"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Anna Maria - Falecimento

Informo o falecimento de Anna Maria Caputo Sangiovanni, minha mãe, ocorrido na última quarta feira, 09, em Poções, de causas naturais, aos 87 anos de vida.
Anna Maria foi um exemplo para todos nós da família e continuaremos com os seus ensinamentos de simplicidade, honestidade e, sobretudo, respeito ao outro.
Em meu nome e de todos da família, agradeço pelas diversas formas de manifestações de pesar recebidas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apresentação da Banda Traços de União - Convite

Recebo convite de Robertinho Fagundes Prudente para uma apresentação da Banda Traços de União, no Clube da Jovem Guarda, no Gamboa Music Bar (antigo Restaurante Agdá, na Boca do Rio), nesta quinta, 10/02, a partir das 20:30 h.

Dependendo da quantidade de poçoenses presentes ao evento, ele dará início ao projeto DIVINO ENCONTRO, que visa reunir a galera de Poções que mora em Salvador.

Musíca de qualidade e dos bons tempos. (Veja crônica sobre a banda nesse Blog).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Por dentro das placas

O velho Chico, meu pai, fazia conta com as placas dos veículos. Multiplicava, somava e dava um resultado ou significado, como se fosse aquele cálculo de Zagalo quando ele quer que o resultado seja o número 13. Um dia, chegou Marivaldo Soares com um Volks TC de placa AC2678. Chico não poupou a matemática e disse 26 x 3 = 78.

Naquela época, as placas dos veículos eram com duas letras e quatro números. Isso durou até 1990. Por exemplo: Poções tinha a combinação das placas com as iniciais VS. Iguai VJ, Nova Canaã VP, Conquista tinha duas combinações VX e VZ. VI era Ibicuí e Planalto era VQ. Com estas placas, todo entendido de carro sabia o ano de fabricação pelas iniciais. Nos lugares que havia um par de letras somente, a cronologia era pela ordem crescente dos números da placa.


A estrada para Morrinhos não era asfaltada e passava por lá a Rural de Vicente Orrico com a placa VS0006. Eu aprendi a dirigir no fuscão da minha prima Aurora, que era AB6222. Já Michele, penou para aprender a dirigir no fusca AC7743. Depois que aprendeu, comprou a Brasília AH3763 e trocou pelo fusca AT9203. Pepone veio a aprender mais tarde, tinha um Corcel II azul AN8182 e, mais tarde, uma Elba AU8741, sem esquecer da Marajó AW7743, que meu pai com o sotaque italiano pronunciava "Marujon". Me faltou memória para lembrar a placa do Corcel branco - lembrei agora: AS8778.

No quintal da nossa casa, Chico Pithon Sarno guardava o fusca AD6841 e usava nas estradas da fazenda em Boa Nova. Sola, meu primo, comprou o fusca branco que foi de Gervásio Moura, emplacou em Salvador, e recebeu a nova placa AG0048. Quem comprou um gol daqueles BX, primeira geração, foi meu cunhado Gerson Lima, trocou o fusca AI4941 que era da professora Madalena. O gol foi emplacado como AZ1008.

Comecei minha vida de viajante no fuscão amarelo Fafá de Belém que tinha a placa AK2972. Esse daí, tinha dentro dele um rádio transmissor SSB, de longo alcance. Quando passava em Poções, eu montava a antena e ficava falando com os colegas de trabalho: Não dava outra – ficava rodeado de pessoas ouvindo a conversa.

Cansei de tomar emprestado o Chevette de minha prima de placa AL1618. Tomei vergonha e comprei o meu primeiro carro, uma Variant branca, AL9070, que pertenceu a Afonsinho Liguori. Dois carburadores e valente naquela estrada poeirenta para Guanambi. Depois, troquei por uma Brasília verde comprada na mão de Zé Palladino, de placa VX4038. Fiz rolo e fiquei com a Brasília branca TD2334 (TD eram as iniciais de Guanambi), que pertenceu ao meu sogro Valmir. Me lembro do Fiat 147 de placas VZ8211 e do Uno YV8072 (YX8074, com a correção de Ricardo - veja comentário), que fui comprar no Rio de Janeiro na mão de Adilson Santos, em 1985. Tive, ainda, um Prêmio UM5972.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ton de Nino (O Ton de Poções)

No texto publicado ontem, eu falei do acaso. Hoje, recebo uma ligação telefônica para tratar de serviços de plotagem de veículos. Mesmo sabendo que não trabalhava mais naquela empresa, perguntei por Wellington Pereira (Ton) e fui surpreendido com a notícia de que faleceu no primeiro semestre de 2010, vitima de alguma complicação cardiológica.

Ele sempre me dizia: - Quando você for rapidamente a Poções me chame, pois eu quero ver aquelas pessoas, principalmente a família de Tia Neuza (esposa de Miga).

Ainda não havia o blog quando publiquei o texto abaixo em 2007. Relembra o nosso reencontro. Em sua homenagem, publicarei o texto:


“Estava procurando uma empresa para fazer trabalhos de programação visual. Indicaram Supimpa, na Br-324, saída de Salvador. Tinha que plotar os veículos da empresa e fui ao encontro do cidadão, que é o “fera” dos mega cartazes expostos nas ruas de Salvador.

Chegando ao escritório dele, deparei com um cidadão sentado atrás de uma carteira, cabelos brancos e de olhar fixo. Apresentei-me. Ele, ao ouvir o meu sobrenome, pergunta:- Você é irmão de Migueluccio? de Poções? Eu sou Ton, irmão de Nino. Certamente não se lembra de mim.

Lógico que eu me lembrei dele, de Nino e do tempo em que eles moraram em Poções, bem na Praça do Coreto. Wellington Antônio Vieira Pereira é o Ton, irmão de Clóvis Pereira Júnior, o Nino do Cartório, filhos do Sr. Clóvis Pereira.

