperança do amanhã...


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domingo, 22 de janeiro de 2012

Michele, ma belle

Por Ricardo Sangiovannihttp://ilpurgatorio.wordpress.com

Impressionou-me há uns anos, quando conheci Mormanno, paese do sul da Itália de onde emigraram meus avós paternos para o Brasil nos anos 50, a enorme quantidade de homônimos entalhados nas lápides do cemitério municipal.
Resultado – vim depois a saber – da tradição italiana de que os filhos sejam batizados com nomes de antenatos da família, respeitando certa hierarquia.
Funciona assim:
O primeiro filho homem leva o nome do avô paterno – daí ter-se chamado “Pietro” o irmão mais velho de meu pai, primogênito da família.
Nascendo um segundo menino, levará o nome do avô materno – chamou-se então “Michele” o segundo filho, irmão do meio de meu pai.
Um terceiro menino que chegue levará o nome do tio mais velho, irmão mais velho do pai (que terá sido batizado, por sua vez, com o mesmo nome de seu bisavô) – de modo que meu pai foi batizado “Luiz”, homenagem aportuguesada, tendo ele nascido já no Brasil, ao tio “Luigi”.
E assim por diante.
***
Culpa da tradição, quantas saias justas já não enfrentou meu tio por chamar-se Michele. Tivesse, como meu pai, nascido no Brasil, teriam-lhe talvez batizado “Miguel” – a forma do nome em português – e tudo teria sido evitado. Mas não. De maneira que nem os cento e tantos quilos de estofo do corpanzil gigantesco, nem a barba espessa estilo Papai Noel, tampouco a lapa de chinelos tamanho 44 (45? 46?) bastam para evitar rocambolescas situações em que lhe fazem passar por mulher.
A última ele contou outro dia. Sentado na sala de espera de uma clínica, aguardava ser convocado pela recepcionista para uma consulta médica, quando um cidadão achou de puxar conversa. O homem, troglodita, derramou-se em homofobia e, sem que se lhe fosse perguntado, danou a bradar que um dia ainda matava tudo quanto era bicha existente na cidade. Porque para ele homem é homem, e tal e tal, e não sei lá mais o quê. Violento mesmo, o cabra.
Tipo calado, meu tio preferiu não lhe dar trela. Seguiram-se uns minutos, e a mocinha gritou estridente o próximo nome da lista de espera: “Senhora Michele.” Ninguém respondeu. “Senhora Michele!” Nem piu. Mais uma vez – nada.
Meu tio temeu: “E deixar esse doido pensando que eu, um homem deste tamanho, tenho nome de mulher? Vou nada!” Pois calado estava, calado permaneceu.
Deu mais dois minutos e, como a recepcionista já se desse por satisfeita com a ausência de Dona Michele, levantou-se meu tio, caminhou até o balcão e cochichou no ouvido da moça: “Dona Michele não veio. Mas se você der uma engrossadinha na voz e chamar “Senhor Miquéle”, eu respondo. Pois esse Michele Sangiovanni aí na lista sou eu.”
Assim foi feito; e passou-se à consulta.
***
Meu tio não bateu boca com o sujeito; talvez devesse. Teria ajudado a demolir um tanto mais certo tradicional mau hábito, que grassa entre os heterossexuais, de não defender publicamente os direitos dos homossexuais; de não demonstrar repúdio à intolerância, sob risco de ser tachado de viado ou mesmo discriminado como simpatizante; de, a rigor, não enfrentar de verdade o preconceito interno, impregnado em cada qual de nós formados no interior de uma cultura machista ao extremo. É certo que com alguns valentões, por segurança até, convém não comprar briga em qualquer sala de espera; mas, sempre e pelos meios possíveis, é bem que marquemos posições em favor de um mundo mais afeito ao convívio, à tolerância, à democracia de fato.
Afinal, se por um lado crescemos impregnados de “tradição” desde pequenos – desde, às vezes, o próprio nome que nos é dado – , por outro, se tal tradição nos compele a alguma coisa nessa vida, é precisamente a dialogar com ela própria. Diálogo que, se franco, será certamente transformador – primeiro de indivíduos isolados, mas logo dos valores de que se constitui a própria tradição.
***
Em tempo, outra anedota de meu tio Michele – outra de médico. Fez outro dia um exame, ultrassonografia ali das partes baixas. Alguém na clínica pôs assim na ficha:
“Nome: Michele Sangiovanni; Sexo: Feminino”.

Diagnóstico: cisto no ovário.


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sábado, 21 de janeiro de 2012

Augusto Rocha Lima (Gutinha)

Comunico o falecimento de Augusto Rocha Lima - Gutinha, ocorrido nessa madrugada em Poções. Era filho de Dona Sinhá e do ex-prefeito Eurípedes Rocha Lima. Deixa os irmãos José Carlos (Tim), Sirley, Maristela e Carlos (Cau Baru).
Mais um amigo que se vai prematuramente.

A minha solidariedade a familia enlutada.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Profa. Pepetinha - Falecimento

                                          (Pepetinha na última Festa do Divino)

Recebo a notícia do falecimento da Professora Adália Profetina Schettini Longo (Pepetinha). Uma perda lamentável para a nossa cidade. Ela foi uma das mais brilhantes professoras da língua portuguesa que eu conheci e tive o prazer de ser o seu aluno no Ginásio e na "banca". Esposa de Pedro Silvino Longo e mãe de Silvia e dos meus amigos Rodrigo e Gustavo.
Os sentimentos da família Sangiovanni para os parentes descritos acima e para Dona Aracy, sua mãe, Angelina, Fernandinho e Zé, seus irmãos.

