quarta-feira, 4 de maio de 2011
Dois grandes goleiros
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Museu de Poções na Festa do Divino
MUSEU DE POÇÕES – 4ª EDIÇÃO-2011
(publicado no blog do Iecem)
Em 2011 o acervo contará com objetos variados e acrescentaremos os seguintes eixos temáticos:
5ª série/6º ano : Mitos,lendas,Esportes,Cinema, Clubes, Cultura sob a orientação das professoras: Suzy,Riane e Eliene;
6ª série/7º ano: Família, objetos das famílias, sob orientação das professoras Flávia e Zeny;
7ª série/8º ano: Cantinho nordestino, sob a orientação de Mércia, Roberta, Selma e Sandro;
8ª série/9º ano : Pontes, praças, bairros,escolas, orientados por Camila,Manuela e Mezac;
1º ano do E. Médio : Feira,Comércio,Alfaiates,barbeiros,retratistas, sapateiros,etc, sob a
orientação de Rogério e Cleide Jane;
2º ano : Festas tradicionais: Divino, São João,Reisado, Carnaval,etc, sob a orientação de Daniela, Michelle e Neyara;
3º ano : Periferia da cidade, sob orientação de Chico, Cristina e Tatiana.
QUE DIA ? De 08 a 12 de junho durante os festejos do Divino
LOCAL ? Salão Paroquial Padre Valmir Neves ao lado da Igrejinha
HORÁRIO? DAS 14 às 22 hs.
ORGANIZAÇÃO: EQUIPE IECEM
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cine Tela em Transe
Atendendo o convite do meu amigo Fábio Agra, publicarei histórias sobre os cinemas de Poções no blog do Cine Tela em Transe. O projeto dessa turma jovem e ligada na cultura da nossa cidade, visa manter o costume das pessoas irem ao cinema.
É um excelente projeto e deve ter o apoio de todos nós. Lembro que as histórias serão publicadas exclusivamente no blog abaixo.
Endereço do blog: www.cinetelaemtranse.blogspot.com
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domingo, 3 de abril de 2011
O Comendador Corinto Sarno
Corinto Sarno, nascido em 1899, em Mormanno, na Itália, veio para Poções – Bahia, Brasil, com 28 anos de idade, chamado pelo irmão Vicente e atraído pelas histórias contadas por Tio Chico Sarno (irmão do vovô Fedele - patriarca da família) que viveu na nossa região em 1890.
Retornou à Itália e conheceu aquela que se tornaria a sua esposa, a minha tia Anina, irmã do meu pai Amedeo (Francisco) Sangiovanni. Casou-se depois de um pequeno tempo de namoro e voltou ao Brasil.
Esse fato é marcante. O casamento dos meus tios mudou o destino da nossa família. Minha tia chamou meu pai e ele veio morar no Brasil. Teve a oportunidade de dizer não, mas seguiu
Também mudou a vida dos que ficaram na Itália. Miminna, irmã de Francisco e Annina, aos 100 anos de idade, ainda brada com Cristóvão Colombo por ter descoberto a América e roubado os seus irmãos. Na verdade, foi seu Corinto quem descobriu.
Essa mudança do destino me deixa orgulhoso por nascer e viver
Ele foi daqueles em que se enquadrou no ditado: “atrás de um grande homem, tem sempre uma grande mulher”. Assim, os dois, marido e mulher, se tornaram os grandes personagens da nossa família.
Corinto, ao longo da sua vida, foi um dos maiores empreendedores que Poções já viu. Um extraordinário líder. Ser humano de coração boníssimo. Exemplo que ficou na mente daqueles que conviveram e que desfrutaram dos seus conselhos e das inúmeras qualidades como simplicidade, virtude, seriedade, honestidade e do respeito pelo outro. Gestos que desencadeavam uma reciprocidade natural.
Era comum encontrá-lo às 7 da manhã, já de paletó e gravata, andando pelas ruas da cidade. Havia feito a inspeção das obras do hospital, passado pela Igreja e fiscalizado outras obras de particulares, sempre dando uma opinião segura e econômica. A essa hora, já estava com o paletó dobrado no braço, deixando ver a marca registrada – o seu suspensório.
No fundo da Casa Sarno, havia um escritório todo montado onde recebia as pessoas para tratar de assuntos comerciais, pessoais, etc.
