"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Relembrando Vitinho e Zelinho

Já anunciei que estava fazendo um curso de fotografia e nada mais justo que publicar os resultados. Como temos saídas fotográficas todas as semanas, vou passar a publicar a melhor foto da semana. Se não conseguir fazer uma foto boa (que é difícil), publicarei de saídas anteriores.

Hoje eu publicarei duas. Uma feita na cidade de São Félix do Paraguaçu, que retrata a famosa ponte entre essa cidade e a vizinha Cachoeira. A segunda foto, foi feita em Maragojipe, quando as mulheres comandadas por dona Cadu queimam as cerâmicas feitas na beira do rio. Além de lazer, cultura.

Se você ficou com vontade, veja a terceira foto, onde estão as informações para se matricular e me fazer companhia. Você vai gostar da galera e aprender as técnicas para excelentes fotos. Será a oportunidade de aperfeiçoar as técnicas dos nossos fotógrafos Zelinho Fagundes, Vitinho e Giovanni Borba (pai e filho).

 Reflexo da ponte

 
Cerâmicas de Maragojipe
 
 
Convite da Câmara Solar


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Grande Feira de Livros - Graúna

Livro usado de R$ 5,00 cada. Essa é a oferta na grande feira de livros que a Graúna está realizando aqui em Salvador.

A empresa pertence ao poçoense Eduardo Sarno e quando completou 25 anos publiquei aqui no blog um breve histórico da Graúna

Além da Feira, também há a possibilidade do acesso virtual www.graunalivros.com.br

O Blog deseja sucesso e apoia esse evento cultural. Então, aproveite a oportunidade:

 
 
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domingo, 2 de dezembro de 2012

Domenica Sangiovanni (Miminna)

Miminna Sangiovanni - 1990
 
Na tarde de ontem, em Mormanno, Itália, faleceu a minha tia Miminna. Era irmã do meu pai Chico Sangiovanni, e estava com 102 anos de idade.

Fazia parte de uma família de cinco irmãos: Miminna e Luigi eram os mais velhos, nunca deixaram a Itália. Vincenzo, Aninna e Amedeo (Chico) vieram para o Brasil e se radicaram, respectivamente, em Porto Alegre-Rs e Poções-Ba. Então, a família Sangiovanni cresceu e se multiplicou nesses lugares. Deixa duas filhas – Maria e Agatina e vários netos – As duas filhas já estiveram aqui no Brasil e visitaram Poções.
Minha tia era uma espécie de porto seguro e foi a grande responsável por manter essa ponte entre Mormanno e Poções.

Em maio passado, estivemos juntos na pequena cidade italiana e já apresentava sinais de cansaço pela idade avançada. Pude abraça-la e comentamos entre os outros primos que poderia ser uma despedida final.

Fiz a fotografia da placa de homenagem prestada na comemoração do aniversário de 100 anos, em 2010, pela prefeitura de Mormanno e diz:
“Parabéns pelo seu centenário. Que a sua figura possa servir de referência para as gerações futuras”  

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

A festa dos primos - Família Sarno

A edição do almoço da familia Sarno – ano 2012, aconteceu no último domingo, 18, na tradicional Casa D´Itália, aqui em Salvador. Mais de uma centena dos descendentes da família esteve presente e contou ainda com os primos das famílias Espinheira, Orrico, Sangiovanni e Libonati.

Um dia agradável, onde todos puderam confraternizar e reencontrar parentes que não viam há tempos.
A festa, muito animada, é sempre aberta com um breve discurso de Fidélis Sarno, o primogênito mais velho da família, seguida de um roteiro variável de assuntos relacionados ao âmbito familiar.

José Fidélis relatou a sua viagem a Mormanno, em maio desse ano, com a apresentação de fotografias dos parentes italianos. Elisa Sangiovanni Lima fez uma bela homenagem aos primos italianos, lembrando a série de terremotos que abalou a pequena cidade.

Os livros de Pedro Sarno e Ruy Espinheira Filho foram lançados oficialmente na família com direito a autógrafos e dedicatórias.

No final, apresentou-se um jogo de família que mostra fotos antigas e cada pessoa tem como objetivo reconhecer os parentes.
Tivemos como surpresas nesse ano as presenças dos irmãos Ruy e Antonio Celso, ausentes em outras edições.

Enfim, realizou-se um evento de mais de 30 anos de tradição. Anteriormente, era realizado na residência de Francisco e Vera Sarno, no casarão do Canela. Com o crescimento da família, o mesmo foi transferido para a Casa D´Itália há 10 anos. É organizado por uma comissão sob o comando de Aurora Sarno. 

Os primos Luizito e Noemia Sarno
 
Os primos José Fidélis e Pepone
 
Os primos Amarílio Mattos, Lulu e Antônio Celso
 
Fidélis Sarno (Fidélis do Arroz)
 
Lulu, Ângelo Garrido, Sérgio Libonati, Eduardo Sarno, Antonio Libonati e Marcos
 
Antonio Libonati entre os primos escritores Ruy Espinheira Filho e Pedro Sarno
 
Os primos Ruy Alberto e Eduardo Sarno
 
.As fotos foram feitas pelos primos Eduardo Sarno e Lulu.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As uvas, onde estão as uvas?

Lançado na noite desta segunda-feira o livro "As uvas, onde estão as uvas?" do poçoense Pedro Sarno. O lançamento foi na Reitoria da UFBA, aqui em Salvador, reunindo dezenas de amigos e familiares do escritor.
 
           Pedro autografa livro para o primo Fidélis Sarno

O livro traz crônicas diversas e fala de Poções quando narra passagens dos tios Luis Sarno, Chico Sangiovanni e Corinto Sarno, seu pai.