Pepetinha escreveu este comentário no Blog quando do falecimento da minha mãe:

"COM certeza D.Ana será inesquecível para nós que fomos criados e que vivemos em Poções.Tenho ainda uma lembrança dela,quando nasceu um de meus filhos, sentada na poltrona do apart do hospital ( aonde tinha ido me visitar) fazendo crochê. Outra notícia que me deixou triste foi a morte de Tom, meu amigo dos meus tempos de estudante em Jequié.Há uns anos fiquei feliz quando em seu blog tive notícias dele.Mas a vida é esse eterno passar e eterno ficar e o 'POETINHA" já dizia " para isso fomos feitos , para chorar e fazer chorar (...) por isso temos os braços longos para os adeuses". Adália Schettini Longo"

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As SETE maravilhas de Poções - Concurso

Se você tivesse que indicar ou escolher sete maravilhas de Poções, quais delas escolheria?

Assim, de relance, acho que arriscaria no Coreto, na Igrejinha, no Obelisco, no Açude São José, na Casa Branca, no Chamuscão, no Cine Santo Antônio entre tantas.

Pois é, agora teremos a oportunidade de escolher as SETE MARAVILHAS DE POÇÕES de forma bem simples.

Basta enviar um email para luiz.sangiovanni@gmail.com com as suas 7 preferências. Eu computarei e informarei semanalmente cada maravilha indicada. No final, durante a Festa do Divino, divulgaremos os resultados.

Se as suas indicações coincidirem com as sete mais votadas, você poderá ganhar um prêmio gentilmente doado pelos patrocinadores do concurso (os prêmios serão limitados aos recebidos pelos patrocinadores).

À medida que receba as indicações, contarei breves histórias desses lugares. 

O concurso já tem o patrocínio de Jeans Gabriela, do Impacto Pré-Vestibular, Doces e Cia e Porto&Magalhães. Quem quiser participar como patrocinador, entra apenas com um prêmio para distribuição aos ganhadores e propaganda gratuita no blog. Basta me mandar um email com a sugestão do prêmio. Não precisa colaborar com dinheiro.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pablo e o bar sem nome

Tem umas coisas que só acontecem em Poções, principalmente quando as ações não são premeditadas. Eu estava procurando lugar para tomar uma cerveja no início de noite da sexta-feira antes de ir para Morrinhos. Dei uma volta e fui parar no Bar de Wartão, pois tinha um movimento de pessoas e sei que ali a cerveja é (bem) gelada.

Entrei e fui logo conversando com a pessoa que tomava uma cerveja no balcão. Ainda tinha meia cerveja na garrafa quando me ofereceu compartilhar a bebida. Nos cumprimentamos e ele jogou logo o assunto  sobre o mafioso Michele Caputo, que havia sido preso há bastante tempo:
- Ah, foi Michele que me contou e você sabe que todo italiano é mafioso, disse o interlocutor.
Não contei história e complementei: -  E esse daí, tinha o mesmo nome do meu avô. Quando levei a minha mãe para atualizar a carteira de identidade para estrangeiro na Polícia Federal, em Ilhéus, brinquei com o policial que nos atendeu e disse: Ela é filha do mafioso Michele Caputo!. O policial levou um bom tempo pesquisando na sala vizinha ao atendimento e depois nos disse que não havia chances de ser o Michele mafioso o meu avô.

Eu tenho boa memória e guardo fisionomias. Mas, dessa vez, a memória me traiu. A fisionomia era bastante familiar e pensava: - quem é essa pessoa? Lançava umas iscas para ver se identificava:
- Acho que eu me lembro de você. Você não carrega o mastro na Festa?

Ele respondeu: - Não, eu não participo destas coisas de igreja!

Mudamos o assunto e, de novo, mais uma tentativa de identificação:
- Quem é seu pai?
- Sou filho de Alonso!

 Amarelei de novo. - Ah, eu sei quem é mais não estou me lembrando!

- E o seu nome?

- Lulu, eu sou Pablo, aquele que você pegou cerveja no meu bar no dia que desceu do beco dos Artistas, quando estava conversando com Bruno Sola, seu primo!

- Ah, rapaz, agora caiu a ficha. Você é aquele que fica com o som na maior altura durante a Festa do Divino?

- Isso, sou eu mesmo!

- E porque você está tomando cerveja aqui? Perguntei.

- Eu só tomo uma e vou trabalhar porque no bar eu não posso beber. Você sabe que dono de bar é psicólogo, conselheiro, meio que faz tudo e outra dia um bêbado tava brigado com sua mulher e veio me pedir opinião. Imagine se ele fizesse o que orientei. Portanto, a gente não pode beber para manter as idéias no lugar. Dono de bar é até detetive. Mas, vamos mudar de assunto. Eu me lembro que seu Chico, seu pai, botava as cadeiras sobre o passeio na porta da casa para a gente não passar de bicicleta, aquelas monaretas BMX!
No meio de um tira-gosto de peixe frito, resolveu pagar a conta e tomarmos a saideira.

O bar de Pablo não tem nome, mas fica na esquina do Beco dos Artistas, onde funcionou a farmácia Brasil, de Dr. Ari Alves Dias e Joaquim. Disse que no ano que vem vai colocar o nome.
- E qual será o nome?

- Ainda não sei !!!