Não tinha mais assunto de trabalho a não ser reatar aquela lembrança boa. Passamos a falar de coisas do passado, das pessoas e da saudade. São 25 anos que ele não vai a Poções, mas parece que as coisas estão vivas, com riquezas de detalhes na mente do amigo Ton. Para os mais antigos, mandou notícias de Nino – está morando em Niterói-RJ e bem de saúde. (*)

Como os serviços prestados por ele são de qualidade, já estamos na terceira remessa de plotagens dos veículos e faço questão de visitá-lo quando negociamos. Cada vez que nos falamos, revela lembranças e o grande desejo de retornar a Poções para “matar” a saudade. Indiquei as colunas e leu todas. Me disse: “a gente precisa sentar pra conversar. Você vai ter história pra encher o site”.

Outro dia, empolgado com as histórias que leu, me ligou para dizer que a publicação das colunas deveria ser menos espaçada e me contou um fato interessante que merece registro.

Aconteceu em 1957, antes de falecer o Sr. Clóvis Pereira. A energia elétrica ficou ligada direta por dois dias, devido ao grave estado de saúde que o pai atravessava. Era uma questão de extrema necessidade, pois somente nos casos de saúde, nas noites de festas, sentinelas e outros muito especiais a geração de energia se prolongava após as 22 horas.

Ton, estudante interno no colégio de Jequié, fora chamado às pressas em uma das crises do pai. O amigo Almir Rocha (Miga) foi apanhá-lo em Jequié e, no caminho, após a meia noite, próximo a Poções, sentiu um alívio enorme ao perceber que a cidade estava às escuras. A escuridão era sinal de paz naquela noite que pareceria ser difícil. Tinha a certeza que o pai estava vivo e pode confirmar chegando em casa.

Cinqüenta anos após, ainda é uma lembrança viva e marcou para sempre o cidadão poçõense. O fato chama atenção para os momentos que cada um guarda na memória e quanto é importante para enxergamos o tempo e as rápidas mudanças. Emocionado, ele disse que era um sinal de respeito e prestígio para um homem com relevantes serviços prestados à cidade.

O outro lado bom foi a maneira despretensiosa de reencontrar o simpático contemporâneo que me fez lembrar das épocas das brincadeiras no coreto, do velho Ginásio da praça, da lateral da Igrejinha, da escuridão das ruas e de uma turma mais velha, anterior a minha. Me deu saudades e vontade de rever tantos amigos sumidos.Valeu Ton, que você possa reencontrar mais rápido os seus velhos amigos!

(*) Ton informou que Nino faleceu no final de março de 2008".

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dose Tripla

No último final de semana estive em Vitória da Conquista, a trabalho, e dei uma esticada a Poções.

Em Conquista, me encontrei com um dos maiores artistas plásticos que Poções produziu para o mundo: - Adilson Santos. Os quadros pintados por ele estão em paredes do mundo inteiro. Depois de muitos anos no Rio de Janeiro, ele voltou para a Bahia e montou o seu ateliê naquela cidade. A sua arte é igual às velhas garrafas de vinho – sempre melhor.

O que mais me impressiona nas suas pinturas são os detalhes que lembram a minha infância. Afinal, poçõenses da minha idade têm os mesmos sentimentos.

Adilson sempre me fala da saudade que sente dos vizinhos da Lapinha. Por Zoma e João Batatinha, os seus amigos de infância, ele sempre alimentou um carinho especial. Quando eu me encontrava com Zoma, a primeira pergunta era em relação a Adilson. O mesmo acontece com João Batatinha, que também não esquece de perguntar pelo amigo. Nesse sábado, Adilson me perguntou: - Tem notícias de João Batatinha?

Enquanto almoçava com ele no Caminho da Roça, no Alto Maron, entra Dino Gusmão trazendo Irundy Dias e Noélia Gusmão Dias. Não posso deixar de escrever e demonstrar o carinho especial que tenho pelo casal. Sentei-me ao lado dele e trocamos alguns minutos de conversa boa, da família, de netos, bisnetos e Afonso Manta, seu irmão.

Se os quadros de Adilson trazem as recordações da infância, o casal me traz as recordações do tempo de pré-adolescência e adolescência. É como se passasse um filme dos tempos do Ginásio, de um passado sem volta.

Se vocês não sabem, a minha primeira viagem para fora da Bahia foi a excursão ao Rio de Janeiro, comandada por Irundy, onde acabamos assistindo ao empate de Botafogo e Grêmio no Maracanã.

À noite, lá em Poções, de repente, surge Chico Schettini com um violão na mão. Ao lado da barragem de Morrinhos, Chico fez uma seresta e trouxe as lembranças dos velhos tempos das noites nos jardins da cidade.
Já comentei esse fato e repeti na noite do sábado: Chico foi o meu grande incentivador indireto para escrever as crônicas sobre Poções. Ele escrevia para o site Terra do Divino e percebi que o meu estilo de escrever era bastante parecido com a forma que escrevia. Inesperadamente, deixou de colaborar com as suas escritas e sempre cobro para que volte a ativa. Está, diariamente, às sete da manhã, no comando de um programa na Radio Liberdade de Poções http://www.liberdadefmpocoes.com.br/ (você escuta ao vivo na internet).

Depois dessa dose tripla, fui ver o significado da palavra acaso: Acaso (do latim a casu, sem causa) é algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.

Será?
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Mulinha de Ouro

O terno de Reis de Dona Fetinha era bastante tradicional no mês de janeiro. Como morava defronte da casa dela, acompanhava todos os passos e ajudava a acender as velas dentro das lanternas. Era um misto de pastorinhas, membros da Cruzadinha Eucarística e algumas figuras mais tradicionais da Congregação Mariana e outras entidades religiosas. Chegavam os músicos e a gente seguia pelas principais ruas, mas não visitávamos todas as casas. Era um terno para cantar cantigas religiosas e rezar junto aos imensos presépios que eram construídos (o da casa de Claudionor Mituca era imbatível),

Outros tinham objetivos diferentes e a idéia era passar nas casas para beber. Passavam os ternos do Pavão, da Mulinha de Ouro, do Boi e alguns mais modestos. Independente dos objetivos, mantiveram o folclore e a tradição na nossa cidade por muitos anos, principalmente o terno de Reis que era conduzido por Dr. Alcides dos Reis Pinheiro (coincidência?).

