"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

sábado, 21 de abril de 2012

Nelito - Patrimônio de Poções

Nelito, um jovem de 80 anos, filho de Dona Julieta, viúvo da saudosa Ilse Gusmão, pai de Flávio, Marcos e Cláudia, irmão de Aracy, Juracy e Erbene, cunhado de Fidélis de Boa Nova, genro de Cícero Gusmão, tio de Aderbal Duarte (um dos maiores violonistas do país). Um cidadão de bem!

Todas as ligações familiares bastam para mostrar o quanto é importante. Mas, Nelito, Emanuel Campos de Sá, é um patrimônio da nossa cidade. Além de tantas realizações, foi ele quem renasceu a Filamônica 26 de Junho (http://filarmonica26dejunho.blogspot.com.br/), “toca” o projeto com alma e trata como uma grande família.

Os meus parabéns pelos seus 80 anos bem vividos.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

O dia da matraca

Não se faz mais Semana Santa como antigamente.

A programação iniciava-se no domingo de ramos e terminava no domingo de páscoa. Na quarta feira, já havia atividades na igreja e, praticamente, a quinta era de concentração com a tradição do lava-pés, no final da tarde, que simbolicamente traduz humildade e purificação. Os 11 apóstolos estavam lá representados com as suas faixas coloridas, já que Judas não participava porque havia vendido a sua alma para Satanás.

Padre Honorato fazia uma confusão e não beijava os pés da gente. Jogava um pouco de água, encostava o rosto quase um palmo de distância e fazia menção de beijar o pé, apenas. Passava para o outro apóstolo e repetia o gesto até lavar os pés de todos nós. Uma vez, quem beijou o meu pé foi o Bispo Dom Climério Almeida de Andrade, da Diocese de Vitória da Conquista.

Os santos e quadros já estavam cobertos com panos roxo, símbolos de penitência, dor e tristeza. Na missa de quinta, retirava-se a toalha do altar, talvez para demonstrar despojamento – a gente (como fui coroinha) fazia aquilo de forma mecânica porque não se explicava a razão, era tradição e bastava.

Na sexta, desde cedo, as rádios não apresentavam os programas normais e líderes de audiência. Era dia de folga para Aroldo de Andrade, na Rádio Globo, e para o Big-Ben, na Rádio Mundial. A programação era somente de músicas clássicas.

Havia pessoas que entravam em jejum completo. Invés, eu acordava cedo, tomava um café com pão e “jejuava” até meio-dia, bem na hora que começavam a chegar os vatapás e carurus diversos, já que lá em casa, por ser de tradição italiana, minha mãe nunca teve habilidade para fazer comida baiana. As vizinhas Zilda, tia Stela, Tidinha, tia Railda, Ziza, Dona Araci e Noélia (e outras que não me lembro agora) mandavam os pratos com as suas especialidades. Era uma festa poder provar tantas variedades.

- Dia de jejum, imagine! Como consciência e barriga cheia ninguém vê, ficava mais tranquilo para a gente comer tanto.

A tarde e noite de sexta ainda haviam atividades. Íamos para a procissão do Senhor Morto. Era bonita a apresentação de Margarida Nunes, representando a Madalena, descerrando a imagem de Cristo coroado com os espinhos. Ainda mais bonita, a manifestação de fé do Sr. Brasilino Neto, seu pai, levando o banquinho para que sua filha pudesse ganhar altura e todos ouvirem o seu canto, em latim, nas diversas estações da via Sacra.

No final da tarde, eu confesso que ficava tomado pela reflexão sobre a morte e o sentimento de culpa por alguém ter morrido por você. Enfim, eram as crenças trazidas pelo som da matraca.
Terminada a procissão, começava a cerimônia do beija-pé. O Senhor Morto era enrolado em um lençol e colocado dentro de uma caixa enorme revestida de pano roxo, com uma grande cruz onde a letra M era feita por outro lençol. A cerimônia era extremamente organizada, com a iluminação reduzida, as pessoas em fila e em silêncio, se dirigindo para a imagem a fim de beijar o pé.