Fui embora e ele ficou esperando outro tira-gosto de peixe.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Agripino, da Terra do Divino

Nesse exato momento, 17:14hs de 09.12.2001, estou sentado na varanda da nossa casa de número 17 da Rua da Itália, em Poções, de onde me vem a inspiração e a lembrança de tantas passagens boas, escrevendo um fato interessante. No vai-e-vem do carro do som do CDL de André da Ótica, na passagem de algumas pessoas que fazem questão de me cumprimentar e outras que lembram da minha época, como uma filha de criação do velho José Domarco, um italiano muito amigo da nossa família, vindo de Mormanno, sul da Itália.

Outros passam, olham e, na timidez, apenas balançam a cabeça como se estivesse dizendo boa tarde. Mas, Gaso Santana parou para dois minutos de prosa e Norbertin veio me vender uma rifa.

Tudo isso ao som de um chorinho tocado no alto-falante da cidade.

Vamos ao fato interessante. Fui parar na Fórmula 1 na companhia de nove colegas de trabalho. Ganhamos uma campanha de vendas promovida pela gigante das empilhadeiras, a Hyster. Quatro deles tentaram me seduzir para que abandonasse o treino de sábado para acompanhá-los até a famosa rua 25 de Março. “Meu, tô fora!!!”, como diz o paulistano. Aquilo lá é um inferno nos dias que antecedem o Natal.

Não tinha trezena de Santo Antônio ou novena do Divino que me fizesse ficar de fora do treino da F1. Eles foram por conta própria, sozinhos, seguindo o mapa que havia rascunhado em um guardanapo.

Já no início da tarde, em meio ao barulho dos carros, recebo uma ligação de Gilson Lopes, o cara de Sarney. Exaltado, dizia: San, fale aqui com um conterrâneo seu!

Fiquei apreensivo em saber quem poderia ser. Quem aqueles caras acharam? Estavam voltando em um taxi e naquela conversa de onde é, pra onde vai, rolou a identificação de serem todos baianos. E de onde você é? Prontamente respondeu: de Poções… me chamo Agripino!

Ficaram sobressaltados e para confirmar perguntaram se me conhecia. Claro que não. A segunda pergunta foi: E Tonhe Gordo, sabe quem é? Ele sabia.

Confirmação feita, veio a ligação e no meio do barulho pude identificar que era da família de Plínio Cunha e que vem sempre a Poções durante o Natal e Ano Novo.

Pense agora, no meio daquela imensidão que é São Paulo, você entrar em um taxi e encontrar um conterrâneo de um amigo que poderia estar ali naquele momento e por insistência ficou de fora dessa oportunidade.

Muita coincidência. E o cara de Sarney ainda teve a coragem de pedir para Agripino fazer a corrida de graça, por conta da coincidência.

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domingo, 13 de novembro de 2011

Almoço anual da Família Sarno

Acontecerá no próximo domingo, 20, o tradicional Almoço Anual da Família Sarno. A comemoração começou há muitos anos na residência de Francisco Pithon Sarno (Chico) e, diante da grande quantidade de participantes, foi transferida para a Casa d´Itália, reduto dos melhores eventos da colônia italiana da Bahia.

O evento é aberto para parentes e amigos da família Sarno.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A alegre tia Ilza

Fui na casa de tia Ilza Aragão Exler durante os dias do São João. Tinha prometido a Edson Jacaré essa visita durante a Festa do Divino. Uma ausência de quase 20 anos. Cumpri o prometido para a surpresa dele.

Mãe dos meus amigo(a)s -Edson Jacaré, Bete, Nane, Ito, Liu, Dudu e Zete - sempre foi o nosso porto seguro desde os tempos da casa da Clemente Freire, em Poções, quando estudávamos para as provas do curso do ginásio. Em Salvador, a frequência era no apartamento do Edifício Cidade de Saúde, bairro de Nazaré, na Renato Medrado, no Politeama, até chegar ao Edifício Três Irmãos, na Barra Avenida.

Quantos carnavais passamos lá, quantas feijoadas fez para aguentarmos os dias quentes do bloco Sniff e quantos conselhos nos deu. Com seus mais de oitenta anos, me recebeu no quintal do apartamento com lembranças dignas de uma memória de fazer inveja, lembrando de todas as épocas. Bete ajudava nas histórias e Jacaré fazia cara de desentendido e só lembrava quando era de "conveniência”.

Perguntou por todos da família, dos nossos amigos comuns e lembrava detalhes incríveis de Poções. Foi uma manhã muito prazeirosa e já sinto vontade de voltar lá.

O interessante da família Exler é que seu José, o patriarca alemão, quis colocar os nomes de todos os filhos começando com a letra E. Quase conseguiu. Nascidos nas regiões do Baixo Sul, Sul e Sudoeste da Bahia, eles tiveram os seus nomes de batismo: Edson, Elizabete, Erito, Eliana e Eduardo. Apenas um teve o registro com uma letra diferente porque o tabelião errou - colocou Ernani com H.

Enfim, registro a alegria de ter visitado minha tia Ilza. Continua um porto seguro no Porto da Barra.


Na foto de cima, o registro dos tempos de Poções - eu e Edson Jacaré (veja o Corcel I e o fusca de Fernandão Schettini ao fundo)
Na foto de baixo, manhã de sábado na casa de tia Ilza. Sentado, à esquerda, Alan Silva, irmão de Lourinho.