Interessante era ver a figura da mulinha dançando na sala de visitas da nossa casa. Até determinada idade, eu imaginava que ali havia um misto de homem e mula. Da cintura para baixo, o homem ficava dentro do corpo da mula. Havia um estribo pendurado e não compreendia onde ficava a perna da pessoa. Depois, entrava o boi e eles dançavam como se estivessem numa tourada. Os animais muito bem feitos, decorados com um tecido chitão bem vistoso. As roupas dos componentes tinham cores vivas e ainda usavam coroas e cetros. Os instrumentos eram rústicos, mas o som contagiante.

O refrão da música dizia: É de ouro só, a mulinha é de ouro, é de ouro só...

Por vários anos, Chico, meu pai, sempre abriu as portas para receber os ternos de Reis. Deixava pronto um garrafão de licor. O que sobrava, os seguidores levavam. Era tanta gente acompanhando que enchia a sala e a copa.

Em uma bela noite, usaram o banheiro da casa e levaram um barbeador de estimação que havia trazido da Itália. Depois desse fato, ouvia os resmungos dele toda vez que fazia a barba.

Nos anos seguintes, nunca mais o Reis entrou lá em casa. Era cantado na porta da rua, permanecendo a tradição do licor.

Adeus, Mulinha de Ouro!!!

Nota: Hoje, graças ao Sr. Homero, a tradição de cantar Reis em Poções ainda é mantida. Veja apresentação do Terno de Reis filmado pela Rádio Liberdade Fm: http://www.youtube.com/watch?v=v7U9UkQ-4MU&feature=player_embedded

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

De Carona com Lulu

Estava atualizando a conta de quanto já andei de carro, ônibus e avião. O resultado estimado é de 1.350.000 km. Significa dizer que é o correspondente a quase duas viagens à Lua ou 1.520 viagens entre Poções a Salvador, ida e volta, ou o mesmo que 34 voltas em redor da Terra.

Não é tanto, aproximadamente 44 mil km por ano trabalhado ou 120 km por dia.

Com essa quilometragem, com tanta gente que já viajou ao meu lado e que já ouviu as minhas histórias, comecei a escrever outras crônicas além da nossa querida Poções para transformá-las em um livro. Mas, enquanto se escreve, pensa-se no título. Eu tinha pensado no título em inglês – se chamaria “The Best” porque alguém brincou e disse: - O seu livro será The Best (erol).

Recentemente, durante uma viagem entre Poções e Salvador em companhia da minha irmã Elisa, contei tantas histórias que ela sugeriu um nome para o livro: “De Carona com Lulu”. Achei por bem colocar logo no blog, pois o livro é coisa que tem um longo prazo para ficar pronto. Por enquanto, o livro tem nome e algumas poucas histórias escritas - é o suficiente.

Mas, me lembrei de duas caronas que dei. A primeira, foi em companhia do meu amigo Jônatas Fagundes Ferreira - Jota. Viajei de Poções para Teixeira de Freitas e ele me pediu uma carona para Eunápolis, pois pretendia visitar Beto, filho de Vitinho Fotógrafo.

Quando chegamos em Itabuna, abasteci a camionete C10 em um posto ao lado da Estação Rodoviária. Dei partida e percebi que o motor falhava enquanto transitava por uma área esburacada. Jota resolve mexer com um cidadão que passava próximo à camionete e soltar uma piada pra cima dele. O carro falhou o motor. Tentava dar partida e nada. O cidadão, visivelmente chateado, percebeu a nossa dificuldade e veio em direção a Jota dizendo: Desça seu ... venha falar aqui, desça do carro!!!. Jota ficou vermelho, me olhava, levantava o vidro da porta e dizia: - Bota esse negócio para pegar... vamo tomar tapa.

O motor pegou quando faltava um metro para o cidadão abrir a porta. Nos divertimos muito depois que saímos do perigo.

A outra história de carona foi com meu amigo Lourival Manoel da Silva Filho – Lourinho, desta vez em um fusca modelo Fafá de Belém.

Paramos no Posto Pau de Vela para fazer um lanche, como era de costume nas viagens entre Poções e Salvador. Paguei a conta e fiquei conversando com o dono do Posto, que era cliente da empresa que eu trabalhava. Me deu vontade de tomar um café e pedi ao caixa que cobrasse separado. Tomei o cafezinho e fui para o carro. Sentei, de cabeça baixa anotava o consumo de combustível e falava para Lourinho: - Que cara sacana, outro dia o carro dele furou o radiador e dei socorro a uns 45 km de Salvador. Ele foi capaz de cobrar o cafezinho, que sujeito miserável!

Lourinho balbuciava: Lulu, você se arrombou, o cara tá bem aí do seu lado e deve ter escutado tudo o que você falou. Eu já estava mesmo na pior e esperava que um buraco se abrisse - não tive outro jeito a não ser emendar: - Também pudera! Todo mundo que passa aqui é amigo dele, se der cafezinho para cada um, imagine o tamanho do prejuízo.

O dono do posto comentou: - é isso mesmo, você tem razão!
para o meu alívio.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Demagogia é falar bem!

Em Poções, viveu o Sargento Severino Bispo dos Santos. Foi instrutor do Tiro de Guerra 135 durante anos e tinha uma grande eloqüência. Além de comandar o TG, ensinava Francês, Inglês e Educação Física no Ginásio de Poções. Então, falar bem em público era uma das suas especialidades.

Do outro lado da história, havia um carpinteiro de mão cheia. Figura simples, modesta e de fácil relacionamento com as pessoas da cidade.