Parabéns ao primo escritor e o sincero agradecimento por inserir no livro a crônica O Comendador Corinto Sarno, de minha autoria.  Leia a crônica no blog


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

O terremoto em Mormanno

No dia 26 de outubro, a população da nossa pequena Mormanno, na Itália, foi acordada com um terremoto de 5,3 na escala Richter. Essa magnitude é considerada média, mas causa um bom estrago em construções antigas, como é a maioria da cidade. O epicentro foi  bem próximo a ela.

 
Fotos arquivo pessoal (maio 2012)
 
Terremoto na Itália não é novidade. São milhares ao ano, sempre de baixas magnitudes – apenas registrados e não se sente.

Ficamos preocupados com os nossos parentes, que tiveram de abandonar as suas casas e ainda estão acomodados em casas de familiares. A preocupação maior foi com a nossa tia Mimina, irmã de meu pai, com 102 anos de idade – está bem.

Atualmente, moram em Mormanno os parentes da família Sangiovanni (do meu pai), Caputo (da minha mãe), da família Sola e alguns amigos. Dentro da medida do possível, as notícias que recebemos diariamente dão conta que todos estão bem, mas ainda assustados e abalados com o tremor e os estragos na cidade.

Leia mais sobre Mormanno no blog.

(com informações de Elisa Sangiovanni Lima e Sérgio Oliveira Libonati)


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vereadora Zezel Leite fala do programa do Gugu

Na sua página do Facebook, a vereadora eleita Zezel Leite comenta sobre o programa do Gugu, rodado em Poções e apresentado em rede nacional na tarde de ontem.

"Hoje, enquanto rolava o programa de Gugu, recebi várias ligações e conversei com um tanto de gente aqui. Alguns felizes por ver Poções em rede nacional, mas a maioria indignada de como a mídia pode ser sacana (pra usar uma palavra mais doce...). Mostraram uma cidade miserável, feia, com pessoas alucinadas pela presença de uma estrela da TV... Não mostraram uma única imagem das igrejas, do centro, do pôr-do-sol, nada que embeleze nossa cidade. Triste. Nós já somos tão discriminados pelas pessoas que moram no Sul/Sudeste! Uma matéria dessas, que deve ter durado cerca de 2 horas, só vem reforçar essa ideia errada que fazem de nós. Infelizmente, é usando os problemas dos outros, expondo a intimidade de uma família que atravessa um momento ruim, que não teve sorte na cidade grande, que eles conseguem audiência.

Copiei um poema de Mario Lago, publicado por Ricardo Lima, um menino que nasceu em Poções e que é um dos poçoenses que está fora daqui para fazer o doutorado dele. É... Poções tem doutor, tem doutorandos, tem músicos, tem pintores, tem poetas, cineastas, tem beleza e tem poesia.
 
É essa Poções que eu quero ver na TV"
 
 
Três coisas

Pra mim três coisas no mundo
Valem bem mais do que o resto.
Pra defender qualquer delas
Eu mostro o quanto que presto.
É o gesto, é o grito, é o passo,
É o grito, é o passo, é o gesto.

O gesto é a voz do proibido
Escrita sem deixar traço.
Chama, ordena, empurra, assusta.
Vai longe com pouco espaço.
É o passo, é o gesto, é o grito,
É o gesto, é o grito, é o passo.

O passo começa o vôo
Que vai do chão pro infinito.
Pra mim, que amo estrada aberta,
Quem prende o passo é maldito.
É o grito, é o passo, é o gesto,
É o passo, é o gesto, é o grito.

O grito explode o protesto
Se a boca não tem espaço
Que guarde o que há pra ser dito
No grito, no passo e gesto.
É o gesto, é o grito, é o passo,
É o passo, é o gesto, é o grito.


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domingo, 4 de novembro de 2012

Pedro Sarno lança seu segundo livro

PEDRO SARNO (Foto arquivo: Eduardo Sarno)

Depois da autobiografia "Foi tudo tão de repente", Pedro Sarno lança "AS UVAS, ONDE ESTÃO AS UVAS? um livro de crônicas.

A forma simples de escrever nos faz mergulhar nas histórias, ricas em detalhes, desse poçõense radicado em Salvador. Seu novo livro traz uma série de crônicas com temas gerais, política, religião, netos, pessoas amigas, etc.

(Divulgação)

O lançamento será na Reitoria da Universidade Federal da Bahia no próximo dia 12, às 18 horas. Você está convidado.


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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Lápides eternas


Algumas pessoas comentaram que o Blog está se tornando um grande obituário. Não tem jeito de ser diferente. Não posso deixar de informar quando os nossos amigos vão para o além. Por outro lado, recebo os comentários de pessoas que se habituaram a saber das notícias de Poções através dele. Vou, portanto, seguir na linha de comunicar esse tipo de notícia. Meus correspondentes em Poções são fiéis e me atualizam quando ocorre o fato.

Não ficam por menos as visitas ao cemitério de Poções. Ali, busco as informações para alinhar épocas e colocar no tempo certo as lembranças. Meu pai, mãe, tia, colegas do Ginásio, amigos e personalidades jazem ali  como se fosse numa rua de saudades. A história da cidade, apesar de enterrada, está presente naquele lugar.

Nas duas últimas visitas ao cemitério, fotografei  lápides que contém as informações de mais de 100 pessoas. Em cada lápide uma lembrança, uma saudade que aperta no peito e me leva a uma correlação da participação de quem eu conheci e como era inserido no cotidiano. Parece que todos eles estão guardando e vigiando a cidade.

Porém, nenhum deles morreu. Isso é bem forte nas inscrições.