Pra mim, a grandiosidade do ato também era demonstrada na imagem, onde o dedão já não existia mais devido ao buraco formado pela umidade dos lábios das pessoas.

O sentimento de dor no dia da matraca só seria amenizado no dia seguinte, sábado de aleluia, quando o sol briga com a lua, refletidos numa bacia esmaltada e cheia de água.

Nota do blog
MATRACA - Instrumento formado de tábuas ou argolas móveis que se agitam para fazer barulho e se usam em vez da campainha nas festas da Semana Santa (Dicionário Michaelis).


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terça-feira, 3 de abril de 2012

Mário Mamão

Não só me lembro da turma do Ginásio de Poções como também da minha turma de faculdade, aqui em Salvador. Depois de forçar a barra para passar em algum vestibular, consegui entrar para o curso de Administração de Empresas da EAEB – Escola de Administração de Empresas da Bahia, hoje denominada Facs, que comemora 40 anos de existência.

Lá pelos meados da década de 80, faziamos o curso noturno de Administração de Empresas. No meio de tantos jovens, formamos um grupo coeso de colegas apenas com aqueles que trabalhavam. Luiz Carlos Andrade, o mais experiente e o nosso “chefe”, era Gerente do Banco Itaú do Comércio, Luiz Cláudio Castro na Aliança de Seguros, Josemar Ferreira Carneiro era o Gerente da Caixa de Candeias, Raul Noya (dono da Movecil) e Mário Mamão, um jovem que apenas estudava e nos admirava pelo fato de trabalharmos. Tão jovem que me lembro das grandes espinhas no rosto.

Mário, todo dia me perguntava se eu era o dono da Pizzaria Don Giovanni, que ficava defronte ao Barravento. Associava o nome Sangiovanni com Don Giovanni. Acreditou tanto nessa possibilidade que caiu na armadilha de Luiz Carlos.

 – Caputo (como eu era chamado), porque você não dá uma cortesia pro Mário?

- Certo Luiz, Mário realmente merece!

Resolvi atender ao pedido de Luiz. Peguei um pedaço de papel e escrevi: VALE UM JANTAR e rubriquei para mostrar bastante autenticidade.

Mário, sorrindo, perguntou:  – Posso levar minha namorada?

– Claro, Mário, você pode levar toda a sua família, semana passada eu fui lá com a minha, disse Luiz.

Chamei Luiz em particular e perguntei:

- Será que a gente não vai complicar Mário? E se ele estiver sem dinheiro?

- Não se preocupe, ele tem conta na agência, eu pago o cheque.

Semana seguinte, Mamão chegou resmungando que o Gerente da pizzaria não havia acatado o vale, que não reconheceu a assinatura e ele teve que pagar a despesa, apresentando a nota fiscal para comprovar que havia ido lá.

Luiz, sem pestanejar, disse: - Caputo, dê um visto na nota e ele volta, janta e apresenta a nota assinada, já que está com crédito.

- Será que ele vai aceitar dessa vez? perguntou Mário.

Grande saudade dessa turma desfeita pelo tempo. Assim, estudamos vários anos e convivemos entre as salas de aula, os trabalhos em grupo e a barraca de Tia, a baiana do acarajé, tomando cerveja.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Água de barata

Semana passada, estava na casa de amigos para um churrasco. Do nada, apareceu um papo sobre baratas. A questão era saber como uma barata poderia chegar voando até o 14º. andar. 

Os mais experientes diziam que era impossível. Naquela altura, só se viesse da casa do vizinho, disse um dos amigos. O outro, retrucou e disse ser totalmente possível a barata ser voadora – elas vem voando dos prédios da beira mar para os prédios maiores da Av. Manoel Dias. Fazem escala e depois voam para os prédios mais altos.

Mas, barata e churrasco nunca combinaram e os amigos quiseram encerrar o assunto. Eu não deixei antes de contar a minha história.