Certa vez, Severino encomendou algumas janelas para a sede do TG. O carpinteiro, seu amigo e admirador, prestou o serviço sem antes orçar. As peças foram assentadas e chegou a hora do acerto:

- E aí, quanto eu te devo? perguntou o Sargento. O carpinteiro, na sua simplicidade, não podia deixar passar a oportunidade de elogiar o amigo e respondeu:

- Ora Sargento, o senhor é um homem demagogo, fala tão bem, pode pagar o quanto quiser!!!



domingo, 26 de dezembro de 2010

Lala Carvalho e Triat´uan em Iguaí

A cantora Lala Carvalho fez um Show maravilhoso na cidade de Iguaí-Ba, na festa da cavalgada da cidade, no último dia 11, acompanhada pelo Grupo Instrumental Triat'uan, formado por Edu Fagundes (Direção Musical, Arranjos e Guitarra), Luciano Chaves (Flauta), Márcio Dhiniz (Bateria) e Israel (Contrabaixo) . Uma festa bonita com muita gente na praça curtindo e dançando Samba e Samba de Roda. A foto é de Alessandra Nohvais.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal


Uma das mensagens mais interessantes de Natal eu recebi dos meus cunhados Ricardo e Juliana. Ele é um daqueles cunhados carrapatos que comemoram até jogo de palito. Ela é de uma simplicidade incomum e de bem com a vida. Neste ano, realizaram o desejo de morar no mesmo prédio que moramos. A mensagem mostra o carinho que eles têm com a gente e, também, de forma recíproca. Portanto, escolho essa mensagem de final de ano para o meu Blog.

Um grande abraço e Feliz Natal a todos!!!

"Mais um ciclo chega ao seu final deixando como aprendizado que os anos não se repetem, uma vez que cada um tem a sua peculiaridade, o seu formato, cabendo a nós decidir o tom que ele vai ganhar e como ficará marcado nas nossas vidas.

Alegrias e tristezas não foram feitas para serem vividas na solidão e por isso é tão importante a participação de cada um de vocês no nosso convívio, no nosso processo de crescimento espiritual, na consolidação e concretização de nossos sonhos, projetos, como companheiros dessa jornada fascinante que é a VIDA.

E família tem esse sentido: o de sairmos dos nossos casulos em busca da casa, do colo, do aconchego do outro. Amar é mudar de casa, como sugere o poeta, é exercício de descobrir dentro de você uma disponibilidade enorme de amar o outro com todas as suas limitações e fragilidades.

Assim, nada é mais gratificante do que ao término de cada ano celebrar e principalmente agradecer todos os acontecimentos com o coração vibrando de positividade, esperanças e confiança naquele que é o motivo de toda essa comemoração.

Então, que neste Natal a riqueza não seja material, mas seja de significados, na alegria de termos as pessoas que amamos ao nosso lado e podermos oferecer a elas não o que gente tem, mas o que a gente é.
Caminhos de luz no ano que virá.

Com Amor,

Juliana e Ricardo."


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cascalho - Um filme de Tuna Espinheira


"Tuna Espinheira, baiano de Poções, tem atuação de mais de 30 anos no cinema baiano, como documentarista, tendo realizado curtas-metragens, como “Major Cosme de Farias: O Último Deus da Mitologia Baiana”, “Dr. Sobral Pinto”, “Samba Não Se Aprende na Escola”, “Comunidade do Maciel”, “O Fazendeiro do Ar”, “A Ilha da Resistência”, entre outros. Também, “O Cisne Também Morre”, média-metragem de ficção.
Atuou como ator em “Um Sonho de Vampiros”, de Iberê Cavalcanti, 1969, e aparece neste “Cascalho”.”Cascalho” é o seu primeiro longa-metragem. Totalmente filmado em Andaraí, na Chapada Diamantina, o filme conta a saga dos garimpeiros na região na primeira metade do século passado (anos 30), e suas disputas com os coronéis."

(Blog Demais - Jornalista Dimas Oliveira)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Geração Band on the run

Na década de 60, fomos bombardeados por excelentes grupos musicais como os Beatles, Pink Floyd, Rolling Stones e tantos outros. Era tudo que um jovem poçõense de 14 anos podia ter. Bastava um lançamento em Londres e uma espera de 60 dias para o disco chegar às lojas.
Foto Arquivo: Gina Risério
Os discos chegavam e eram reproduzidos em fitas cassetes gravadas diretamente no som da radiola, cheio de chiados e o barulho dos clik´s do botão play – era difícil “gravar direto” (cabo do gravador ligado direto no auxiliar da radiola). Em cada capa, dava para enxergar a evolução do grupo. Os cortes de cabelos e os trajes eram copiados.

Em abril de 1970, foi anunciado o fim da banda Beatles. As barracas do ginásio na Festa do Divino não seriam as mesmas sem os novos lançamentos. A música de Paul McCartney “Another Day” dava alguns sinais de sobrevivência da banda. Era possível sonhar com a volta dos Beatles diante dos boatos que as rádios anunciavam. Cada vez que a “banda da maçã” do compacto duplo rodava no prato da radiola, ajudava a alimentar a idéia. A invasão da música dos ingleses continuava. Passava-se a admirar Pink Floyd e Elton John.

Em 1974, a esperança já não sobrevivia. O mito McCartney estava mais do que vivo e só, lançando o LP com a música Band on the run. Vivíamos de casa em casa procurando um lugar para fazermos uma festa, um espaço para curtirmos a música. Enfim, era Band on the run, a música de dois ritmos, aquela que nos trazia de volta os bons tempos dos Beatles.

Agora, em 2010, McCartney nos presenteia com esses shows fantásticos no Brasil e com Band on the run no repertório, o que nos dá a impressão de ouvir pela primeira vez esse hino da nossa juventude.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Almoço anual da Família Sarno

O tradicional almoço da família Sarno foi realizado ontem (21), na Casa d´Itália, aqui em Salvador.

É uma confraternização anual e já se realiza há mais de 30 anos e congrega os descendentes de Fedele Sarno e primos das famílias Orrico Sarno, D´Andrea Espinheira e Sangiovanni.