Era de pouca conversa e eu ficava admirando a paciência na sua rotina de anotar todos os detalhes nos livros comerciais. Na verdade, muita gente não confiava no banco e guardava o dinheiro no cofre de seu Corinto. Ele não emprestava dinheiro, se alguém precisava de alguma quantia, tratava como se fosse um adiantamento e administrava como uma conta corrente.
Na sua casa, havia uma cadeira de balanço e eu era um dos poucos autorizados a sentar nela. Tinha o direito de mexer na sintonia para ouvir a rádio Mundial, de Alziro Zarur, e depois voltar para os 1220 khz da rádio Globo, no ponto para ele ouvir, antes das sete, o “Repórter Esso” e na seqüência “A Voz do Brasil". De palito na boca, alternava entre um cochilo e a notícia até as oito da noite, quando era chegada a hora da “passeggiata” (passeio) com minha tia.
O trabalho de Corinto era
Certo dia, em 1965, vi uma multidão subindo a rua da Itália e à frente estava o meu tio, parentes, o padre e as autoridades seguidas pelo povo. Era próximo do meio dia. Sai em disparada para ver o que acontecia. Soube que ele recebera da Santa Sé o título de Comendador. Acredito que tenha sido um dos maiores títulos de reconhecimento que alguém já recebeu em Poções.
Pedro Sarno, o filho mais velho, relata no seu livro “Foi tudo tão de repente...” o comentário feito pelo meu tio sobre a comenda: “Para mim não precisava, o que posso fazer cumpro como um dever”.
Assim foi feito. Fez a igreja, recuperou o hospital, trouxe desenvolvimento para a cidade, deixou marcas, virou Comendador. Em um dos bairros da cidade, meio escondida, tem a rua Corinto Sarno, certamente como ele gostaria que fosse, sem muita aparência, sem muita propaganda.
Ele e tia Anina deixaram para nós as pérolas, seus filhos: Tereza, Pedro, Aurora, Ada, Noêmia, Zé Fidélis e Eduardo, todos de coração poçõense.
Texto publicado em italiano no site: http://www.faronotizie.it/pdf/2009/2009_11/Il%20commendatore.pdf
sábado, 2 de abril de 2011
O Purgatório
Está no ar O Purgatório ilpurgatorio.wordpress.com, um blog de colunas curtas diárias. Sete convidados escreverão, um a cada dia da semana, textos de temática livre e estilo livre.
A equipe de escribas, todos jornalistas, é formada por:
- Ricardo Viel, às segundas-feiras. Segue de perto a música, a prosa e a poesia latinoamericanas. Escreve contos. Escreve também sobre Esportes e faz traduções de Espanhol. Dono de um senso de humor que não cessa e de um chute potente com a perna canhota. Mora em São Paulo, está atualmente no R7 e já passou pela redação da Folha de S.Paulo.
- Pablo Solano, às terças. Conhecedor da política nacional, busca entender a História para interpretar o presente; política latinoamericana também é com ele. Atento às injustiças nas relações de trabalho no país, tema frequente de suas reportagens. Mora em São Paulo mas é orgulhosamente de Santos, trabalha na S2 e também já passou pela redação da Folha.
- Vítor Carmezim, às quartas. Escritor de poesia e de contos. Dono de uma sensibilidade e de uma risada imensas, é capaz de enxergar humanidade onde a humanidade escasseia. Atualmente é assessor de comunicação do TRE em Queimadas, na Bahia. Já passou pela redação de A Tarde.
- Camilla Costa, às quintas. A cabeça de Camilla é um arquivo vastíssimo de informações detalhadas sobre tudo. Arquivo que ela vasculha e domina com seu coração, uma jóia. Trabalha na BBC Brasil e faz também matérias de destaque para grandes revistas. Já passou pelas redações de Folha, A Tarde e Veja. Orgulho-mor de Feira de Santana (Bahia).
- Tatiana Mendonça, às sextas. Jornalista de verdade, devora literatura de todo tipo com voraz delicadeza. A existência de Clarice Lispector a sensibiliza como a poucos. Filtra e fotossintetiza o mundo que vê e por fim nos entrega as excelentes reportagens que escreve para a revista Muito, de A Tarde.
- Vítor Rocha, aos sábados. Repórter dos bons. Homem que não precisa parar para refletir, porque reflete enquanto age. Atualmente vive em Madri, onde trabalha no diário Marca. Antes, cobria política no jornal A Tarde, onde produzia reportagens de destaque nacional. Cobriu as duas últimas Copas in loco e dirigiu documentário sobre política na Bolívia, em 2007.