Foi em Poções, na loja dos meus tios. Eles tinham o costume de tomar no meio da tarde uma garapa, um suco e, depois, um café. Eu gostava de jogar uma bolinha nas gramas e andar com uma bicicleta Caloi. No final da tarde, suado e cansado, fazia uma pausa na loja para filar o resto da garapa.

Havia um quartinho escuro onde as prateleiras serviam como uma pequena mesa. Nessa tarde, eu cheguei com tanta sede e não havia mais a garapa – só uma garrafa com água que foi deixada no dia anterior. Não contei conversa, comecei a beber diretamente no gargalo e tomei uns 10 goles. Alguma coisa estranha na água e parei imediatamente para ver o que era. Não deu outra:

- uma barata daquelas grandes e já afogada.

Chega, senão ninguém vai comer mais…falou Jorge Roberto, meu amigo que tem medo de baratas até em fotografia.

Depois disso, não coloco a boca no gargalo sem ohar o que tem dentro.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Chico Anysio em Poções

Calma!
Essa foi a frase que escrevi na pesquisa do Google e não retornou nada positivo. Mas, será que Chico Anysio andou mesmo em Poções? Claro que ele não andou. Deve ter passado por Poções, em 1938, quando saiu de Maranguape para ir morar no Rio de Janeiro. Quem sabe, qual o meio de transporte - Lombo de burro, nas carrocerias dos caminhões Ford ou Chevrolet ou qual outro meio?

Você pode até pensar que sou meio louco em buscar uma informação dessas na internet. Não tenho dúvidas – eu não sou nem meio, nem louco e não vou achar resposta. Eu queria que ele tivesse passado na cidade em outra época. Se tivesse a oportunidade de ir a uma sessão de cinema teria criado, de cara, três personagens para a escolinha de Raimundo – Luiz Bosteiro, Dôca e Lino Carregador.

Poções sempre foi um celeiro de bons humoristas e piadistas de plantão. Bastava um circo, uma tourada ou um filme para associarmos o artista com alguém da cidade. O circo ia embora e ficávamos repetindo o “apelido” do cidadão. Até um nome de tanque de guerra que apareceu em um filme virou apelido.

Enfim, vão ficar as expressões, os apelidos e os personagens. Foi embora aquele que sempre manteve as lembranças vivas dessa nossa criatividade.
 
Viva Chico!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Isabel e Dé de Zabé

Sumiram as rezadeiras. Depois da velha Marcolina, só me lembro de Bel, a mãe de Cosme e Damião.

Em julho de 2011, em Capela do Alto Alegre, interior da Bahia, fui procurar por outra dona Isabel e não a encontrei. Fiz menção no blog e coloquei a foto dela no meio da roça de milho, que meu amigo Guilherme Junot tinha nos seus arquivos.

Recentemente, voltando de Jacobina, insistimos em procurar a rezadeira. Parece que o carrego era grande e uma força nos puxava para aquele lugar. Afinal, três pesos (eu, Guilherme e Vanderkleison – nome de centroavante do Bahia). Lugar simples, fogão a lenha e cozinha tomada pela fumaça de alguns tições que queimavam para esquentar uma “chicolateira” de café. No meio da sala, as cabras criadas ali na fazendola de Dé Simão, o Dé de Zabé, e da rezadeira Isabel.

Enquanto ela estava no terreiro pegando as folhas, Dé (José Francisco da Silva), 73 anos completados em 20 de agosto, contava as histórias de Zabé. “Ela curou um menino que ficou no hospital internado por dias e os médicos o liberaram para Zabé fazer o trabalho e dá remédio para gases – O menino ficou bom no mesmo dia com as rezas dela”.

Nos dividimos. Dois escutavam as histórias enquanto o outro era rezado. Não foi diferente da “abrição de boca” da velha Marcolina. Isabel respirava fundo e rezava. No final das rezas, o carrego era grande e o resultado foi: "Todo mundo de olhado e dos brabo".