Vale registrar a importância da família Sarno para Poções, onde participou ativamente na cultura, no comércio e desenvolvimento geral da nossa cidade junto a outros bravos imigrantes italianos.
Registrei a presença de algumas pessoas ainda ligadas à Poções: Juracy e Fidélis de Boa Nova, Railda Sarno, Luizito, Fernando e Heloina, Elisa, Pepone e Zilma, os irmãos Ada, Zé Fidélis e Eduardo Sarno, Paulo e Teca Espinheira, Silvia Sarno e João Novaes, entre outros.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Poçõenses viajam pela Terra Santa


Através do site da Rádio Liberdade, fiquei sabendo da excursão de um grupo de poçõenses à Itália, Israel e Portugal. O grupo é liderado pelo Padre Estevão e pelo diácono João Cambuí. Interessante o passeio deste grupo de pessoas religiosas que pontuam a sua fé visitando os locais santos da igreja católica.
Os relatos dos passeios e as fotos estão disponíveis no blog http://www.palavradoparoco.blogspot.com/ e terá o seu ponto alto na visita ao Santuário de Fátima, em Portugal.
A foto de destaque da nota é a aparição de Nossa Senhora de Fátima a três pequenos pastores. Me traz as lembranças do passado, da época em que eu frequentava o catecismo.
Boa viagem e excelente proveito ao grupo viajante!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Traços de União - A Banda

Quem conviveu em Poções nos anos 70, se lembra do “conjunto” Os Fantasmas. Quem não conheceu, viu nas fotografias da exposição de José Onildo aquele grupo que passou a animar as nossas festas – estavamos saindo da época da Radiola.

Assim foi, os jovens Fagundes sempre ficaram ligados musicalmente. Os anos passaram e ainda existe aquela nostalgia de Poções nesse grupo. Berecó, Jeová e Robertinho (com menos cabelos e mais massa muscular) estão aí. Nos comentários abaixo, Sena se lembra do Fase Cinco. Eu me lembrei dos ensaios na Rua Senador Costa Pinto, aqui em Salvador.

Parabéns pela continuidade, parabéns pelo sucesso!!! Quem sabe, poderemos ver esse sucesso retornar aos palcos da nossa Festa do Divino.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alina Fagundes Santos

Comunico o falecimento de Alina Fagundes Santos, ocorrido hoje, na cidade de Vitória da Conquista, de causas naturais, aos 79 anos de idade. Nascida em Poções, se radicou naquela cidade.

Alina deixa os irmãos Dalva Santos Leto, Valmir Fagundes Santos e Adilson Fagundes Santos.
Fica a lembrança dessa doce figura humana. Todas as vezes que a gente se encontrava, fazia questão de lembrar das pessoas de Poções. A sua paixão pelo Flamengo era uma constante nas nossas conversas.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um ano de Blog - Comentários

O Blog está completando um ano no ar! Nada mais compensador que os comentários recebidos.

Eles nos trazem as emoções, as lembranças, a saudade e o carinho que também se transformam em histórias. Agradeço a todos vocês por estarem juntos!!!
Lulu


Lembro da velha Marcolina, ia sempre lá em casa. Na época que tinha avião Poções-Salvador minha mãe contou para ela a viagem que havia feito e ela perguntou se tinha muita poeira! A velha Marcolina era uma pessoa simples e muito prestativa e as flores que fazia eram belíssimas. Esta foto, mostrando tia Lina, tia Ana e Annina Sarno é um registro importante da integração dos italianos com o povo de Poções em geral. Esta era uma característica dos nossos italianos, se relacionavam e bem com a cidade toda, não eram elitizados nem tinham preconceitos...ou se tinham inicialmente conseguiram superar com muita eficiência.Assim é Poções, a verdadeira terra de todos nós. Parabéns pela crônica. Vc ainda acredita em rezadeira?
Eduardo Sarno
(Texto: Professora Zirinha e a Velha Marcolina)

Que linda poesia! Não nasci aqui, mas moro há 19 anos e admiro cada vez mais com os artistas poçõenses que estão espalhados pelo Brasil! Parabéns! Sou uma das responsáveis pelo Prêmio Cecília Meireles de literatura há 18 anos e penso em divulgar cada vez mais artistas no nosso simples concurso.
angelamuskat@yahoo.com.br
(Texto: Guel Brasil – um poeta poçõense)

Feliz da pessoa que conheceu e conviveu com Dona Zú. Mulher de verdade e que nunca mediu esforços para conduzir sua família a uma felicidade plena. Valeu vovó, a senhora deixou legado aqui na terra, os seus ensinamentos de caráter, honestidade, amor ao próximo, perseverança e muitas qualidades, sempre serão lembrados e praticados por todos os seus familiares e amigos. Que esteja ao lado de DEUS. Te amaremos sempre.
Henrique Curvêlo
Texto Jusmerinda Curvelo – Tia Zu

Tive a grata satisfação de trabalhar com D.ZU durante todo o tempo que Poções estava sob os cuidados do seu esposo OTAVIO CURVELO. Foi D.ZU que descobriu em mim o palhaço FUXICO, e com o apoio dela fiz varias apresentações, sempre na semana das crianças Ficaram as lembranças alegres, pra que possa me lembrar sempre de D.ZU.
Miguel França Sampaio. (Guel Brasil).
(Texto: Jusmerinda Curvelo – Tia Zu

Fiquei muito triste com a morte tão prematura do meu colega de ginásio Rominho Schettini "O Gringo", como era chamado carinhosamente por todos nós. Rominho era o responsável pelos balões que fazíamos todos os anos em época de São João, eram tão grandes, que soltávamos de cima do telhado do Ginásio de Poções na praça do Divino. Vai amigão... voando para o céu em um dos seus balões!!! Que Deus o tenha.
Jorge Dantas.
Texto Rômulo Schettini – Rominho

Sinto-me muito triste em saber do falecimento do Rominho. Ele foi meu colega de escola em Poções. Por eu morar em outro Estado, havia muito tempo que não o encontrava, mas sempre que ia a Poções perguntava às pessoas se elas tinham notícias do Rominho. Que Deus o tenha ao Seu lado.
Salvador A. Vaz

Falar de Mufula não é fácil, mesmo para mim que sou irmão. Mufula representa como poucos a poesia sertaneja, diferenciando dos estilos do mestre Afonso Manta, de Elder Oliveira, dentre outros. Ele é a própria caatinga em pessoa.
Texto Mufula

Figura ímpar e de grande respaldo da população poçõense. Maior historiador do município e um dos maiores da região do sudoeste da Bahia. Queremos um livro sobre nossa cidade e relatado fatos dos nossos antepassados. Valeu Félix pelos serviços prestados em nosso município.
Anônimo
Texto Felix Magalhães

Lulu, É impressionante a sua facilidade de narrar. Eu quando li"Poções não tão bem na terra como no céu" fui remetido ao meu passado, de quando morei no início da década de 60 em Poções. O seu registro é de uma veracidade, digna de nota e louvor. Parabéns, e continue exercitando este dom, que Deus lhe deu, para escrever ainda mais sobre Poções, cidade que marcou muito a minha infância.