- Ricardo Sangiovanni, aos domingos. Atualmente conclui mestrado em Literatura e Artes na Inglaterra, Itália e Portugal. Anota contos e cultiva modesto interesse por filosofia. Já passou pelas redações da Folha e de A Tarde. Dirigiu junto com Rocha o documentário na Bolívia.
quarta-feira, 30 de março de 2011
O Palladino do Sudoeste
Reencontrei em Itabuna, semana passada, o meu amigo Lindolfo José de Brito Palladino - Zé Palladino.
Deixou Poções depois de algumas decepções na política. Mas, também deixou obras quando foi vice-prefeito, entre elas, o Terminal Rodoviário. A placa de inauguração está afixada logo na entrada. Foi para Itabuna e recomeçou a vida trabalhando com os seus tratores.
Antes, pintou frases nos muros da nossa cidade para externar as suas idéias e sentimentos: “Acredito no futuro da minha terra” e “Amanhã, mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam ver o dia raiar”, parafraseando o artista Guilherme Arantes.
Apesar de não ser vidente, encerrou a sua carreira política com as frases acima. Isso é coisa do passado, assunto encerrado, como ele disse. “Tenho que agradecer o que consegui com o fruto do meu trabalho. A casa caiu no meu ombro quando meu pai morreu”.
Nos encontramos uma vez em Itabuna. Jantamos em um restaurante de rodízio de Sushi com várias cervejas, pois as histórias eram longas e muitas. Vestido com uma camisa do Vasco ainda ensaiou algumas gozações mas não foi longe.
Relembramos uma Poções belíssima. A medida que contávamos as histórias, os personagens iam saindo. Lembrou de Duza Bombeiro e a história de tirar um torrado (tirar o torrado era uma brincadeira que se fazia com as crianças do sexo masculino). Duza, enquanto abastecia um carro, não percebeu que a criança era uma menina e foi tirar o torrado. Rolou o maior pau porque o pai da mesma entendeu que Duza era um pedófilo.
Falamos de Chico Pescocin, um mecânico reapertador de carros. Era famoso e todos tinham a preferência por ele – vivia entre os postos de Miguel Labanca e o de Vicente Palladino/Pasquale Palladino. Lembramos de Licinho (Wilson Fernandes Moreira) e me perguntou se eu sabia o que ele fazia nos finais de ano: “Se vestia de Papai Noel e ia entregar presentes lá em casa e em outras casas também”. As histórias, naquele dia, só terminaram quando nos despedimos na Sorveteria Danúbio Azul, ali na Cinquentenário, depois de tomarmos umas bolas de sorvetes.
Dia seguinte, o café foi servido na sua casa, mas depois de vermos uma obra de terraplenagem. Reuniu na sua casa alguns amigos empresários do nosso ramo. Tive o prazer de conhecer Alice e Ana, suas filhas, duas pequenas princesas. Orgulhoso, ele disse que os olhos de Ana eram azuis, fruto da mesma genética de Seu Lindolfo, o avô materno.
Depois do almoço chegou Pipinho, seu filho mais velho, com uma caixa de isopor cheia de fotografias de Poções. Fomos vendo uma por uma e relembrando as histórias. Os olhos de Zé brilharam quando viu uma foto ao lado do pai Giuseppe Palladino na camionete de Arnóbio da Cachaça, estacionada no Posto de Miguel Labanca. O pai vestia um impecável blazer e bigode aparado.
Eu tinha hora marcada para voltar e não pude reviver as histórias que cada foto mostrava.
Foi muito boa essa convivência rápida. Serviu para lembrar que os amigos são aqueles que nós carregamos na lembrança e que precisamos de uma pequena presença para perpetuarmos o nosso passado. Eles esperam por nós.
Obrigado a Zé, Pipinho e as doces princesas Alice e Ana pelas presenças. .
terça-feira, 22 de março de 2011
Em Poções, 19 horas...
Tem tardes de domingo que a praça toma ares de cidade fantasma. Eu costumo dizer que todos fugiram porque explodiram uma bomba atômica. Isso é sinal de cidade pacata, pensam os outros. Fidélis do Arroz, mais radical, já dizia: Cidade que tem alto-falantes e quebra-molas não serve mais para morar. Também, não é assim – se acostuma.