De tão exaurida que ficou, o consolo foi ouvir Dé de Zabé dizer que aquilo era normal na vida de Isabel Souza da Silva, 69 anos de idade e 45 de rezadeira. "Ela reza esse povo todo daqui da região e ainda viaja para rezar gente grande na capital".

O casal nos fez acreditar que o alívio momentâneo não é somente com a reza e sim com a simplicidade. Me fizeram voltar ao passado.

Meus amigos Guilherme e Kleison, depois daquele dia, contaram que os negócios progrediram devido ao peso que eles carregavam. Vai duvidar?

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domingo, 11 de março de 2012

Pedro Marcos

Leio nos sites de Poções a notícia do falecimento de Pedro Marcos Ferreira Ramos, Marquinhos de Dôca, vítima de acidente automobilístico no centro da cidade.

Marquinhos foi meu vizinho durante anos na Rua da Itália, onde convivemos nas brincadeiras e no cotidiano daquele lugar. Na última festa do Divino, lembramos de casos vividos na nossa rua e da atenção que ele teve no cuidado com os meus pais.

Era filho de Florisvaldo Cruz Ramos e Zilda Ferreira Ramos, já falecidos. Deixa a filha Bruna Renata e os irmãos Antonio, Paulinho, Eraldo, José Francisco, Zilovaldo (Bada), Adriana e Alex.

Aos meus queridos vizinhos, os sentimentos por esta perda prematura.


A família, através de Alex e Bruna, convida a todos para a Missa de 7 dias do falecimento de Pedro Marcos, a ser realizada na Igreja Matriz de Poções, no dia 21 de Março de 2012.


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A salvação do Carnaval

                                                                    Foto Correio da Bahia

Nem tudo é decepção. O Carnaval do Pelourinho visa a manutenção do passado. No sábado, fui ver a apresentação do grupo Paroano sai milhó, fundado em 09 de fevereiro de 1964. Não tem como não se emocionar ouvindo marchinhas de antigos carnavais, lembrando as batalhas de confetes do Clube Social de Poções.

O site do grupo é http://paroano.com.br Veja algumas letras abaixo:

ABRE ALAS
(Chiquinha Gonzaga, 1899)

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

ALLAH-LÁ-Ô
(Haroldo Lobo-Nássara, 1940)

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah

AURORA
(Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)

Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora

Direto de Ondina

Depois de alguns anos sem ir ao circuito do Carnaval, fui parar na pipoca do Barra-Ondina. Se percebe algumas mudanças. Se transformou no carnaval da diversidade e também da contrariedade.

Os antigos bares montados a meio metro do chão deram lugar aos megas camarotes. Os espaços da área foram totalmente loteados. Um dos donos do espaço é a Brahma, que inovou com mijadores centralizados montados em containers, longes do circuito. Sumiram com os banheiros químicos, aqueles de PVC. O cara bebe a cerveja, brinca e na hora de mijar, tem que fazer no muro. Aí, passa a PM e distribui “fanta” nos mijões. O povo não tem vez, ou mija ou apanha. A rua é um mijódromo e poças do líquido estão espalhadas em toda parte.

Daqui, da janela da minha casa, enxergo o estacionamento de carros rebocados pela Transalvador. Não cabe mais nenhum e eles ainda insistem em trazer mais. Não existe local para estacionar nas ruas. Alguns poucos meio-fios são disputados a R$ 15,00 por cartela. Quem achar outro local para estacionar, acaba voltando a pé para casa, pois a “Transjoão” resolve atuar nas madrugadas do Carnaval. As três da manhã, a Centenário estava travada por causa do excesso de falta de planejamento e desorganização.

Falar em voltar a pé, os táxis não andam em percursos que lhes dêem pouco dinheiro. Nem te dão atenção. Cresce a quantidade de mototáxis no circuito e a região vira um inferno, sem tamanho.

Para entrar ou sair dalí, circula-se entre mijo, caixas de isopor e fogareiros com espetinhos de gato. Não se criam os corredores para o povo.