“Ninguém morre enquanto permanece vivo no coração de alguém”
“O amor é mais forte que a morte”
“Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ruy Espinheira lança "A Casa dos nove pinheiros"

 
(Reprodução)
A imagem é familiar. Está na varanda da casa onde residiu a família do Dr. Ruy Espinheira. Hoje, é habitada pela família de Vicente Palladino, na Rua da Itália.

(arquivo pessoal)

Comentários de Carlos Barbosa
 
Ruy Espinheira Filho comemora seus 70 anos com um novo livro de poemas: A casa dos nove pinheiros. O livro reúne uma seleção de poemas escritos no período 2009-2012, e sai publicado pela editora Dobra, de São Paulo. O aniversário de Ruy será em dezembro, mas, esbanjando generosidade e invertendo a lógica, entrega aos amigos desde já (não haverá lançamento do livro) um presente que é uma celebração emocionada de uma vida bem vivida, na qual afirma crer "que sempre fui feliz, / inclusive nos momentos em que me sentia / e me dizia / infeliz."

A imagem da capa mostra dois pinheiros maiores seguidos por sete outros, "nove pinheiros enfileirados / em curva suave, / do maior ao menorzinho, / representando / o pai, / a mãe, / os sete filhos / que ali moravam." Morava, essa família, em uma casa viva na memória do poeta e ainda de pé na cidade em que passou parte de sua infância, Poções. A foto da capa, recortada para destacar o detalhe dos nove pinheiros, foi feita pelo filho do Ruy, o jornalista Mário Espinheira.

O poema que dá título ao livro diz dessa presença eterna da casa a habitar o poeta, mesmo tendo nela vivido por meses e não por décadas. Talvez pela particularidade dos pinheiros cravados na parede da varanda e o claro propósito de caracterizar aquela morada como permanente, e que culminou se tornando provisória no plano físico e olímpica no emocional. "Os pinheiros continuarão a lembrar / pai, / mãe, / sete filhos, / mesmo quando não restar sequer um deles / para sentir certo tempo, / respirar a casa, // como eu agora, / com antiga alegria e um sabor / de lágrimas."

Ruy Espinheira Filho tem afinado sua lira ao ponto de alcançar a simplicidade dos poetas maiores. Os versos encadeiam-se naturalmente, e o leitor experimenta a delícia do poema como um voo sem ruídos e turbulências, prenhe de ritmo e densidades várias. E ao pousar, ao final do último verso, terá feito então um percurso de emoção e sabedoria, que se repetirá no poema seguinte até o último do livro. Até uma nova leitura.

Encerro este comentário com o quarto movimento do poema "Condição":

"Sim, novamente escrevendo.
Sem saber, como sempre, aonde estou indo,
se é que estou indo a algum lugar.

Às vezes me ocorre
que escrever é exatamente isto: ofício
de quem não sabe aonde ir.
E, como não sabe, tateia
na névoa
à espera de encontrar alguma coisa
que não só não sabe onde está
como não sabe o que é
e que talvez seja uma parte da alma que ficou perdida
na travessia
entre sombras ancestrais
e a vida."



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domingo, 28 de outubro de 2012

Teresa Sarno Costa

Teresa e seu marido Afonso Costa (foto de 2006)

Comunico o falecimento de TERESA SARNO COSTA, ocorrido na última sexta feira, aqui em Salvador. Ela era viúva de Afonso Costa e filha de Vicente Sarno e Aurelina Pithon Sarno.

Teresa era irmã de Fidélis Sarno, mais conhecido em Poções como Fidélis de Boa Nova ou Fidélis do Arroz.

Os meus sentimentos aos familiares.


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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fotos inéditas 11 - (Octávio José Curvelo)

Uma foto despretensiosa, nada mais. Na porta da Casa Sarno, três diferentes figuras. Na esquerda, o advogado Fidélis Rocco Sarno quando morou em Poções, Octávio José Curvelo no centro, e o comerciante Chico Sangiovanni, meu pai.

No texto abaixo, escrito por José Onildo Marques, um breve histórico sobre a atuação do prefeito Octávio Curvelo, que governou Poções entre 1977 a 1982:

Foi quando ocorreram várias reformas administrativas, onde várias Secretarias foram criadas. Pavimentação e urbanização da Praça do Mercado, criando o Centro de Abastecimento. Pavimentação e urbanização parcial da Praça do Divino e de parte do canto do Riacho Espírito Santo, com cobertura. Pagamento em dia do funcionalismo público, ampliação da rede municipal de ensino e da malha rodoviária municipal”.

Lembro bem da presença do Sr. Octávio na loja. Essa cena da foto era uma pequena pausa para um café e um pouco de conversa. Todas as tardes rolava um café feito na “machinetta” italiana, aquecida em um fogareiro de resistência elétrica. Ele era um freguês assíduo do cafezinho. Quando não estava na fazenda, circulava pelos pontos de conversas políticas, administrativas e religiosas. Transitava muito bem nesse meio. Era um ferrenho comentarista das atividades dos prefeitos. Não deu outra, entre articulações, sucedeu a Pedro Alves Cunha no comando da nossa cidade, depois do segundo mandato deste.
Com Octávio prefeito, nascia uma nova liderança, seu filho Luiz Heraldo Duarte Curvelo – o escudeiro de todas as horas, coordenador da sua administração. Eurípedes Rocha Lima sucedeu a Octávio e deu sequencia a sua austera administração. Crescia a admiração e interesse do meio político pela candidatura de Heraldo. O destino pregou uma peça e tirou a sua vida em um acidente automobilístico quando voltava de Conquista, exatamente no dia em que efetuou o seu registro político. O substituiu como candidato Tonhe Gordo que, curiosamente, também perdeu a vida em um acidente próximo a Poções.