Comentários de Hernani Aragão Exler sobre a crônica
Oi Lulu. Muito obrigado pelo que você escreveu sobre minha mãe e nossa familia, do nosso tempo em Poções e aqui em Salvador. Realmente, ela sempre esteve com as portas abertas para as pessoas e, principalmente, o pessoal de Poções. Mãe até hoje gosta da casa cheia, de receber visitas e pode ter certeza que ela gostou muito da sua visita. Pode voltar quantas vezes quiser. Foi pena que eu não sabia que iria escrever sobre ela, senão teria te dado algumas fotos recentes do aniversário dela, junto com os filhos e netos. Teria lembrado do tempo de Poções, quando éramos ainda pré-adolescentes, principalmente o pessoal que estudava fora, ex. Miguel, Cesar  e outros que não me vêm na memória. Nas férias, juntava o grupo de rapazes e moças e quase todas as noites chegava na nossa casa e pedia "Tia Ilza me empresta a sala para a gente dançar ". Mãe empurava os móveis para os cantos e ligava a radiola e o pessoal dançava até a meia noite. Mãe sempre foi assim.  Lulu vou mostrar pra ela e mais uma vez muito obrigado e apareça. Ah,  já ia esquecendo, no dia 07/09  Edson, Lourinho, Minuca e Eu nos encontramos no Imbui e passamos o dia tomando cerveja  e conversando e ai surgiu a idéia de falar com vc, que tem os contatos de todo mundo para tentarmos fazer um Encontrão do pessoal de Poções, de 3 em 3 meses.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Às escuras...

Ando meio preguiçoso para escrever e colocar as “lembranças” atualizadas. São os afazeres do dia-a-dia que me deixam assim. Não é esquecimento.

Escrevi sobre o escuro, aquele que me dava medo. Mas, hoje, escrevo sobre o “bom escuro” de Poções, onde o jardim da praça era o ponto de partida.

Não estou falando da falta de energia. Falo das ruas escuras, afinal, Poções já era desenvolvida e a luz fornecida pela Hidrelétrica de Paulo Afonso. Ainda bem que os apagões já existiam.

Voltando ao ponto de partida, estávamos na praça, no Chamuscão, saindo do cinema ou batendo uma viola na praça. Na verdade, ouvindo uma viola, já que nunca tive afinidade com as cordas de um violão. Sabia que Canário era a marca de uma delas. Fora isso, três notas do Parabéns que Ruy (Budu) Sarno me ensinou.

Lá, pela meia-noite, batia uma fome e, depois das dez, não se achava nenhum lugar aberto a não ser se rolasse um sinuca no bar de Duca, no Gaivota, ou se Fidélis (esse não era da família Sarno) resolvesse fazer balanço na venda dos Guimarães, ao lado da Farmácia de Fábio. Um pedaço de jabá, uma lata de sardinha ou um kitute com farinha já dava pro gasto. Salgava a boca. Caia bem uma cachaça ou uma dose de martine (bianco), que eram as únicas companhias obrigatórias .

Mas não é só o que eu quero lembrar. Isso era na praça. O escuro era na rua de trás, na Olímpio Rolim, onde o namoro rolava solto. Do escuro do cinema direto para o escuro da OR. Um simples detalhe para despistar os pais que procuravam as filhas na praça.

Vez em quando, uma rês desgarrada voltava para a turma da viola, havia dado o tempo da namorada e ele voltava pra fazer hora. - E ai?, a gente perguntava. A resposta era um silêncio interminável e um sorriso de canto de boca, revelador, no mínimo.

Mais para adiante, os “namoros” avançados rolavam atrás da igrejinha ou no coreto. Aqueles que descolavam um carro iam para o campo de aviação, de faróis apagados para não dar na pinta.

No fundo, era só namoro e amizade, sem comentários.

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sábado, 1 de outubro de 2011

Reforma da Igrejinha de Poções

Foto: Fábio Lopes (www.uniaoperfeita.com)
Prezados,
Recebo o email abaixo do meu amigo Walter Gabriela solicitando ajuda para a conclusão da reforma da nossa igrejinha. Quem puder e quiser ajudar, segue o número da conta para o depósito das doações.
Contribua com qualquer valor.

Graça e Paz!

 Como é do seu conhecimento nossa linda Igrejinha está sendo restaurada e gostaríamos de contar com sua colaboração, tanto fazer sua doação, quanto estender para seus amigos e familiares nossos conterrâneos.

 Desde já agradecemos e pedimos ao nosso titular o Divino Espírito Santo que derrame bênçãos sobre você e toda sua família.

 Diaconia do Divino Espírito Santo.
  Diác. João Cambuí
  Walter Gabriela ( Coordenador da reforma)


Banco da Brasil
Conta corrente: 7813-1

Agência: 0556-8
Altamirando Ferreira Alves
Poções - Bahia

sábado, 17 de setembro de 2011

E de mãe e D de pai

Todo interior tem histórias interessantes e ligadas ao comportamento das pessoas, da sua forma de viver, na família ou até mesmo em uma frase dita em público. Isso vira folclore, vira passado, vira apelido, marca a época e passa a fazer parte da cidade.

Por exemplo, a lista dos apelidos é uma lembrança inesgotável de fatos e cada um viaja na sua memória e aterrissa de paraquedas no passado.

Jorge é um exemplo disso. Ninguém se lembra do nome da pessoa. Alguns sabem que é irmão de Jari e Jari passa a ser “irmão de Jorge Galinha”. Quem o conheceu, faz a associação ao fato que denominou o apelido. Ele morava na casa de Fidélis e Juracy Sarno e andava com uma galinha debaixo do braço toda vez que ia fazer alguma tarefa na rua. Atento aos fatos que aconteciam nas ruas, Jorge ficava horas com a galinha. Até para jogar pinhão ou triângulo, era com o animal debaixo do braço. O apelido sobrepôs ao nome - virou Jorge Galinha.

Nilton Laudelino (Niltão) foi ao cinema e assistiu a um filme de guerra que tinha uma divisão de tanques de guerra do tipo Panzerkampfwagen Tiger, fabricados pela Alemanha. Certa vez, em outro filme de guerra, quando apareceu o tanque, ele gritou bem alto: “Olha os Tigers”.