A PM anda bem pela multidão e dá empurrões mesmo quando escolta foliões de camarotes – turistas na maioria, é claro, por uma questão de marketing. Para dar segurança a poucos, ela maltrata outros tantos. Os seguranças particulares estão em toda parte. São uns guarda-roupas abertos e a regra é empurrar.

Ontem mesmo, tanto a PM quanto esses seguranças formaram um aparato tão grande para transportar uma "celebridade" que pensei ser o presidente Obama. Era tanto empurrão no povo que chamou a atenção. Perguntei quem era e me disseram: É Deni, é Deni da Timbalada...

Muito prazer!

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

O dono de Poções



A novidade da internet é o site www.tici.es. É um grande guia de cidades e qualquer pessoa pode ser dona de uma cidade do Mundo, através de um sistema de leilão.

Fiz isso e me tornei o dono de Poções.

O passo seguinte é cadastrar estabelecimentos comerciais na página exclusiva de Poções. A inserção não custa para o empresário e o seu negócio estará disponível para consultas e divulgação.

A partir de amanhã, 13/02, iniciarei o cadastramento. Quem quiser, pode enviar os dados como: Razão Social, nome fantasia, ramo do negócio, endereço e telefone que farei o cadastramento sem qualquer custo.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Estados d´Alma

Recebo do meu amigo Ricardo De Benedictis a notícia da publicação do livro 'coletânea' de alguns poemas da sua autoria com o título de Estados d'Alma, ocorrida em Vitória da Conquista. Na capa e orelhas estão ilustradas algumas fotos de pessoas que lhe são caras.

Cita o autor: "Entre estas está uma que guardei da festa do Divino de 2008, em que estamos juntos".
Parabenizo a Ricardo pelo lançamento e agradeço imensamente pela amizade e inserção de fotografia que eterniza os bons momentos do reencontro dos amigos na nossa Festa do Divino.

Abaixo, os endereços dos blogs e o site de Ricardo De Benedictis. Vale conferir e acompanhar (eles estarão fixos na barra lateral do meu blog)
www.opiniaodaimprensa.com
www.cidadeemfoco.tk
www.apoloacademiadeletras.com.br


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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O fim do Poções

Leio no Portal Poções que o time do Poções está prestes a se acabar. Pelo que está escrito, a culpa é do prefeito Luciano. Não entro nessa perrenga política e tenho cá as minhas convicções pelo que acompanho do futebol baiano. Também, não entro na avaliação dos dirigentes, mas acho que estes são os principais responsáveis. Saudades do tempo de Pedro Sibim.

Agora mesmo, acabo de assistir ao jogo entre o Itabuna e o Bahia (3x4). Quem entende um mínimo de futebol viu que o juiz favoreceu ao time da capital e o Itabuna perdeu nos seus próprios domínios.

Vou mais longe. Em abril de 2007, eu vi o Poções ser garfado na Fonte Nova com um gol claríssimo não validado pelo trio de arbitragem (Gleidson Oliveira e os bandeirinhas Marcos Welb Amorim e Antônio César Brasileiro Oliveira).

No cai-cai, primeiro foi o Juazeiro, depois o Poções e, na sequencia, o Ipitanga, que optou jogar em Senhor do Bonfim. No jogo de acesso à primeira divisão, o Guanambi já tentou duas vezes e se formou uma “lambança” porque o time ganhou por mais de dez de um time de cachaceiros que foi jogar a partida final do acesso.

É facil entender. Todos os times que caem ou querem subir são distantes da capital. A imprensa que faz a cobertura funciona assim: a TV transmite de dentro do estúdio; o jornal faz a reportagem a partir das informações do rádio e da TV; Sobra, portanto, para o pessoal do rádio que tem que ir para o estádio narrar o jogo. Portanto, esse pessoal faz tudo para que somente os times próximos à capital permaneçam. Daqui, eu ouvia os comentários maldosos em todos os inícios de transmissões esportivas em Poções. Se queixavam de tudo: do ônibus, do tempo de viagem, do hotel, da comida, da cabine, da buzina que tocava na arquibancada e por aí vai.