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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Varandas 03 - Cotidiano da cidade


Uma época de desenvolvimento comercial na cidade. De um lado, a chegada do Supermercado Superlar. Do outro lado, a loja Eletrosilva, uma das primeiras a comercializar eletrodomésticos.

Na primeira foto, um detalhe: junto a Rural amarela está Seu Doca (Florisvaldo Cruz Ramos) consertando o motor da mesma. Fuscas, Fiats 147, Rurais, Pick-ups e Caravans dominavam a cidade.


(Fotos: Álbuns de família)

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Varandas 2 - Procissão

Em dois momentos diferentes, pela nossa varanda, procissões da Festa do Divino.

Na foto em preto e branco, aparecem o Padre Honorato Nascimento à frente com os pajens e os anjos (as crianças), Cristobal Marques Lago (Badinho - de camisa branca), Dona Anina e o Sr. Olavo Lago. No segundo plano, Dona Odete Lago e José Carlos. À esquerda, de óculos escuros, Chico Sangiovanni. Mais ao fundo, os atiradores do TG-135.


A outra foto, a colorida, já no início dos anos 80, a procissão passa com expressiva participação.
(fotos: Arquivo Pessoal)
 
 
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Varandas 1

Certamente, a varanda da nossa casa permite uma visão privilegiada das coisas que acontecem na cidade. Com isso, posso dizer que a história de Poções passou e continua passando por ali.

Basta encostar na balaustrada por alguns instantes e logo passa alguém para dois dedos de prosa. Tenho uma seleção de fotografias que atestam a presença de pessoas, fatos, reuniões, procissões, desfiles, passeatas, carreatas e comemorações diversas.

Então, a partir de hoje, publicarei  essas fotos de momentos e pontos de vistas diferentes da nossa e de outras varandas da Rua da Itália.
Na foto, feita em 1964, um encontro da família, próximo ao almoço, como era comum e tradicional nos finais de semana. 

Lulu, Michele, Ana Maria (minha mãe), Bruno Sola, Elisa, Anina Sarno, Lina Sola e Miguel Sola
 
Sempre passava alguém com uma máquina fotográfica e registrava a cena. O detalhe do número 136 significa a nova numeração que substituia o antigo número 17, que alguém fez questão de anotar na própria foto.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Fotos inéditas 10 - (Giovanni Sola)

(Essa crônica foi inicialmente escrita e publicada no antigo site Terra do Divino, de propriedade de Léo Fagundes)


Com a vitória da Itália na Copa do Mundo, o pensamento se volta para o meu querido e saudoso Tio Giovanni.

Giovanni (E) ao lado do cunhado Chico Sangiovanni - foto arquivo pessoal
 
Contar as suas passagens e comparar o Brasil com a Itália era o seu forte. Todo mundo se empolgava com as alegres e emocionantes estórias. Bastava começar a falar para encher os olhos de lágrimas.

A Marcenaria Itália, onde funcionou a locadora de Bruno, seu filho, possuía duas portas. Uma, com janelas de vidro, e outra com uma divisória fixa. Quando alguém passava na rua, ele via pela primeira porta e corria, de imediato, para a segunda porta. De lá, convidava para um rápido bate-papo, nem que fosse apenas para cumprimentar a pessoa.

Debruçado sobre a divisória, misturava o português com o italiano e soltava palavras próprias do dialeto da sua terra natal Laino, região de Mormanno - Itália. Era assim o querido tio, também meu padrinho de crisma. A saudade da Itália havia ficado no seu peito e a memória era atual. Conversávamos bastante e podia entender essa dolorosa separação daquela região montanhosa da Calábria. Pude compreendê-lo melhor quando visitei Mormanno, em 1990. Desde o pós-guerra, Giovanni enxergava a Itália com a possibilidade de se tornar uma das grandes potências mundiais.

Apaixonado pela caça, sempre teve os melhores perdigueiros e as famosas espingardas de dois canos da marca Saint´Ettiene em Poções. Na sua terra, era conhecido como Giovanni "giubunno", por utilizar um blusão com grandes bolsos, próprio para carregar caças. Seus maiores companheiros foram Agenor Xavier e Nenga Rolim. Um dia, acompanhei no campo de aviação para uma caçada – não encontrando uma só codorna ou perdiz, mandou arremessar o chapéu ao ar e, com maestria, o transformou em uma peneira.  

Outra marca registrada era a qualidade dos seus móveis, que foi mantida por profissionais como Tião, Xirico, Néo Bicudo e tantos outros que trabalharam e aprenderam a arte da movelaria artesanal. 

Um dos maiores freqüentadores do macarrão de domingo na sua casa foi Gilmar Magalhães (Gilmar de Maneca). Contou-me que um dia conversava sobre os três filhos de Giovanni. Carinhosamente sempre se referia aos filhos como o “meu Pino”, o “meu Guel” e o “meu Bruno”. Naquela época, os três moravam em Salvador. Feliz da vida e orgulhoso por terem estudado e se formado na Escola Técnica Federal, disse-lhe que já estavam casados e dando belos netos.

Gilmar, vendo a emoção e os olhos de Giovanni brilharem, comentou:

Seu Giovanni, quer dizer que o Sr. tem uma prole muito grande?”. O tio, ingenuamente respondeu, fazendo gestos de comprimento e diâmetro com as mãos:  É, mio caro Gilmar, non tão grande, mas peró un tanto grossa”.

Tio Giovanni tem um lugar especial no meu coração e, com certeza, será sempre lembrado por manter bem viva e próxima essa minha relação com a Itália.