No mais, ainda quando existia o bar de Alex, dava para tomar uma e trocar meia hora de prosa com Paulin de Doca. No carnaval, Paulin disse que já havia jogado no bicho e apostado nas duas vacas (00 99), que é o número da placa do meu carro e garante que, quando ganhar, vai me dar uma vaca, pelo menos. Agora, ele faz dupla com Juzinho Nápoli. Conhecem e contam muitas das histórias da Rua da Itália, confirmadas por Ito Pezão.O "zumbido" dos motores das motocicletas é constante e parece que circulam dentro de casa (por mais que não queiramos, o silêncio de Conquista é mais paradisíaco para dormir que em Poções. Lá não tem muriçoca e nem motocicletas circulando o tempo todo).
No vazio do passado, o rádio trazia muito mais sensação e companhia. Sentado na varanda, eu observava o mesmo movimento e os cavalos eram as motocicletas. Mesmo à noite, tinha vezes que passava um bêbado montado e parecia que ia despencar da sela. O cavalo sabia o caminho de casa.
Ouvia as paradas de sucessos, comum em qualquer estação de rádio. As músicas eram outras que não cabem nos potentes sons dos carros de hoje. “Férias na Índia” e “A Namorada Que Sonhei”, de Nilton César, eram as mais tocadas, preferidas e pedidas por cartas. Na radiola de Paulin de Doca, a gente quase furava o disco, como se dizia quando tocava uma música sem parar. A radiolinha acolchoada, com a tampa em duas partes, mista de pilha e luz, vendida na Insinuante, era o sucesso. E o sucesso? todos nós sabíamos a letra:
“Receba as flores que te dou. Em cada flor um beijo meu, são flores lindas que te dou, rosas vermelhas com amor, amor que por você nasceu...”
Naquele tempo, vendo o sobe e desce das pessoas, sintonizava meu radinho Semp, portátil, e ouvia a Ave Maria, as paradas e as resenhas esportivas. Rolava o dial da direita para esquerda com o ponteiro guiado por um cordão, até a hora em que as estações anunciavam A Voz do Brasil ao som de “O Guarani”, de Carlos Gomes:
“Em Brasília, dezenove horas...”
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terça-feira, 15 de março de 2011
O Sílvio Santos de Poções (Altamirando Alves)
Dessa vez, fiquei o Carnaval inteiro refugiado em Morrinhos, reabastecendo as baterias com a bonita vista da barragem que se tem no alto da varanda da Fazenda Madeira.
Passou por lá um cidadão que tem mais nome de mulher que de homem – Altamirando, que é conhecido como Valter Gabriela, ou simplesmente Gabriela ou Jeans Gabriela. O freguês é quem escolhe e tem até quem o chame de Seu Gabriela. Eu tenho certeza que após tanta história, poderia ser chamado de "Sílvio Santos poçõense". As conversas foram longas e cada vez que eu abria a boca para contar uma história, ele contava duas e dizia: “Anote essa daí para seu blog”.
Gabriela é uma referência no comércio de Poções. Foi ganhar a vida em São Paulo e após juntar as economias, gastou tudo com a morte da mãe. Retomou o trabalho e correu atrás de novas possibilidades de levantar o seu comércio.Me contou que uma vez chegou para o seu ex-patrão e disse que queria trocar um fusca por centenas de calças jeans. Trouxe tudo e veio vender na nossa cidade. Com pouco tempo, estava lá para comprar outro lote maior ainda, dessa vez com crédito.
Passeou por diversos pontos comerciais até receber o convite de Valtesson, o Gordo da Farmácia, para se associarem e comprarem o prédio onde hoje funciona a sua loja. Sem um real no bolso, confiando no amigo, partiram para Vitória da Conquista para tratarem do assunto. Convenceu a vendedora que deveria pagar o valor integral somente alguns meses depois do acerto, sem necessidade de parcelamento. O amigo disse: "Toma logo a minha parte e o resto é com você". Trabalhou duro e antes do prazo já havia liquidado a compra.
É certo que ele não trabalhou tanto assim sozinho. Dona Rosangela sempre foi o seu braço direito e carregou o negócio junto com ele, transformando na beleza de loja que é a Jeans Gabriela, na praça principal de Poções.É um admirador de caminhadas e me convidou para andar na minha próxima ida a Poções. Eu já aceitei - não para perder a barriga, mas para ouvir as suas histórias.