Os trios de arbitragem saem de Salvador e são os que viajam e agem iguais ao radialistas. Na dúvida, apitam para o time da capital.

A Federação nunca mudou a tabela. É feita para beneficiar os times de Bahia e Vitória. Todas as partidas decisivas do Poções sempre foram transferidas para outros domínios, longe da sua torcida.

 A Bahia tem mais de 417 municípios e representados apenas por 7 deles. Dos doze times que disputam, sete estão localizados em um raio de até 100 km. O lógico seria um grande campeonato com grupos regionais. Se os raciocínios são corretos, o fim é totalmente previsível.

Pobre futebol baiano. Pobre Poções. Pobre torcedor…

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Longe da Festa...

Acabo de chegar do lançamento do livro Love-food, do meu amigo Reinhard Lackinger, lançado no Bistrô Porto Sol, aqui no bairro da Barra. Encontrei-me com Chico Liguori e a sua espôsa Zozó Mascarenhas, conterrâneos e amigos de Poções. Falamos dos nossos parentes e muita história em curtíssimo tempo. Era papo prá rolar a noite inteira.

Chico é filho de João Liguori. Os mais velhos se lembram da sorveteria que ficava na esquina da praça com a Travessa Lions Club e que pertencia à família. Lá, foram fabricados os primeiros picolés de Poções. Um dos principais seguidores da arte foi Dão, famoso pela venda em caixas de isopor.
Um dos comentários de Chico que me entristeceu saber: Deixou de ir à Festa do Divino depois que alguns disseram que ali não era mais lugar para pessoas de outras épocas…

Leia o comentário de Peponni (Pietro Sangiovanni)
"Dão fazia os picolés na sorveteria de João Liguori, por sinal de boa qualidade. Nós não compravamos, era um luxo na época. Porém, Dão sempre dava um para provarmos. A sorveteria ficava voltada para o poente, os picolés costumavam derreter rapidamente, ficavamos com o palito na mão e o picolé no chão. Certo dia passava um filme de vampiros no antigo Cine Sto. Antonio, em determinado momento, o vampiro atacava as mocinhas para chupar o sangue, aí aparecia o artista, que em defesa da artista abria a janela para o sol entrar. Com a luz do sol o vampiro começa a derreter, ai um gaiato gritou: Olha o picolé de João Liguori, o cinema veio abaixo."

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Hino a Poções

Recebo e publico com muito orgulho o Hino de Poções, de autoria do meu amigo Ricardo De Benedictis e do saudoso Carlos Nápoli. Acesse o link para ouvir: Hino de Poções

HINO A POÇÕES (Lei Municipal de 2004)
Ricardo De Benedictis e Carlos Napoli

Só tu, Poções,
Tiveste a glória...
Na tua história
Não há sangue a lamentar...
Somos a paz, amor e fé
E alegria para dar a quem quiser...

(2ª Parte)
Teu céu azul, tuas crianças
Verdes campos, Norte-Sul,
Teu povo livre, mente sã
E a juventude, esperança do amanhã...

(3ª Parte)
Sempre Poções, torrão baiano,
Pedaço lindo do Brasil aqui está...
Braços abertos, calor humano
Pra receber quem quer que seja pra ficar...

(Volta à 2ª Parte)
Teu céu azul, tuas crianças
Verdes campos, Norte-Sul,
Teu povo livre, mente sã
E a juventude, esperança do manhã...
Teu povo livre, mente sã
E a juventude, esperança do amanhã...