Leia mais sobre Giovanni Sola no Família Sarno



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Fotos inéditas 09 - (Heráclito Fagundes)

Essa figura é Heráclito Fagundes e talvez a cidade nunca soube que assim se chamava. Era mais conhecido pelo apelido de Quito.
(Foto: Arquivo pessoal)

A foto foi feita no quintal da casa onde morava Antonio Leto, na rua da Itália. Posteriormente, a casa passou a ser propriedade de Zóstenes Vaz (hoje funciona uma clínica - aquela que tem as imagens do homem pré-histórico na parede).

Ele era filho de Antonio Fagundes e sobrinho do maestro Bernardino Fagundes, grandes nomes da música e da filamônica de Poções.

A alegria de Quito era irradiante. Parceiro de boas farras. Um grande Contabilista, um grande amigo.

A data da foto? não sei - peço ajuda aos universitários...


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domingo, 7 de outubro de 2012

Dona Zizi Borges - Falecimento


Com a colaboração de Vinicius Dantas (*)

Adalgisa Borges Farias - Dona Zizi, nasceu na cidade de Rio de Contas - Bahia, em 16/12/1913. Faleceu em 02/10/2012 aqui em Salvador. Era filha de Dr. Antônio Agripino da Silva Borges e Leonor Viana Borges.

Saiu de Rio de Contas e foi morar em Poções e trabalhou no Grupo Escolar Alexandre Porfirio como Secretaria. Casou-se com Sabino Brito Farias e teve seis filhas: Zoraide, Zenaide, Maria das Dores, Diana Telma, Márcia e Maria das Graças. Deixa vinte netos e treze bisnetos.
Pessoa integra e carinhosa, amada por todos!

Dona Zizi era irmã de Dona Helena Borges, viúva do Dr. Alcides Pinheiro dos Reis, pessoas tradicionais da nossa cidade.

(*) Vinícius aparece na foto com a sua avó. Vive um triste momento pelo falecimento de dois avós num curto espaço de tempo.

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domingo, 30 de setembro de 2012

Fotos inéditas 08 - (Primeira Comunhão)

Santo Inácio de Antioquia disse que "Na Eucaristia, nós partimos 'o único pão que é remédio de imortalidade, antídodo para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre' "

Esse e outros ensinamentos básicos para a primeira comunhão estava na ponta da língua. Nós eramos alunos da catequista Irmã Marilac e outras da famosa "Casa das Freiras", uma instituição que ajudou muito na manutenção da região católica em Poções.

Com o cabelo cortado a "la Hermes", de máquina mecânica, todo de branco, estava pronto para a primeira comunhão.

Encontro nos meus arquivos, uma foto tirada diante do altar da Igreja Matriz de Poções em companhia do meu amigo Sidney Santos, de quem não tenho notícias há bastante tempo.

Ele é filho do saudoso Sargento Severino, nosso professor de inglês e francês.
(a foto, certamente foi feita por Vitinho Borba, entre 1966 e 1967).


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Falecimento de Pedro Dantas (Duca)

Comunico o falecimento do Sr. Pedro Dantas, mais conhecido por Seu Duca, ocorrido hoje em Poções.

Uma pessoa muito querida na nossa cidade. Sua popularidade foi solidificada na direção do Bar Maringá. Era amigo de todos - figura extremamente calma e atenciosa, não perdia a oportunidade de um bom papo.
Junto ao bar, que era apelidado de "A Visgueira", Jorge, o filho, iniciou o famoso Chamuscão, quando tive a oportunidade de conviver mais estreitamente com Seu Duca. Além do bar, cuidava da fazenda na região da mata. Era comum encontra-lo participando da Chegada das Bandeiras.
Deixa dona Nainha, sua esposa, e os filhos Jorge, Maria Rita, Paulo e Antônio Roberto.
Um abraço amigo a todos nesse momento, inclusive aos netos, em especial a Vinícius, George e Clarissa, que tenho o convívio mais próximo.
(foto cedida por Clarissa)


Em tempo: Faleceu a Sra. Jaci Leoni nessa quinta feira, 26. Aguardo mais informações para divulgação aqui no blog.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DayHORC - 30 anos

Circulando aqui em Salvador, via out-door, a notícia dos 30 anos do DayHORC, um dos hospitais oftalmológicos mais competentes do Brasil, que é dirigido pelo poçoense Ruy Novais Cunha, com unidades na capital, Itabuna e Eunápolis.

Ruy foi contemporâneo no Ginásio de Poções. É filho do Sr. Pedro Cunha (ex-prefeito) e dona Regina Novais Cunha.


Os meus parabéns por essa conquista.


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domingo, 23 de setembro de 2012

Fotos inéditas 07 - (Carnaval na Acascp)

 
Uma foto de 1973. Carnaval na Acascp - Clube de Poções. Da esquerda para a direita: Jorge de Ucha, Isabel Cristina Pithon, Márcia Andrade, Ruy Alberto Sarno, Ivan Alves (só aparece o rosto), Ângelo de Floriz Neto, Guida e Lulu.
 
Os detalhes: As duas escadas ao fundo serviam para a ornamentação do salão. A mortalha de Ruy foi feita de uma faixa de rua. A roupa que estou vestindo era um pano que se usava em um dos andores de festas religiosas.
 


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domingo, 16 de setembro de 2012

Ermir Fernandes


Ermir Fernandes - (foto do meu arquivo pessoal)

Recebi a notícia do falecimento de Ermir Fernandes.

Ermir era casado com Maria Ornilda Fagundes Marques. Devido a proximidade familiar com meu sogro Valmir Fagundes, estive recentemente com ele em duas oportunidades.

Uma perda prematura e irreparável. O nosso abraço e conforto para a família.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Fotos inéditas 08 - (Quarta série de 1966)

Mais uma foto, agora do final de curso da turma de 1966 do Ginásio de Poções. A festa de encerramento foi feita no Clube União das Classes. Quem se habilita a identificar as pessoas que estão na foto? Vou dar duas dicas: o casal no meio da foto e um dos componentes do conjunto que tocou na festa.