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Nota de desfalecimento
Mas, para descontrair e contar um pouco de história, retornei hoje à normalidade depois do carnaval e de algumas viagens de trabalho. Almocei com os colegas Edson Cabeça, Domingos Schettini e Gleiko Brito, que são do interior e conhecem bem essas passagens características.
Comentei sobre as mudanças na comunicação de antes e hoje. É que algumas pessoas foram à nossa casa na parte da tarde quando o sepultamento da minha mãe já havia ocorrido no período da manhã, sem contar que muitos não souberam do fato, mesmo estando em Poções.
Falei de quantas vezes fui tocar o sino para anunciar a ocorrência de falecimentos. Trabalhava de coroinha na Igreja e essa era uma das minhas tarefas quando o sacristão não podia fazer – aprendi a seqüência do toque com Tonhe Gordo. Em seguida, o serviço de alto-falantes, na voz de Vicente Ventura, anunciava a ocorrência e o horário do enterro, ao som da Ave-Maria. Toque de sino e alto-falante combinavam. Vicente dizia:
"Nota de falecimento. A família de fulano comunica o falecimento de beltrano, ao tempo em que convida para o seu sepultamento às tantas horas, saindo o féretro da sua residência para o cemitério da cidade. A família enlutada agradece por este ato de fé e piedade cristã".
Mas, Domingos, que morou em Coaraci, atento a minha história, contou um fato interessante para confirmar a velocidade da informação no passado:
Houve um acidente entre Coaraci/Itabuna e uma professora famosa ficou muito machucada e foi transportada para o hospital. Alguém deu a notícia que a mesma havia falecido. Na mesma hora, o serviço de alto-falantes da cidade de Coaraci comunicou o fato.
A cidade inteira em desespero e chega a notícia desmentindo. Exigiram que o mesmo locutor fosse desfazer a notícia. Ele começou a nota dizendo:
"Nota de desfalecimento
A família da professora comunica o seu desfalecimento e...."
Domingos não completou a história porque todos não se aguentaram na risada.
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quarta-feira, 9 de março de 2011
Bahia! Alegria, já é Carnaval
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Série: Poçõenses de Sucesso
Aguardo sugestões e relatos de pessoas que se enquadrem no perfil acima.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Anna Maria - Falecimento
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Apresentação da Banda Traços de União - Convite
Dependendo da quantidade de poçoenses presentes ao evento, ele dará início ao projeto DIVINO ENCONTRO, que visa reunir a galera de Poções que mora em Salvador.
Musíca de qualidade e dos bons tempos. (Veja crônica sobre a banda nesse Blog).
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Por dentro das placas
Naquela época, as placas dos veículos eram com duas letras e quatro números. Isso durou até 1990. Por exemplo: Poções tinha a combinação das placas com as iniciais VS. Iguai VJ, Nova Canaã VP, Conquista tinha duas combinações VX e VZ. VI era Ibicuí e Planalto era VQ. Com estas placas, todo entendido de carro sabia o ano de fabricação pelas iniciais. Nos lugares que havia um par de letras somente, a cronologia era pela ordem crescente dos números da placa.

A estrada para Morrinhos não era asfaltada e passava por lá a Rural de Vicente Orrico com a placa VS0006. Eu aprendi a dirigir no fuscão da minha prima Aurora, que era AB6222. Já Michele, penou para aprender a dirigir no fusca AC7743. Depois que aprendeu, comprou a Brasília AH3763 e trocou pelo fusca AT9203. Pepone veio a aprender mais tarde, tinha um Corcel II azul AN8182 e, mais tarde, uma Elba AU8741, sem esquecer da Marajó AW7743, que meu pai com o sotaque italiano pronunciava "Marujon". Me faltou memória para lembrar a placa do Corcel branco - lembrei agora: AS8778.
No quintal da nossa casa, Chico Pithon Sarno guardava o fusca AD6841 e usava nas estradas da fazenda em Boa Nova. Sola, meu primo, comprou o fusca branco que foi de Gervásio Moura, emplacou em Salvador, e recebeu a nova placa AG0048. Quem comprou um gol daqueles BX, primeira geração, foi meu cunhado Gerson Lima, trocou o fusca AI4941 que era da professora Madalena. O gol foi emplacado como AZ1008.