Bastou isso para para ficar conhecido como Niltão Tiger.

Outra história interessante: Ed Porto Alves teve o primeiro nome formado pelas iniciais dos seus pais, dona Emília e seu Daniel. Quando alguém perguntava o seu nome, respondia: ED, E de mãe e D de pai.

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domingo, 28 de agosto de 2011

Caminhos do Vento - Lançamento do CD

Aconteceu nesta quinta feira, 15 de setembro, o Show de Lançamento do CD CAMINHOS DO VENTO, do grupo Triat´Uan.

O Show contou com a presença de um grande número de admiradores e gente do ramo da música, com a cobertura da TVE.

Um Cd com músicas de extrema qualidade do músico poçõense Edu Fagundes em companhia do flautista Luciano Chaves e o percussionista Annunciação (formam o grupo Triat´Uan) e outros músicos convidadados.

A capa do disco conta com a obra do artista plástico Adilson Santos, também poçõense.

Parabéns ao Triat´Uan - o trio (tão) atual.

Nota do Blog: Fica a sugestão da apresentação deste grupo em alguma oportunidade na nossa querida Poções!

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domingo, 21 de agosto de 2011

Festa no Purgatório


Futbol-Gaudì
Por Ricardo Sangiovanni, do www.ilpurgatorio.wordpress.com

(Crônica vencedora do Prêmio Escriba de Crônicas 2011, promovido pela prefeitura de Piracicaba, em São Paulo).
Para Marta e Xavi

Entendidos em futebol desdenharão. Especialistas em arquitetura dirão que tem graça, mas que faz pouco ou nenhum sentido. Mas dois sagrados deveres jornalísticos – o de informar e o de preencher o espaço vazio na página – obrigam-me a levar ao conhecimento público a suposição (a descoberta?) a que cheguei graças à indesejável (à saudàvel) ignorância que cultivo nessas duas áreas do saber. Foi o que me levou a buscar respostas para uma na outra, e então afirmar: chama-se futbol-gaudì o que atualmente anda jogando o Barcelona. E é, afirmo sem medo de trair a memória, o futebol mais bonito que já vi um time jogar.

Baseio tal postulado, como sempre, em notáveis evidências (que me corrijam, por favor, os respectivos entendedores, já que ajo de boa fé):
1) Gaudì intervém na paisagem urbana com um traço curvo, retorcido, derretido, redobrado sobre si mesmo. Sua inspiração, como comprovam fotografias de matreiros postes disfarçados de árvores na praça da Sagrada Família, em Barcelona, é a lógica (ou ilógica) do traço da Natureza. A natureza da bola, por sua vez, é correr, princípio que o time de Messi segue à risca: os jogadores se deslocam, mas quem corre, naturalmente, é a bola.

2) A beleza de tudo o que leva a assinatura de Gaudì não está só na parte vistosa, monumental, das obras. Cada rodapé dá a impressão de ter sido delicadamente concebido; cada poste de luz, além de iluminar a vida de quem passa, parece estar sempre cheio de coragem para afirmar, mesmo morando na rua: “eu sou uma obra de arte”. Do mesmo modo, não há, no jogo do Barça, lugar do campo onde se troque um passe feio. Não é só na hora de fazer gol que se joga bonito: também na retaguarda de Puyol e companhia sai-se jogando com uma graça tão deliciosa quanto arriscada, que arranca primeiro o arrepio, e depois o sorriso maravilhado dos catalães. E de todo aquele que aprecia, mais do que o futebol bem jogado, qualquer coisa feita com artisticidade nessa vida.
3) Observei que o Barça de Xavi, seu motor, avança sobre o terreno adversário com um toque de bola quase sempre lateral, em uma sequência rápida e desritmada, que forma espirais de arco ora longo, ora curto, nas quais o adversário, quando se dá conta, já está envolvido. Perdido. Como que tonto. É o que acontece com o olhar de quem observa uma obra de Gaudì.

4) Aos que ainda não estão convencidos por falta de prova empírica, sugiro este curioso experimento: a) assista a um jogo do Barça e trace a linha que a bola percorre ao passar, de pé em pé, pelos jogadores de azul-e-grená; b) recomece o desenho a cada minuto, um centímetro acima do traçado encerrado no minuto anterior; c) ligue as pontas de cada linha às da linha imediatamente superior. Fiz a experiência na semana passada: o resultado (pasmem!) foi um croqui, perfeito, de Gaudì.
Mesmo com todos esses argumentos, haverá quem se insurja contra meu olhar encantado. Dirão que incorro em clichês e que, ademais, o artístico Barça perdeu nesta semana para um Real Madrid eficiente, porém pobre de idéias. Responderei que a arte, meus amigos, não vence sempre, infelizmente. Mas, mesmo quando engolida pela burocracia, ela está sempre ali, para quem quiser ver. Como as coisas de Gaudì.

Nota do blog:
Ricardo Sangiovanni é meu filho, mora em São Paulo, e mantém a sua coluna de crônicas no www.ilpurgatorio.wordpress.com sempre aos domingos, onde esta foi publicada. Com muita alegria recebo a notícia da premiação e vai aqui mais um abraço.