O casal é Irundy e Noélia. O componente do conjunto, o terceiro no palco, da esquerda para direita é Rubenito Amorim. Os palpites poderão ser dados nos comentários do blog ou email para luiz.sangiovanni@gmail.com

 
(foto: Álbuns dos irmãos Sangiovanni)

Atualização em 15.09.2012
Consultei Michele, meu irmão, que está na foto e me mandou a identificação das pessoas. Salvador Vaz reconheceu alguns deles (errou apenas um dos identificados). Veja abaixo, então, da esquerda para a direita:

Nino - Professor e já falecido
Renan Macêdo - era o secretário do Ginásio
Leonel Messias - já falecido
Marieta - não mora em Poções
Conceição - filha de Antonieta e Aderbal
Sônia Dias - Médica em Poções
Maria da Glória - filha do Sr. Pedro Mota)
Dr. Irundy Manta Alves Dias
Professora Noélia Gusmão Dias
Maria - Irmã de Osvaldão Dias
Laurinda Schettini - esposa de Vassil Schettini
Raimunda - não mora em Poções
Terezinha - sobrinha do Sr. Pedro Mota
Roberto Silva Dantas - Filho do Sr. Duca (Pedro Dantas) e irmão de Jorge Dantas. Médico.
Solon Macêdo
Michele Sangiovanni
Emanuel (Miel), ao fundo, entre Raimunda e Terezinha.

Segundo Michele, o conjunto era de Vitória da Conquista e se chamava OS MORENOS. Também, não confirma se a pessoa era Rubenito Amorim.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Fotos inéditas 07 - (SRPCP)

Vai dizer que você se lembra do SRPCP? Achei essa foto que é dos bons tempos de Atlético e Bahia, em Poções.

Se lembrou? Vou ajudar. O SRPCP era o Serviço Regional de Propaganda Comercial da cidade de Poções, do lendário Pedro Matos.
(Foto: Albuns dos irmãos Sangiovanni)

Na foto, Isaac Luz (irmão de Pancho e Tonhe Luz), Fernando Marçal, Pedro Matos, Ivan Menechini e Pietro Sangiovanni (Pepone, meu irmão). Fernando e Ivan eram funcionários do Banco do Brasil, daquela primeira galera que morava numa "república", perto do Posto de Puericultura.

Já que você não se lembrou, Pedro Matos fundou o SRPCP - um misto de rádio e serviço de alto-falantes - dava pra ouvir nas duas "versões". O aparelho que se vê na foto, a tiracolo, era um moderno transmissor que ele entrava "ao vivo" do campo de futebol, do clube durante as festas ou de qualquer outro lugar que havia movimento. Com a sua voz grave, ele iniciava com a seguinte frase: "Está no ar o SRPCP, o Serviço Regional de Propaganda Comercial da cidade de Poções, transmitindo em ondas médias e através do serviço de alto-falantes". A sede do SRPCP era ao lado do bar de Tonhe Luz.

Registrado aqui, o primeiro serviço de rádio fundado em Poções (pelo menos que tenho notícias).


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sábado, 8 de setembro de 2012

Fotos inéditas 06 - (A enchente e o Chamuscão)

 
Um dia, Jorge Dantas me pediu fotos do Chamuscão. Meu irmão Pepone escaneou os álbuns da família e aí aparece o Chamuscão, fechado por causa de uma enchente no centro de Poções. Veja no detalhe que o Bar Maringá (A Visgueira) estava com uma das portas abertas. Presumo que as fotos foram feitas em 1975.
Leia mais sobre o Chamuscão
 


 


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Fotos inéditas 05 (A Grande Chance)

Na busca de fotos inéditas, achei uma que recebi de Gina Rizério. Mostra uma banca de jurados do programa de calouros de Poções formada por Leonor Magda (Guida), eu, Márcia Andrade, Ruy Sarno e Gaetana Palladino.

Foto enviada por Gaetana Palladino
O programa de calouros acontecia no Clube União das Classes, na praça da Prefeitura.

Nos anos 70, no Rio de Janeiro, Flávio Cavalcanti apresentava um programa de candidatos a músicos ou cantores e se chamava “A Grande Chance” – que revelou gente famosa a exemplo de Armandinho Macêdo, tocando bandolim.

Em Salvador, havia o programa “A Caminho da Grande Chance”. Em Vitória da Conquista, o “Rumo ao Caminho da Grande Chance”. Em Poções, José Carlos e Sandoval França lançaram o programa de calouros que a gente chamava de “A Caminho do Rumo ao Caminho da Grande Chance”. Significava, então, que o candidato que fazia sucesso em Poções, para alcançar a grande chance no Rio, tinha que fazer as escalas obrigatórias em Vitória da Conquista e Salvador.

Nome e caminho longos. Não me lembro de alguém que tenha conseguido chegar lá. Também, não foi por minha causa - eu sempre dava SIM.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fotos inéditas - 04 (Diretoria da Acascp)

O Clube Social de Poções se chamava Acascp (se lia acasquepe) Associação de Cultura e Assistência Social da cidade de Poções.

A foto mostra uma das diversas composições da Diretoria nos anos setenta.

Da esquerda para a direita - Valter Rocha, Joãozinho Pinheiro, Chico Sangiovanni e Humberto Schettini. A foto foi feita durante uma festa, na sala da Secretaria do Clube.

 
Foto: Arquivo pessoal
 
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 03 (O Bahia de Poções)

A foto abaixo foi enviada pelo advogado Fidélis Rocco Sarno, um dos fundadores do Bahia de Poções. Também publico a carta que me enviou algum tempo atrás. Boas lembranças... bons tempos.