Comecei minha vida de viajante no fuscão amarelo Fafá de Belém que tinha a placa AK2972. Esse daí, tinha dentro dele um rádio transmissor SSB, de longo alcance. Quando passava em Poções, eu montava a antena e ficava falando com os colegas de trabalho: Não dava outra – ficava rodeado de pessoas ouvindo a conversa.
Cansei de tomar emprestado o Chevette de minha prima de placa AL1618. Tomei vergonha e comprei o meu primeiro carro, uma Variant branca, AL9070, que pertenceu a Afonsinho Liguori. Dois carburadores e valente naquela estrada poeirenta para Guanambi. Depois, troquei por uma Brasília verde comprada na mão de Zé Palladino, de placa VX4038. Fiz rolo e fiquei com a Brasília branca TD2334 (TD eram as iniciais de Guanambi), que pertenceu ao meu sogro Valmir. Me lembro do Fiat 147 de placas VZ8211 e do Uno YV8072 (YX8074, com a correção de Ricardo - veja comentário), que fui comprar no Rio de Janeiro na mão de Adilson Santos, em 1985. Tive, ainda, um Prêmio UM5972.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ton de Nino (O Ton de Poções)
Ele sempre me dizia: - Quando você for rapidamente a Poções me chame, pois eu quero ver aquelas pessoas, principalmente a família de Tia Neuza (esposa de Miga).
Ainda não havia o blog quando publiquei o texto abaixo em 2007. Relembra o nosso reencontro. Em sua homenagem, publicarei o texto:
“Estava procurando uma empresa para fazer trabalhos de programação visual. Indicaram Supimpa, na Br-324, saída de Salvador. Tinha que plotar os veículos da empresa e fui ao encontro do cidadão, que é o “fera” dos mega cartazes expostos nas ruas de Salvador.
Chegando ao escritório dele, deparei com um cidadão sentado atrás de uma carteira, cabelos brancos e de olhar fixo. Apresentei-me. Ele, ao ouvir o meu sobrenome, pergunta:- Você é irmão de Migueluccio? de Poções? Eu sou Ton, irmão de Nino. Certamente não se lembra de mim.
Lógico que eu me lembrei dele, de Nino e do tempo em que eles moraram em Poções, bem na Praça do Coreto. Wellington Antônio Vieira Pereira é o Ton, irmão de Clóvis Pereira Júnior, o Nino do Cartório, filhos do Sr. Clóvis Pereira.
Não tinha mais assunto de trabalho a não ser reatar aquela lembrança boa. Passamos a falar de coisas do passado, das pessoas e da saudade. São 25 anos que ele não vai a Poções, mas parece que as coisas estão vivas, com riquezas de detalhes na mente do amigo Ton. Para os mais antigos, mandou notícias de Nino – está morando em Niterói-RJ e bem de saúde. (*)
Como os serviços prestados por ele são de qualidade, já estamos na terceira remessa de plotagens dos veículos e faço questão de visitá-lo quando negociamos. Cada vez que nos falamos, revela lembranças e o grande desejo de retornar a Poções para “matar” a saudade. Indiquei as colunas e leu todas. Me disse: “a gente precisa sentar pra conversar. Você vai ter história pra encher o site”.
Outro dia, empolgado com as histórias que leu, me ligou para dizer que a publicação das colunas deveria ser menos espaçada e me contou um fato interessante que merece registro.
Aconteceu em 1957, antes de falecer o Sr. Clóvis Pereira. A energia elétrica ficou ligada direta por dois dias, devido ao grave estado de saúde que o pai atravessava. Era uma questão de extrema necessidade, pois somente nos casos de saúde, nas noites de festas, sentinelas e outros muito especiais a geração de energia se prolongava após as 22 horas.
Ton, estudante interno no colégio de Jequié, fora chamado às pressas em uma das crises do pai. O amigo Almir Rocha (Miga) foi apanhá-lo em Jequié e, no caminho, após a meia noite, próximo a Poções, sentiu um alívio enorme ao perceber que a cidade estava às escuras. A escuridão era sinal de paz naquela noite que pareceria ser difícil. Tinha a certeza que o pai estava vivo e pode confirmar chegando em casa.
Cinqüenta anos após, ainda é uma lembrança viva e marcou para sempre o cidadão poçõense. O fato chama atenção para os momentos que cada um guarda na memória e quanto é importante para enxergamos o tempo e as rápidas mudanças. Emocionado, ele disse que era um sinal de respeito e prestígio para um homem com relevantes serviços prestados à cidade.