Por Salvador Vaz Texto Poções, não tão bem na terra como no céu.

É uma ficção com todo perfil de realidade,você narra uma história em que todos os "artistas" têm os seus nomes originais. Muito bacana... parabéns!!!! Jorjão.
Jorge Dantas em
Poções, não tão bem na terra como no céu...

Lu, meu contador de "causos" preferido! que saudade de tu, tatu! Adorei a historia do caminhão que virou com os biscoitos! rsrsrs Aymoré e Tupy são do meu tempo! rsrsr bjocas!
Solarma (Karina)
Texto Festa do Divino – No Wartão, sem o Pavilhão

Este ano não pude ir à Festa do Divino, gostei muito de ver as fotos das confraternizações e também das pessoas com as quais convivi por alguns anos, quando eu morava em Poções. Destaco entre as quais: Rominho, Moacir, Jorge de Duca,Lourinho (irmão do Jorge Laudelino da Silva),Noberto, Orlando, Pepone e demais. Quanto a você eu tenho vagas lembranças eu o via ao lado do seu irmão Miguel, o qual foi contemporâneo de Ginásio. Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo, a respeito do seu Blog, sempre estou acompanhando os seus relatos e histórias relativas a esta bucólica cidade.
Salvador Vaz
Texto Festa do Divino 2010 – Poções – Bahia

Lulu, mais uma vez, registrando, vivendo e rememorando as mais belas passagens de uma vida; Amigos, Familiares, Tradições e Cultura! Parabéns por merecer ser filho desta Terra do Divino ! A todos de Poções o meu carinho ! Edu Fagundes
Texto
Uma oportunidade para a Filarmônica

Se o Daniel Rosinha (que Deus o tenha) vivesse nos dias de hoje a “ingênua” pergunta não ficaria sem resposta, rsrsrsrsrs. Valeu Sangiovanni, essa foi boa, rsrsrsrsrs
Por Rui Macêdo em
Festa do Divino - Lembrando Daniel Rosinha...

Já estava com saudades, com um e-mail engatilhado para cobrar novos escritos... É assim, meu velho: uma vez cativado o público, torna-se escravo dele! Ando angariando leitores para você no Velho Continente -- todos se admiram pelo fato de eu ter um pai bloguista, e, mais que isso, de mão cheia :) Gostei do novo perfil -- sua simplicidade consegue criar momentos de puro lirismo. Vida longa!
Por
Ricardo Sangiovanni em Ah! Como é difícil amar você.

Esse histórias são muito boas já escutei muitas dessas pelo meu pai. Isso é muito importante para a memória coletiva de Poções, hoje eu e um grupo de colega exibimos quinzenalmente filmes na câmara de vereadores justamente neste intuito de preservar essa cultura cinematográfica dentro de Poções. Parabéns o site esta ótimo
Por
Vitor em Os filmes de legendas vivas

Belo texto :) Quando me perguntarem agora porque eu, baiano, sou Flamengo, vou passar a responder: "porque meu pai é Flamengo". Aí recomendo esse texto, e quem não entender é porque não merece trela mesmo.
Por
Ricardo Sangiovanni em Flamengo, via rádio

apesar dessas histórias terem acontecido em Poções, bem longinho daqui, elas sempre têm um "gostinho de saudade" dos velhos tempos! Adoro passar pelo seu blog!!!
Por
Maria Isabel em "Só mesmo em Poções" - Parte 2

Lamentável.... a memória do povo é curta!!!!! Quem se lembra das pessoas que ergueram Poções? não só os destas últimas décadas, mas aqueles devotados que com luta trouxeram água, luz, telefone, banco, hospital etc... Infelizmente caem no esquecimento, vira peça de museu,ou nem isto... Se não querem a lembrança ao menos respeitem!!!
Por Anônimo em
Tonhe Gordo

Meu caro amigo Lulu, quanto tempo!, emocionei com o histórico da nossa querida cidade (Poções), que bela memória vc tem. O Genison enviou pra mim e gostei muito.Vc lembra que o primeiro calçado que usei comprei de vc, foi um galupim, um conga branco premiado com chulé, usava alvaiade para mante-lo conservado, velhos tempos. Moro em BH,Minas Gerais. Abraços. Deus te abençoe!
Por
Salomão em Sereno

...vou traduzir tudo q sinto em apenas uma música:
http://www.youtube.com/watch?v=TBppY779y24
Obrigado Lulu! Abraços / Palladino
Por José Palladino em
Sereno

Tio Lulu È sempre com muito prazer que leio suas histórias de Poções, me faz lembrar meu querido e saudoso pai, apelidado por vocês por Geguel. Me consolo ao pensar que ele viveu grandes momentos em sua vida e que pode ao lado de seus familiares a amigos poder desfrutar de grandes histórias. Grande beijo com muito carinho
Por Carol Sola em
Sereno

Lulu, amei cada linha que ia lendo. Vc realmente nos transporta para épocas vividas e que ficaram esquecidas em nossa memória. Parabéns!!! Presenteie-nos sempre com textos dessa ordem. Ajuda-nos a ver o mundo sob um outro prisma. Bjão!!!
Por Anônimo em
Rua da Itália

Você foi perfeito nesta!!! Curti cada detalhe e revivi velhos tempos. Sua memória e capacidade de descrição estão demais.... Agora vc prova que não precisa ser o "melhor aluno" para ser o melhor na vida!!!
Por Elisa Sangiovanni em
Rua da Itália

O jogo do triangulo conheço como "fura pé". Putz, pelo nome, imagina a meleca que era! Continue escrevendo...
Por Sérgio Queiróz em
"Só mesmo em Poções" - Parte 1

Lu, tinha Paulina, a poetisa, era de Minas Gerais e publicou livros. Ainda tem descendentes em Conquista. Ela era uma espécie de mascate, vendia roupas usadas, um brechó ambulante. Pode ter havido outra Paulina mais deserdada e mentalmente comprometida. Grande abraço, continue suas excelentes crônicas...agora ilustradas !!!
Eduardo Sarno www.familiasarno.blogspot.com/ em
Nós e os doidos...