Caro Lulu Sangiovanni,

Sua matéria publicada em 26.03.07, em A TARDE ESPORTE CLUBE, trouxe-me à memória bons tempos vividos.

Você foi muito feliz nas colocações, fazendo-me recordar a disputa forte e séria que existia no futebol amador de Poções.

A título de curiosidade, desejo lembrar-lhe, mesmo porque não esqueço, que o Bahia tinha sede que ficava no Beco dos Alfaiates, em imóvel emprestado pela CASA SARNO, participante ativa dos bons movimentos sociais da comunidade.

E mais, fazer recordar um fato pitoresco ocorrido quando da realização de jogo entre Bahia e Atlético.

Fez-se circular, por toda a cidade, um veículo adaptado como Trio Elétrico, no qual o apaixonado torcedor do Bahia, Alcides Bordado, dedilhava no seu bandolim músicas “provocadoras” aos atleticanos, tais como o hino do Bahia, desde a madrugada.

Pode-se imaginar o que acontecia quando o veículo parava na porta das casas de torcedores atleticanos “doentes”, Carlos de D. Uchinha e Raimundo Paradela.

O resultado do jogo, como era de se esperar, foi 1x0 para o Bahia.

Abraço Fraterno,
Fidélis

 
O time do Bahia de Poções era esse. Vou arriscar alguns nomes como:

De pé: Patel (o primeiro da esquerda), João Batatinha (ao lado do goleiro) e Dr. Crésio Rolim (último da direita).
Agachados: Gaso (o primeiro da esquerda), Mirandinha e Fidinha (os dois últimos)
 
 

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tiro de Guerra de Poções - 3.500.000 visitas no Youtube

Um filme de inspeção final do Tiro de Guerra de Poções atingiu a marca de mais de 3 milhões e 500 mil (*) visitas no Youtube. Significa o mesmo de cada habitante de Poções acessar o vídeo 80 vezes. Como isso é improvável, o certo é dizer que o correspondente a 2% da população brasileira assistiu ou acessou ao vídeo.

Confira no http://www.youtube.com/watch?v=4jmEBPwArA8&feature=related

Parabéns ao Tiro de Guerra 06 - 011 (antigo TG-135) pelo trabalho e por colocar Poções nessa posição invejável.

(*) Atualização em 07/12/2012 - 4.738.000 visualizações
     Atualização em 24/06/2013 - 6.314.160 visualizações


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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 02



Uma foto de 1972, enviada por Regina Rizério.

Sentadas na balaustrada: Isabel Cristina Pithon e Maria Socorro Schettini

Em pé: Antonio Celso Sarno (de tamancos), Ângela Labanca, Rosita Palladino, Rita Rizério, Maria Cândida Gonçalves, Dino Augusto Gusmão Alves Dias (no colo), Tereza Rizério, Lulu Sangiovanni, Ruy Alberto Sarno e Miguel Mário Sola.

Sentados: Gaetana Palladino, Maria Augusta Gusmão Alves Dias (no colo), Fernando Rizério, Bruno Sola e Leonor Magda (Guida).

A foto foi feita defronte a casa de Giovanni Sola, na Av. Olímpio Rolim, em Poções. Registra um momento de férias.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Vou rifar meu coração - O Filme

Ontem eu assisti "Vou rifar meu coração", de Ana Rieper. O filme é imperdível, sensacional e nos remete às histórias de Poções. É um documentário muito bem feito e retrata outro lado da vida que ainda existe nas pequenas cidades.

Vá ver, vale a pena. Assista ao trailer no http://www.vourifarmeucoracao.com/.

Aqui em Salvador, exibição de sexta à domingo, no Cine Vivo. Veja no site a programação de lançamento na sua cidade.




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sábado, 18 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 01

Aos poucos, a publicação de fotos inéditas do meu arquivo ou recebidas de amigos. A foto abaixo foi enviada por Camila Guimarães Alves.

Da esquerda para a direita: Chico Sangiovanni (meu pai), Monsenhor Honorato Nascimento e o historiador Félix Martiniano de Magalhães.


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Elpídio - uma história dos anos 60

O casal viajava com uma criança e, perto de Poções, ocorreu o acidente. O marido foi levado para a cidade de Vitória da Conquista devido a necessidade de cuidados médicos. A esposa faleceu e o sepultamento foi feito em Poções. A pequena criança nada sofreu e ficou na nossa casa. Devia ser o ano de 1965.

Durante aproximados cinco dias, recebeu os cuidados de minha mãe, da minha irmã Elisa e dos vizinhos da rua. Ficamos triste pelo fato, mas alegres pela presença daquela criança de poucos meses de nascida em nosso meio. A gente se debruçava na cama e ficava esperando pelo choro de fome. Mamadeira pronta, logo ele se calava e voltava a dormir.

Se chamava Elpídio, nascido em Andaraí, na porta da Chapada Diamantina. Os seus parentes vieram buscar e nunca mais tivemos notícias. Todas as vezes que ia ao cemitério, quando via o túmulo de Dona Maria de Lourdes, a sua mãe, lembrava-me de Elpídio.
Comentei várias vezes com Elisa e a pergunta sempre era a mesma: - Será como está aquela criança que ficou lá em casa?

Pois bem. No início dos anos 80, eu viajei e passei por Andaraí. Enquanto consertava o pneu do carro, perguntei ao borracheiro se conhecia Elpídio, se tinha notícias de como estava ele. Soube responder que o pai era advogado, se chamava Luiz e havia se mudado para Salvador.