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domingo, 22 de janeiro de 2012

Michele, ma belle

Por Ricardo Sangiovannihttp://ilpurgatorio.wordpress.com

Impressionou-me há uns anos, quando conheci Mormanno, paese do sul da Itália de onde emigraram meus avós paternos para o Brasil nos anos 50, a enorme quantidade de homônimos entalhados nas lápides do cemitério municipal.
Resultado – vim depois a saber – da tradição italiana de que os filhos sejam batizados com nomes de antenatos da família, respeitando certa hierarquia.
Funciona assim:
O primeiro filho homem leva o nome do avô paterno – daí ter-se chamado “Pietro” o irmão mais velho de meu pai, primogênito da família.
Nascendo um segundo menino, levará o nome do avô materno – chamou-se então “Michele” o segundo filho, irmão do meio de meu pai.
Um terceiro menino que chegue levará o nome do tio mais velho, irmão mais velho do pai (que terá sido batizado, por sua vez, com o mesmo nome de seu bisavô) – de modo que meu pai foi batizado “Luiz”, homenagem aportuguesada, tendo ele nascido já no Brasil, ao tio “Luigi”.
E assim por diante.
***
Culpa da tradição, quantas saias justas já não enfrentou meu tio por chamar-se Michele. Tivesse, como meu pai, nascido no Brasil, teriam-lhe talvez batizado “Miguel” – a forma do nome em português – e tudo teria sido evitado. Mas não. De maneira que nem os cento e tantos quilos de estofo do corpanzil gigantesco, nem a barba espessa estilo Papai Noel, tampouco a lapa de chinelos tamanho 44 (45? 46?) bastam para evitar rocambolescas situações em que lhe fazem passar por mulher.
A última ele contou outro dia. Sentado na sala de espera de uma clínica, aguardava ser convocado pela recepcionista para uma consulta médica, quando um cidadão achou de puxar conversa. O homem, troglodita, derramou-se em homofobia e, sem que se lhe fosse perguntado, danou a bradar que um dia ainda matava tudo quanto era bicha existente na cidade. Porque para ele homem é homem, e tal e tal, e não sei lá mais o quê. Violento mesmo, o cabra.
Tipo calado, meu tio preferiu não lhe dar trela. Seguiram-se uns minutos, e a mocinha gritou estridente o próximo nome da lista de espera: “Senhora Michele.” Ninguém respondeu. “Senhora Michele!” Nem piu. Mais uma vez – nada.
Meu tio temeu: “E deixar esse doido pensando que eu, um homem deste tamanho, tenho nome de mulher? Vou nada!” Pois calado estava, calado permaneceu.
Deu mais dois minutos e, como a recepcionista já se desse por satisfeita com a ausência de Dona Michele, levantou-se meu tio, caminhou até o balcão e cochichou no ouvido da moça: “Dona Michele não veio. Mas se você der uma engrossadinha na voz e chamar “Senhor Miquéle”, eu respondo. Pois esse Michele Sangiovanni aí na lista sou eu.”
Assim foi feito; e passou-se à consulta.
***
Meu tio não bateu boca com o sujeito; talvez devesse. Teria ajudado a demolir um tanto mais certo tradicional mau hábito, que grassa entre os heterossexuais, de não defender publicamente os direitos dos homossexuais; de não demonstrar repúdio à intolerância, sob risco de ser tachado de viado ou mesmo discriminado como simpatizante; de, a rigor, não enfrentar de verdade o preconceito interno, impregnado em cada qual de nós formados no interior de uma cultura machista ao extremo. É certo que com alguns valentões, por segurança até, convém não comprar briga em qualquer sala de espera; mas, sempre e pelos meios possíveis, é bem que marquemos posições em favor de um mundo mais afeito ao convívio, à tolerância, à democracia de fato.
Afinal, se por um lado crescemos impregnados de “tradição” desde pequenos – desde, às vezes, o próprio nome que nos é dado – , por outro, se tal tradição nos compele a alguma coisa nessa vida, é precisamente a dialogar com ela própria. Diálogo que, se franco, será certamente transformador – primeiro de indivíduos isolados, mas logo dos valores de que se constitui a própria tradição.
***
Em tempo, outra anedota de meu tio Michele – outra de médico. Fez outro dia um exame, ultrassonografia ali das partes baixas. Alguém na clínica pôs assim na ficha:
“Nome: Michele Sangiovanni; Sexo: Feminino”.