Tenho imensa gratidão de ter nascido nesta cidade, alias nascer já é uma dádiva do nosso criador. Fazer parte da família Borges & Dantas , maior ainda. Apesar das atribulações diárias em Salvador,SP,GO,DF, etc... , sempre que posso fujo para ao menos passar dois dias nesta querida cidade. Obrigado Lulu pelo texto, obrigado Pai por fazer parte de minha historia... Abraços,

Por Vinicius Borges Dantas em O Chamuscão

Me fez chorar, pai :) Dessa herança eu e Carla não ficamos livres... Tanto melhor, ora! Adorei o texto! Beijos!
Por
Ricardo Sangiovanni em Cada vez mais, Lulu "Chorão"

Lulu, É sempre agradável ouvir os "causos" de nossa Terra, principalmente para quem não mora mais na cidade e tem a oportunidade de matar as saudades através do seu blog. Parabéns! Abraço,

Por George de Jorge de Duca em Sereno

Estou procurando uma foto do cine Santo Antônio. Se vc souber quem tem eu agradeço. Abraço
Por
Gina Risério em Os filmes de legendas vivas

Me lembro que, a gente, moleques, entrava em casa, em Poções, gritando "Minhavó, lá vem padre Norato!" E tome-lhe dona Anna Maria correndo pela casa, com aquele passinho ligeiro dela, para se esconder do cura! Às vezes não adiantava: ele entrava assim mesmo e acabava a encontrando -- tenho para mim que, como boa católica apostólica, ela não aguentava de culpa de se esconder do padre e acabava saindo do esconderijo para cumprimentá-lo... Vovó Anna pode ter se perdido em sua memória, mas não perdeu o passinho ágil que, de vê-la, faz disparar a memória da gente...
Por
Ricardo Sangiovanni em Camisa Amarela

Grande Tio Lu! agora com seu próprio espaço para postar suas crônicas eu vou poder acompanhar com muito mais afinco (Já acompanhava no outro site de poções e agora nesse). Sobre o Lulu chorão: Chorar demonstra total emoção em relação às coisas da vida, o que é mais uma prova do quanto o seu coração é grande. Você é praticamente um italiano, e italiano fala (e vive) com emoção em tudo, não podia ser diferente né?! hehehe Tio, saiba que Você é uma grande pessoa! tenho um carinho e uma consideração por você imensurável! grande abraço e sucesso com o seu Blog!
Rafael Sangiovanni Lima

Valeu Lulu, já estava me fazendo falta as suas historias
Por
Carlos Agra em Fazendo fole...

Ciao Lu, è con piacere che ho letto suo Blog.Tu sei bravo,bravissimo!!!
Por Vane Leto Sarno em
Sereno

Lulu, que coisa interessante. Você me fez fazer uma viagem no tempo. Amo Poções e amo recordar os bons tempos de nossa infância. Parabéns e sucesso nessa iniciativa de um bom e tremendo valor.O Meu "apelide" não é um dos que possa se admirar, mas era assim que me chamava - "Quenga".
Por
Carlos em ApelidE

Grande Lulu, Parabéns pelo Blog, esta nova janela por onde olhamos, contemplamos, saudamos e recordamos, emocionados, uma Poções de tempos idos. Agradeço a você, brother de coração, por me atiçar todos os sentidos, quando detona esta viagem de volta à Poções,que me permite dobrar esquinas de nossa querida cidade,ao lado de bons companheiros, que hoje e sempre farão parte de minha história afetiva. Obrigado por suas crônicas. Continue a escrevê-las. abraço forte e amigo Carlinhos Rizério
Por Carlos Rizério em
ApelidE

Grande Lulu Chorão!!! Achei um barato todas essas lembranças, realmente nos faz voltar no tempo inclusive da 3ª e o resto... Lobinho/Lobão, Satoba e Satobão e aí se vai.....você esqueceu de Duca do Bar e hoje Jorge de Duca com muito prazer. Parabéns!! você realmente é um sábio. Um forte abraço Jorge "Bufão"
Por
jorgededuca em Sereno

Muito bom seu blog. Gina como sempre aprontava e muito bem rsrsrsr. Faltou comentar das tempestades de vento, que as antenas de TV, saiam voando pelas ruas. Adorei as festas no clube muita saudade.
Por
Tânia Gonçalves em O muro do açude

Meu amigo mágico, vc tem a sabedoria de me fazer voltar no tempo, como se houvesse uma porta e através dela caminhar pelas ruas de Poções, andar pela praça, pelo Obelisco e ver todos vocês de volta. Morava no Rio, mas passava o ano todo esperando pelas férias em Poções. Gosto muito de ler suas coisas, me fazem bem, porque me trazem de volta as pessoas com as quais mantive relações puras e desinteressadas.Deixo aqui meu pedido de nunca se esquecer de me mandar coisas como esta,me fez feliz Lulu.Achei que você não se lembraria do Chico Picolé e a minha mulher aqui do lado querendo explicações sobre o "apelide". Forte Abraço,
Por Chico Picolé
Sereno

Grande Sangiovanni. É com grande prazer que estreio a sua primeira postagem no seu Blog, que com certeza vai "bombar". Gosto do seu jeito simples de escrever como se a gente estivesse realmente convivendo com os fatos narrados. Parabéns e muito sucesso.
Por Gerson Lima em
ApelidE



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Au Revoir

Quando fiz pré-vestibular, aqui no Águia da Piedade, aprendi e decorei com o professor Pirajá que a Mesopotâmia era uma região situada entre os rios Tigre e Eufrates. Com aquela voz grossa, ele repetia 20 vezes a situação geográfica. Nunca mais esqueci onde ficava a Mesopotâmia.