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sábado, 13 de agosto de 2011

O sucesso da I Mostra Cinema Poções

Por Fábio Agra, do www.cinetelaemtranse.blogspot.com

O Cineclube Tela em Transe vem a público agradecer a todos que contribuíram com a I Mostra Cinema Poções, realizada entre os dias 5 e 7 de agosto na Câmara de Vereadores da cidade. Em homenagem a Tuna Espinheira, cineasta filho de Poções, a Mostra teve grande destaque na imprensa e nas mídias sociais e levou o nome da cidade a diversos lugares da Bahia. Com uma média de 100 pessoas, o evento a partir de agora faz parte da agenda cultural da cidade.
                                 Foto: www.sudoesteagora.com.br
Esta primeira mostra cinema faz com que aos poucos Poções volte a vivenciar e cultuar a sétima arte. Esta cultura praticada dentro de Poções em outros momentos revelou ao Brasil três nomes para o cinema, além de Tuna Espinheira, os cineastas Geraldo Sarno e Fernando Bélens também são filhos desta terra.

São poucas as pessoas que enxergam com nitidez o quão foi importante o cinema de Poções, não só para a cidade, mas para a região. Entre estas pessoas está Mário Guimarães, o poçõense mais cinéfilo e membro do Cineclube Tela em transe. Guimarães é sem dúvida alguma hoje quem mais contribui com o culto ao cinema através de sua coleção de filmes, desde o Western ao Cinema Italiano. Aqui fica registrado nosso agradecimento a Mário Guimarães.

Temos muito de agradecer ao público que compareceu aos três dias do evento, participando não só das sessões, mas da mesa redonda e da oficina, momentos de maior discussão sobre o cinema. Somos gratos a Chico Schettini, a Filarmônica 26 de Junho, a Carlos Rizério, a Glauber Lacerda, a George Neri, a José Umberto e a Tuna Espinheira.

Agradecemos também a Diogo Novais, que construiu o site da Mostra, a Jade Designer, pelas camisas, a Zezel Leite pelo seu apoio ao Cineclube, ao artista plástico Nelson Magalhães, a João Paulo pela ornamentação, a Adriano Tribal pela impressão dos adesivos das placas de homenagem, a Lulu Sangiovanni, que mesmo não podendo estar presente foi grande entusiasta desta Mostra e a todos que fizeram a divulgação pelas mais distintas mídias, nas escolas e nos mais diversos segmentos da sociedade. Agradecemos a Rádio Liberdade FM, ao Janela Indiscreta de Vitória da Conquista; a APLB Sindicato; a Secretaria de Educação e Coordenação de Cultura; a Farmácia e Ótica Caetanos; a Casa dos Móveis; Job Farma; Bar Tazmania; IECEM; Curso Fíquima; CDL Poções; Designer Papelaria; Gráfica Poções; Jeans Gabriela; ao Dinâmico; Cerveja e CIA; Comacon; Doces e CIA; AR Empreendimentos; Pousada Aconchego e ao Curso de Cinema Uesb.

Através destes apoios foi possível realizar com qualidade esta I Mostra Cinema Poções.

Atenciosamente,
Cineclube Tela em Transe
Cátia Dias
Fábio Agra
Mário Guimarães
Samara Ribeiro
Vitor Guimarães

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lúcia Liguori - Falecimento

Comunico o falecimento de Lúcia Liguori, ocorrido na última quarta feira, aqui em Salvador. Lúcia era filha de Afonso Liguori, tradicional italiano que ajudou no desenvolvimento de Poções. No pequeno altar da nossa Igrejinha está a imagem de Santo Antônio de Pádua, doada em 1942 por Afonso.

Em meu nome e dos meus irmãos, as nossas condolências à familia, especialmente a Afonsinho, companheiro de incontáveis momentos e irmão de coração.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

GRAÚNA – Comemoração dos seus 25 anos!

Em 26 de Julho de 1986 nascia a Graúna Bons Livros Usados, em Salvador, na Bahia.
O nome é uma homenagem à vida e ao trabalho de Henfil.
A acolhida da intelectualidade  local foi importante para a implantação do nosso projeto, destacando o incentivo e apoio inicial de Waldeloir Rego, reconhecido antropólogo e estudioso da cultura baiana, de saudosa memória.

Nestes 25 anos comercializamos milhares de livros, que trocaram de mãos, mas nossa verdadeira contabilidade foi multiplicar o conhecimento, somar cultura e diminuir a desinformação.

Para nós todos os nossos clientes são importantes, desde  conhecidos bibliófilos até os estudantes anônimos, que querem vencer na vida através da cultura e do conhecimento.

Também todos os nossos livros são raros, porque em um país com um percentual alto de analfabetos e baixo de leitores, a posse do livro, pelas dificuldades de comercialização e preço, torna-o um objeto raro.

Em nossa atividade vimos o livro ser tratado, curiosamente, como luxo e como lixo.

Pretendemos relatar, em futuro próximo e possivelmente em um Blog, a vida cultural da nossa sociedade, vista pelo prisma inusitado de um sebista, mercador de livros usados.

Nossa comemoração continua, brindando nossos clientes com o desconto já efetivado  de 50% em todos nossos títulos cadastrados na Estante Virtual - com frete grátis -  onde continuaremos a atender, nos esforçando por merecer de todos a boa qualificação.

Aguardamos a sua visita ao nosso acervo através do link


ao tempo em que agradecemos a divulgação desta comemoração junto a seus amigos.

Gratos
Vaneide & Eduardo Sarno
www.graunalivros.com.br
Visite nosso blog:
www.familiasarno.blogspot.com/

Nota do Blog: Parabenizo a Eduardo, Vane e Vanessa pelas Bodas de Prata da Graúna. Sou testemunha de todos o bons momentos dessa raridade cultural, da sua fundação na Rua Senador Costa Pinto até a versão virtual dos dias de hoje.
Vida longa!

domingo, 24 de julho de 2011

Sem Celular

A Vila Cardoso fica entre as cidades de Capim Grosso e Ponto Novo, região norte da Bahia.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Medo de escuro

Estava aqui, pensando naquela profunda escuridão de Poções, quando o motor/gerador dava defeito. De repente, a luz apagava. Esperávamos por horas e nada. Depois das dez, então, seu Nicola Leto não ia mais tomar providências – o conserto ficava para o dia seguinte.