O outro lado bom foi a maneira despretensiosa de reencontrar o simpático contemporâneo que me fez lembrar das épocas das brincadeiras no coreto, do velho Ginásio da praça, da lateral da Igrejinha, da escuridão das ruas e de uma turma mais velha, anterior a minha. Me deu saudades e vontade de rever tantos amigos sumidos.Valeu Ton, que você possa reencontrar mais rápido os seus velhos amigos!
(*) Ton informou que Nino faleceu no final de março de 2008".
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Dose Tripla
Em Conquista, me encontrei com um dos maiores artistas plásticos que Poções produziu para o mundo: - Adilson Santos. Os quadros pintados por ele estão em paredes do mundo inteiro. Depois de muitos anos no Rio de Janeiro, ele voltou para a Bahia e montou o seu ateliê naquela cidade. A sua arte é igual às velhas garrafas de vinho – sempre melhor.
Adilson sempre me fala da saudade que sente dos vizinhos da Lapinha. Por Zoma e João Batatinha, os seus amigos de infância, ele sempre alimentou um carinho especial. Quando eu me encontrava com Zoma, a primeira pergunta era em relação a Adilson. O mesmo acontece com João Batatinha, que também não esquece de perguntar pelo amigo. Nesse sábado, Adilson me perguntou: - Tem notícias de João Batatinha?
Enquanto almoçava com ele no Caminho da Roça, no Alto Maron, entra Dino Gusmão trazendo Irundy Dias e Noélia Gusmão Dias. Não posso deixar de escrever e demonstrar o carinho especial
Se os quadros de Adilson trazem as recordações da infância, o casal me traz as recordações do tempo de pré-adolescência e adolescência. É como se passasse um filme dos tempos do Ginásio, de um passado sem volta.
Se vocês não sabem, a minha primeira viagem para fora da Bahia foi a excursão ao Rio de Janeiro, comandada por Irundy, onde acabamos assistindo ao empate de Botafogo e Grêmio no Maracanã.
À noite, lá em Poções, de repente, surge Chico Schettini com um violão na mão. Ao lado da barragem de Morrinhos, Chico fez uma seresta e trouxe as lembranças dos velhos tempos das noites nos jardins da cidade.
Depois dessa dose tripla, fui ver o significado da palavra acaso: Acaso (do latim a casu, sem causa) é algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.
Será?
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A Mulinha de Ouro
Outros tinham objetivos diferentes e a idéia era passar nas casas para beber. Passavam os ternos do Pavão, da Mulinha de Ouro, do Boi e alguns mais modestos. Independente dos objetivos, mantiveram o folclore e a tradição na nossa cidade por muitos anos, principalmente o terno de Reis que era conduzido por Dr. Alcides dos Reis Pinheiro (coincidência?).
Interessante era ver a figura da mulinha dançando na sala de visitas da nossa casa. Até determinada idade, eu imaginava que ali havia um misto de homem e mula. Da cintura para baixo, o homem ficava dentro do corpo da mula. Havia um estribo pendurado e não compreendia onde ficava a perna da pessoa. Depois, entrava o boi e eles dançavam como se estivessem numa tourada. Os animais muito bem feitos, decorados com um tecido chitão bem vistoso. As roupas dos componentes tinham cores vivas e ainda usavam coroas e cetros. Os instrumentos eram rústicos, mas o som contagiante.
O refrão da música dizia: É de ouro só, a mulinha é de ouro, é de ouro só...
Por vários anos, Chico, meu pai, sempre abriu as portas para receber os ternos de Reis. Deixava pronto um garrafão de licor. O que sobrava, os seguidores levavam. Era tanta gente acompanhando que enchia a sala e a copa.
Em uma bela noite, usaram o banheiro da casa e levaram um barbeador de estimação que havia trazido da Itália. Depois desse fato, ouvia os resmungos dele toda vez que fazia a barba.
Nos anos seguintes, nunca mais o Reis entrou lá em casa. Era cantado na porta da rua, permanecendo a tradição do licor.
Adeus, Mulinha de Ouro!!!
Nota: Hoje, graças ao Sr. Homero, a tradição de cantar Reis em Poções ainda é mantida. Veja apresentação do Terno de Reis filmado pela Rádio Liberdade Fm: http://www.youtube.com/watch?v=v7U9UkQ-4MU&feature=player_embedded
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
De Carona com Lulu
Não é tanto, aproximadamente 44 mil km por ano trabalhado ou 120 km por dia.