Eu tenho certeza que dezenas dos nossos contemporâneos não se esqueceram de alguns detalhes aprendidos através de gestos, palavras e atitudes de alguns dos mestres do passado.

Boa tarde” e “até logo”, em francês, por exemplo, todo mundo sabe como é. Bastava o professor e sargento Severino entrar na sala de aula e dizer: “Bonsoir” que todos respondiam: - Pode suar. Ao encerrar a aula, ele dizia: “Au revoir” e respondíamos: Pode voar.

Mas, depois de algum tempo, eu aprendi que Iceberg é o mesmo que Aiceberg. A professora Noélia, na aula de Geografia, falava dos famosos blocos de gelo – os “icebergs”. Ela pronunciava corretamente “aicebergs” e, quando lia o livro, só conseguia ver os ICEBERGS. No lugar de tirar a dúvida com a professora, preferi acreditar que eram duas coisas diferentes. Hoje, basta alguma notícia sobre o assunto que eu volto para a aula de Geografia.

A exemplo dos rios Tigre e Eufrates, a professora Noélia forçava a voz para falar do rio Yang-tsé, o maior da Ásia. Não me foge da memória o nome do rio e a sua importância para a região.

Ainda assim, com a mesma professora, aprendi que compasso tem a ponta seca, que é o lado fixo do mesmo, o que fura. Ela dizia: “Ponta seca do compasso em A” e a gente aprendia desenho sem nenhuma dificuldade.

Basta jogar Xadrez que me lembro da história que Irundy nos contava. Cada pedra tem uma função na batalha do tabuleiro. Quando escuto alguém falar a palavra “en passant”, lembro a jogada especial para a captura de um peão.

Ontem, eu conversava com a minha irmã Elisa e lembramos de duas coisas: Raiz Quadrada - quem não sabe calcular uma raiz quadrada? Prova de matemática, questão única, ou nota 10 ou nota zero. Não tinha intermediária.

E veio a lembrança do papel milimetrado. Servia para desenhar as parábolas calculadas com as equações curtas “ f de x = duas vezes xis ao quadrado” (com a concavidade para cima e “ f de x = (-) duas vezes xis ao quadrado” (com a concavidade para baixo).

Au revoir!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

João Lago


Recebi a notícia através de Luizito e Jorge Dantas.


Faleceu no último dia 06 de outubro, em Poções, o amigo João Lago, aos 84 anos, de causas naturais. Joãozinho era casado com Lourdinha Amaral e formavam um casal simpaticíssimo.


A maior lembrança que tenho de João foi durante uma viagem de Poções a Salvador, em um fusca dirigido por Francisco Pithon Sarno (Chico Sarno). Ele estava sentado no banco do carona. Eu e Pepone (meu irmão) viajávamos na metade do banco traseiro, tamanha era a bagagem. Depois que entramos na Rio-Bahia, em qualquer barraca de beira de estrada eles paravam e compravam laranja, farinha, umbú, cana e o que encontravam.


Para nossa alegria, os dois pagaram o nosso almoço na Churrascaria Carro de Boi, em Feira de Santana, uma das mais famosas na época. Deu para esticar as pernas.


Um grande abraço para a família,




terça-feira, 12 de outubro de 2010

O frio, a feira, a fussura e a física

Duas coisas me faziam gelar a alma em Poções: Fazer feira aos sábados e fazer educação física. Ninguém merecia esses dois castigos. Um na praça da feira e outro na praça da Festa.

Cinco e meia da manhã acordava para as duas tarefas. Fazer feira era menos penoso porque ficava agasalhado. Mas a educação física era de rachar.

Na feira, empurrava a carroça e deixava estacionada junto de alguma barraca menos fria. Pegava um cesto e seguia os passos de minha mãe, com aquela mania de fazer feira no raiar do dia. Acho que mais cedo que nós, só Abel Magalhães.

Em cada barraca uma pechincha, em cada freguesa para pegar o melhor produto. Cesta cheia, voltava para descarregar na carroça. O braço ficava marcado com as cordas que revestiam a alça. Esse era o ritual. Mas, havia as suas recompensas. Tinha direito a chupar as tangerinas e laranjas (descascadas no descascador do carrinho de Pulú), comprar as tripas de porco para fritar e, ainda por cima, variar os sábados com as viúvas (meninico de carneiro) – era uma novela minha mãe escolhendo – cheirava, reclamava porque não eram tão limpas como queria. Enquanto isso, eu ficava encarando os olhos do carneiro, pendurado com a fussura e a cabeça descascada, presa pela traquéia que parecia uma mangueira de aspirador de pó. Antes de ir embora, era a vez de comprar um cacho de bananas, que eu amarrava entre os dois braços da carroça.

Terminada a feira, seguíamos para casa para arrumar as compras. O cheiro das viúvas sendo cozidas enfestava a casa. Só o cheiro afastava metade do povo e sobrava mais para mim. Sábado era dia de comer viúva com minestra de folha de abóbora.

Mas, voltando a educação física, o outro “iceberg” de Poções, o Sargento Severino não tinha pena, nos colocava perfilados e chamava o nome de cada um para só depois deixar a gente fazer os aquecimentos para amenizar o frio. Já chegava vestido com uma “japona” por cima daquelas camisetas regatas de malha branca, short branco com duas listas azuis na lateral e calçado com os “galupins” brancos, limpos com alvaiade dissolvido em água, para rolar o baba na praça da Festa e ai a situação já melhorava, o corpo aquecia e a gente se acostumava. Ficar de “japona” nem pensar. Era uma hora de racha no frio de rachar – os de camisetas contra os sem camisetas.