Restava a opção de ir dormir. Apagava o candeeiro e segurava uma vela para iluminar o caminho da cama. Antes, via um vulto vindo do corredor do banheiro em direção à sala e, depois, para o quarto. Era meu pai, com uma lanterna em uma das mãos e a outra ocupada com um portátil vaso sanitário – o penico, mais comumente chamado de urinó.

Com as mãos ocupadas, ele não poderia dar a benção da boa noite e apenas respondia: Dio ti benedica, va te curca presto! (Deus te abençõe, vá se deitar cedo!) num sotaque carregado do dialeto italiano.

Ainda garoto, o medo de escuro me pelava. Quando alguém reclamava de dor de barriga, eu caia fora. Significava que me mandaria pegar erva cidreira no quintal do fundo. Tinha receio que uma mão de defunto ia me agarrar – saia picado, correndo, assim eu poderia chegar primeiro que a alma.

Como a casa era imensa, fria e o banheiro ficava no final do corredor, a opção mais prudente era levar o penico para debaixo da cama. Não digo que curei os meus medos do escuro, mas evitei uns bons calafrios usando o utensílio.

As crianças de hoje não tem mais medo de escuro. Não falta luz, a arquitetura acabou com a “lonjura” do banheiro, acabou com o penico.

Urinó, então, virou coisa do passado.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

I Mostra Cinema Poções é dedicada ao cineasta Tuna Espinheira


Por Fábio Agra - www.cineclubetelaemtranse.blogspot.com

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Cineclube Tela em Transe realiza na Câmara de Vereadores de Poções  a I Mostra Cinema Poções, dedicada ao cineasta Tuna Espinheira. Com o objetivo de promover um estímulo à arte cinematográfica na cidade e região, durante três dias a programação da Mostra terá filmes do homenageado, mesa redonda, oficinas e também apresentações musicais e exposição.

O cineasta Tuna Espinheira passou sua infância em Poções e volta à cidade depois de 50 anos para receber esta homenagem. Com mais de 30 trabalhos, como ator, editor, roteirista, produtor e diretor, em 40 anos de atuação no cinema baiano, Tuna Espinheira terá quatro de suas obras exibidas durante a Mostra. Para abrir o evento, será exibido o filme 2 de Julho, Viva a Independência da Bahia. No sábado (6) o público poderá acompanhar o longa metragem Cascalho, lançado em 2004, e no último dia da Mostra, dois curtas serão exibidos: Leonel Matos, 24 Quadros por Segundo e O Bruxo Bel Borba.
Além da homenagem ao cineasta e exibição dos seus filmes, a Mostra vai promover uma mesa redonda sobre o cinema baiano, com o crítico de cinema e professor da Facom (Ufba) André Setaro, e sobre cinema independente, com o cineastas  local, Valdeson Ferreira Souza, e oficina de roteiro, com o jornalista e estudioso em cinema Glauber Lacerda. As inscrições para a mesa redonda e para as oficinas serão divulgadas em breve e vão poder ser feitas pelo endereço eletrônico www.cineclubetelaemtranse.blogspot.com de forma gratuita, mas haverá limite de vagas.

Durante a I Mostra Cinema Poções, o fotógrafo Carlos Rizério realiza a exposição O Planalto em Cartaz  em que mistura a realidade das cidades de Poções e Vitória da Conquista com a poesia dos cartazes cinematográficos dos filmes do século passado em 12 cartazes. O músico Chico Schettini também se apresenta na primeira noite da Mostra e uma apresentação da Filarmônica 26 de Junho encerra o evento.
Nota do Blog: Parabéns ao Fábio Agra e equipe do Cine Clube Tela em Transe pelo nível do evento, levando para Poções o melhor do cinema baiano.

sábado, 2 de julho de 2011

Dois de Júlio

O antigo Banco da Bahia tinha uma agência em Poções que funcionava no prédio isolado da antiga Praça Deocleciano Teixeira, aquele que fica defronte ao atual Banco do Brasil.

Quanta gente boa trabalhou alí: Adelino, Ubirajara Pombal, os Fagundes – Valmir, Zelinho, Heráclito (Quito) e Arnaldo, Osvaldo Xavier, Nelito, Walter Brito e tantos outros.

Uma passagem ficou famosa naquele banco. Omar e Almir (Miga) eram dois dos filhos do Sr. Júlio Silva. Pessoas de grande estima na nossa cidade.

Miga, certo dia, foi fazer uma operação no banco. Havia uma pequena fila diante do único caixa existente e o cliente da frente fazia uma transferência entre agências. Como aquela operação era de responsabilidade de um funcionário de retaguarda, o caixa se dirigiu para o centro do salão e, de lá, em voz alta, perguntou ao cliente qual agência que deveria ser transferida a quantia. Também em voz alta, o mesmo respondeu: “Dois de Julho, Dois de Julho”  (aqui em Salvador).

Miga, de uma espirituosidade impressionante, prontamente respondeu:

“Aqui tem um, falta o outro. Mas pode fazer”.

           (com a colaboração de Valmir Fagundes, meu sôgro)

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Diretas do Pavilhão


·         Não se podia rezar na Igrejinha. Estava fechada durante boa parte do tempo.