Recentemente, meu filho Ricardo viajou para um final de semana em Andaraí. Eu lhe contei a história e pedi que perguntasse por Elpídio. Ele não fez e entre diversos contos da viagem falou que uma pessoa esteve sempre presente desde a compra da passagem, mesmo ônibus de ida e no mesmo de volta. Para sua surpresa, quando chegou na porta de casa, essa pessoa passava em direção ao prédio vizinho. Falou que era uma pessoa que usava barbas, um senhor nos seus 60 anos. Registrei a informação.

Outro dia, desci e fui aqui no mercadinho de Antônio, vizinho do meu prédio. Sempre encontro alguém do interior e nesse dia encontrei Pedro, o vascaíno, que é de Ibotirama. Chegou um senhor de barba e Pedro gritou logo – esse daí é de Andaraí. Era Gerson, a pessoa que estava na viagem do meu filho. Liguei os fatos e perguntei logo se ele conhecia Elpídio. Ele coçou a barba e fui municiando com outros dados e ele se lembrou.
 - Ah, ele é filho de Luiz Gomes Fonseca, sua história está certa, eu me lembro desse fato. Elpídio, hoje, mora em São Paulo e é um grande magistrado, homem inteligente. Se chama Elpídio Dantas Fonseca.

Que essa história chegue a Elpídio e ele saiba o quanto a rápida convivencia nos marcou (o Google mostra que Elpídio Mário Dantas Fonseca é um tradutor de grandes obras literárias  - será a mesma pessoa?). 




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sábado, 4 de agosto de 2012

Benevaldo Rocha - Falecimento

Recebo a informação do falecimento do amigo e vizinho Benevaldo Rocha, ocorrido hoje em Poções. Era irmão de Fábio Rocha, Clotildes Schettini (Tide) e casado com a Bacharela em Direito Laurentina Aguiar. Residia na Rua da Itália.

Os meus sentimentos à familia.

Relevante comentário recebido
Benevaldo, velho companheiro das primeiras e últimas horas, disputando cerveja na " porrinha" , no bar de João Liguori, exímio dançarino, "quebrando o gelo" nas festas e matinées dançantes no Clube Social União das Classes, sendo o primeiro a tirar uma dama para dançar, sendo que na maioria das vezes era Madalena Curvelo, também a preferida de Ruy Espinheira.

Benevaldo, presença constante e obrigatória nas barracas da Festa do Divino.
Benevaldo, pacífico e  prestativo, ia comigo entrevistar e fotografar figuras características de Poções, como Carolina e sua neta.
Benevaldo sempre contente em nos rever, perguntando por todos, sendo que "todos" era praticamente a maioria dos colegas da época, que se foram pelos caminhos da Rio- Bahia, uns para o Rio de Janeiro outros para Salvador, alguns para a eternidade.
Mas a raiz ficava, e Benevaldo sabia disso e estava ali, envelhecendo aos poucos, regando pacientemente a fonte de todos nós.
Salve, grande  Benevaldo !
Eduardo Sarno

(foto cedida por Eduardo Sarno)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tsukahara Mortal Carpado

Sábado passado, quando a atleta Sarah Menezes ganhou a medalha, me lembrei do amigo piauíense Eugênio Pacelli e liguei para parabenizá-lo pelo feito da conterrânea. Ele não estava na EPIBA (como eu chamo a casa dele do Itaigara, a Embaixada do Piauí na Bahia). Respondeu com um torpedo que estava em Teresina e muito emocionado. Perdi a cerveja da comemoração.

Fiz a minha parte, comemorei a medalha de Sarah e o primeiro lugar do Brasil nas Olimpíadas. Até fotografei o quadro de medalhas na tela da TV e pensei  - essa [olimpíada] de Londres vai ser mangaba – ganharemos muitas outras medalhas.
Nos dias seguintes, bateu um vento de azar, parecido com aqueles que batem todas as vezes que tem disputa internacional. O Brasil bate na trave, mas não entra. Teve quem, no treino,  bateu no chão e ficou de fora, chorando como nas vezes anteriores, pedindo desculpas aos brasileiros pela decepção. Enquanto isso, a mesatenista polonesa Natalia Partyka, de um braço só, dava um show no ping-pong e não eram os jogos paraolímpicos ainda. O sul-coreano Dong Hyun, com 10% da visão, bateu recorde no arco e flecha e ganhou o bronze. Na prova de remo, o atleta brasileiro chegou, a pulso, em sexto. O Azerbaijão ficou em terceiro lugar.

No levantamento de pesos, vi mulheres de várias partes do mundo levantando 135 quilos. Me lembrei de Julão Carregador, que era capaz de carregar na cabeça dois sacos de café de 60 quilos cada, enchendo caminhões nos armazéns de Poções. O sonho olímpico não existia na cabeça de Julão, só os sacos. Também, não havia televisão para ele aprimorar a capacidade física.
Fiquei aqui matutando sobre a dinheirama que se gasta para a formação de um atleta ou de uma equipe. Vejo uma turma de velhos insistindo em ganhar.  A nossa piauiense, quase sem patrocínio, luta e ganha uma medalha. Alguma coisa está errada – será que o Banco do Brasil do Azerbaijão é mais forte que o Banco do Brasil do Brasil?

A comentarista da televisão não vai poder ficar analisando a postura dos nossos atletas da ginástica. Vamos mesmo tomar um Tsukahara Mortal Carpado e voltar para casa repensando 2016 – que vai ser em casa.
E eu? vou esperar meu amigo Eugênio voltar para comemorar o ouro de Sarah.


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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Câmara Solar faz cursos de fotografia

As fotógrafas Fernanda Sanjuan e Tássia Novaes iniciam cursos de fotografia no próximo dia 27. Matrículas abertas. Já fiz a minha no curso Básico.

Quem quiser me acompanhar, se habilite.


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