Com essa quilometragem, com tanta gente que já viajou ao meu lado e que já ouviu as minhas histórias, comecei a escrever outras crônicas além da nossa querida Poções para transformá-las em um livro. Mas, enquanto se escreve, pensa-se no título. Eu tinha pensado no título em inglês – se chamaria “The Best” porque alguém brincou e disse: - O seu livro será The Best (erol).
Recentemente, durante uma viagem entre Poções e Salvador em companhia da minha irmã Elisa, contei tantas histórias que ela sugeriu um nome para o livro: “De Carona com Lulu”. Achei por bem colocar logo no blog, pois o livro é coisa que tem um longo prazo para ficar pronto. Por enquanto, o livro tem nome e algumas poucas histórias escritas - é o suficiente.
Mas, me lembrei de duas caronas que dei. A primeira, foi em companhia do meu amigo Jônatas Fagundes Ferreira - Jota. Viajei de Poções para Teixeira de Freitas e ele me pediu uma carona para Eunápolis, pois pretendia visitar Beto, filho de Vitinho Fotógrafo.
Quando chegamos em Itabuna, abasteci a camionete C10 em um posto ao lado da Estação Rodoviária. Dei partida e percebi que o motor falhava enquanto transitava por uma área esburacada. Jota resolve mexer com um cidadão que passava próximo à camionete e soltar uma piada pra cima dele. O carro falhou o motor. Tentava dar partida e nada. O cidadão, visivelmente chateado, percebeu a nossa dificuldade e veio em direção a Jota dizendo: Desça seu ... venha falar aqui, desça do carro!!!. Jota ficou vermelho, me olhava, levantava o vidro da porta e dizia: - Bota esse negócio para pegar... vamo tomar tapa.
O motor pegou quando faltava um metro para o cidadão abrir a porta. Nos divertimos muito depois que saímos do perigo.
A outra história de carona foi com meu amigo Lourival Manoel da Silva Filho – Lourinho, desta vez em um fusca modelo Fafá de Belém.
Paramos no Posto Pau de Vela para fazer um lanche, como era de costume nas viagens entre Poções e Salvador. Paguei a conta e fiquei conversando com o dono do Posto, que era cliente da empresa que eu trabalhava. Me deu vontade de tomar um café e pedi ao caixa que cobrasse separado. Tomei o cafezinho e fui para o carro. Sentei, de cabeça baixa anotava o consumo de combustível e falava para Lourinho: - Que cara sacana, outro dia o carro dele furou o radiador e dei socorro a uns 45 km de Salvador. Ele foi capaz de cobrar o cafezinho, que sujeito miserável!
Lourinho balbuciava: Lulu, você se arrombou, o cara tá bem aí do seu lado e deve ter escutado tudo o que você falou. Eu já estava mesmo na pior e esperava que um buraco se abrisse - não tive outro jeito a não ser emendar: - Também pudera! Todo mundo que passa aqui é amigo dele, se der cafezinho para cada um, imagine o tamanho do prejuízo.
O dono do posto comentou: - é isso mesmo, você tem razão!
para o meu alívio.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Demagogia é falar bem!
Do outro lado da história, havia um carpinteiro de mão cheia. Figura simples, modesta e de fácil relacionamento com as pessoas da cidade.
Certa vez, Severino encomendou algumas janelas para a sede do TG. O carpinteiro, seu amigo e admirador, prestou o serviço sem antes orçar. As peças foram assentadas e chegou a hora do acerto:
- E aí, quanto eu te devo? perguntou o Sargento. O carpinteiro, na sua simplicidade, não podia deixar passar a oportunidade de elogiar o amigo e respondeu:
- Ora Sargento, o senhor é um homem demagogo, fala tão bem, pode pagar o quanto quiser!!!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Lala Carvalho e Triat´uan em Iguaí
A cantora Lala Carvalho fez um Show maravilhoso na cidade de Iguaí-Ba, na festa da cavalgada da cidade, no último dia 11, acompanhada pelo Grupo Instrumental Triat'uan, formado por Edu Fagundes (Direção Musical, Arranjos e Guitarra), Luciano Chaves (Flauta), Márcio Dhiniz (Bateria) e Israel (Contrabaixo) . Uma festa bonita com muita gente na praça curtindo e dançando Samba e Samba de Roda. A foto é de Alessandra Nohvais.