·         Alguém estava feliz da vida, cantando a música Carinhoso, de Pixinguinha, depois de reatar um namoro de quarenta anos atrás.

·         Ricardo Benedictis mandou recado para Paulo Espinheira: A Festa pode ter mudado, mas os amigos continuam os mesmos. Não faltem!!!

·         Registro aqui a ausência de inúmeros amigos, sem contar que os que estavam presentes sumiram na sexta à noite e no sábado.

·         A nova geração se fez presente, lembrando Badinho e Gislene Lago. Estavam na Festa Cristiane e Patrícia, suas filhas. De quebra, conseguiram rebocar Jerry Lago para a praça.

·         Coitados de Irundy e Noélia. Os discípulos não os deixam em paz por um instante.

·         Mais uma vez foi sentida a falta da exposição de fotografias antigas de Zé Onildo.

·         Só quem estava defronte da Igreja viu a cena. O Padre Estevam deu um puxão de orelhas nos políticos presentes à Chegada da Bandeira, cobrando as promessas. Naquela hora, todos deram um sorriso de canto de boca e ficaram com cara de paisagem.

·        A Calcinha Preta tirou o povo da Praça na tarde de sábado. Era para ser uma paz, mas os controladores de mesas de som fizeram a festa com os volumes altíssimos de bandas locais. Ninguém conseguia conversar nos bares quase vazios. Não foi a tarde da Calcinha Branca da paz.

·         Os vendedores de queijo coalho circulavam livremente na praça lotada com o calor dos fogareiros nas pernas das pessoas.

·         Edson Jacaré insistia em saber a sequencia de ordem da “reza” de Tico Rezador, no ano de 2010: Rominho, Edson, Pepone e Lourinho (as fotos comprovam Lourinho pagando R$ 2,00 a Tico).

·        Os Sangiovanni´s comemoraram 60 anos de presença na Festa, já que Seu Chico chegou no Brasil em 1952. A frase da camisa “60 anos de Festa do Divino” gerou polêmica porquê a Festa original fez 133 anos. Para alguns que apareceram depois de anos, eu brincava e dizia que a polêmica era um detalhe simples de se resolver: “60 anos (sem) Festa do Divino”.

·         Teve quem se lembrasse da cerveja Malt 90. Era uma cerveja alternativa da Brahma. Um dia, alguém foi encontrado revelando a sua preferência sexual ao lado de três garrafas já bebidas da Malt 90. A culpa foi da cerveja, que fazia o cidadão ter comportamentos diferentes, claro! A cerveja foi banida de Poções.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

As obras primas de Homero

Enquanto se discute o sagrado e o profano, seu Homero continua ganhando espaço na Festa com a beleza dos dois eventos:  Chegada da Bandeira e do Mastro (eu prefiro chamar Chegada da Bandeira do que das Bandeiras – entendo que a Bandeira do Divino (estandarte) era trazida originalmente com outras bandeiras em torno e assim era a forma de ser chamada no passado).
Pesquisando velhas fotos, encontrei-o montado em um cavalo durante uma das Chegadas da Bandeira dos anos 60. Sem tanto destaque, ele está logo atrás de Claudionor – o Mituca, que era o antigo organizador.
A tradição cresceu e a mistura de cores e fé tomaram conta do povo. A emoção toma conta do coração do velho Homero. Montado ao seu lado, na porta da igreja, observei o seu profundo silêncio. Seus olhos brilhavam com a certeza de ter feito a sua tarefa muito bem. Era só concentração e inquietação enquanto não fosse chamado para entregar o estandarte oficial do Divino Espírito Santo ao Padre Estevam. A gente percebe que aquele momento é o auge da cavalgada na expressão de Homero.

No Mastro, na noite de sábado, sentei-me junto a ele num banco de madeira e me disse: “Eu nunca vi uma Chegada da Bandeira tão bonita e organizada como essa”. Não estava jogando confetes. Eu entendi perfeitamente que se tratava da ordem, da velocidade do desfile, do posicionamento dos cavaleiros, das pessoas ao longo do percurso, ingredientes básicos para a beleza do colorido das bandeiras.

Nós, os cavaleiros do Divino, cavaleiros de Seu Homero, seguimos as suas orientações à risca.

Naquela noite, o velho senhor estava afinadíssimo com a história que sempre conta sobre a formação religiosa da nossa cidade. Começou a contar mais cedo. Teve um lance interessante antes da fala dele. Um radialista se aproximou e pediu para que ele falasse com exclusividade para a transmissão da missa. Ele respondeu: “Fique atento na história e depois você mesmo conta – eu vou falar muitos detalhes”. E assim fez.

Do outro lado, ligados na fala de seu Homero estavam Jorge de Ucha e Neto de Maneca. Sabem cronometrar exatamente o tempo do discurso com os fatos, principalmente quando fala das moedas de prata que foram trazidas para Salvador e, derretidas, transformadas em uma imagem de pomba.

O discurso é interrompido pela emoção. Capaz de lembrar e citar os nomes de quem o ajuda, sua voz embota e dá vez ao choro, demonstrando a dedicação, a dificuldade para organizar e conduzir as tarefas que lhes foram confiadas e transformadas nessas duas obras primas, quando conta com a ajuda principal da sua família e das famílias que moram na Lapinha.

Certos estamos nós quando carregamos o Mastro nas costas e gritamos:

VIVA O DIVINO ESPÍRITO SANTO!!!     VIVA SEU HOMERO!!!

Também no Youtube

Passo a postar pequenos filmes no www.youtube.com. Quando acessar, basta procurar por MULTISANGIOVANNI ou no link Lulu Sangiovanni


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