Diagnóstico: cisto no ovário.


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sábado, 21 de janeiro de 2012

Augusto Rocha Lima (Gutinha)

Comunico o falecimento de Augusto Rocha Lima - Gutinha, ocorrido nessa madrugada em Poções. Era filho de Dona Sinhá e do ex-prefeito Eurípedes Rocha Lima. Deixa os irmãos José Carlos (Tim), Sirley, Maristela e Carlos (Cau Baru).
Mais um amigo que se vai prematuramente.

A minha solidariedade a familia enlutada.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Profa. Pepetinha - Falecimento

                                          (Pepetinha na última Festa do Divino)

Recebo a notícia do falecimento da Professora Adália Profetina Schettini Longo (Pepetinha). Uma perda lamentável para a nossa cidade. Ela foi uma das mais brilhantes professoras da língua portuguesa que eu conheci e tive o prazer de ser o seu aluno no Ginásio e na "banca". Esposa de Pedro Silvino Longo e mãe de Silvia e dos meus amigos Rodrigo e Gustavo.
Os sentimentos da família Sangiovanni para os parentes descritos acima e para Dona Aracy, sua mãe, Angelina, Fernandinho e Zé, seus irmãos.

Pepetinha escreveu este comentário no Blog quando do falecimento da minha mãe:

"COM certeza D.Ana será inesquecível para nós que fomos criados e que vivemos em Poções.Tenho ainda uma lembrança dela,quando nasceu um de meus filhos, sentada na poltrona do apart do hospital ( aonde tinha ido me visitar) fazendo crochê. Outra notícia que me deixou triste foi a morte de Tom, meu amigo dos meus tempos de estudante em Jequié.Há uns anos fiquei feliz quando em seu blog tive notícias dele.Mas a vida é esse eterno passar e eterno ficar e o 'POETINHA" já dizia " para isso fomos feitos , para chorar e fazer chorar (...) por isso temos os braços longos para os adeuses". Adália Schettini Longo"

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pablo e o bar sem nome

Tem umas coisas que só acontecem em Poções, principalmente quando as ações não são premeditadas. Eu estava procurando lugar para tomar uma cerveja no início de noite da sexta-feira antes de ir para Morrinhos. Dei uma volta e fui parar no Bar de Wartão, pois tinha um movimento de pessoas e sei que ali a cerveja é (bem) gelada.

Entrei e fui logo conversando com a pessoa que tomava uma cerveja no balcão. Ainda tinha meia cerveja na garrafa quando me ofereceu compartilhar a bebida. Nos cumprimentamos e ele jogou logo o assunto  sobre o mafioso Michele Caputo, que havia sido preso há bastante tempo:
- Ah, foi Michele que me contou e você sabe que todo italiano é mafioso, disse o interlocutor.
Não contei história e complementei: -  E esse daí, tinha o mesmo nome do meu avô. Quando levei a minha mãe para atualizar a carteira de identidade para estrangeiro na Polícia Federal, em Ilhéus, brinquei com o policial que nos atendeu e disse: Ela é filha do mafioso Michele Caputo!. O policial levou um bom tempo pesquisando na sala vizinha ao atendimento e depois nos disse que não havia chances de ser o Michele mafioso o meu avô.

Eu tenho boa memória e guardo fisionomias. Mas, dessa vez, a memória me traiu. A fisionomia era bastante familiar e pensava: - quem é essa pessoa? Lançava umas iscas para ver se identificava:
- Acho que eu me lembro de você. Você não carrega o mastro na Festa?

Ele respondeu: - Não, eu não participo destas coisas de igreja!

Mudamos o assunto e, de novo, mais uma tentativa de identificação:
- Quem é seu pai?
- Sou filho de Alonso!

 Amarelei de novo. - Ah, eu sei quem é mais não estou me lembrando!

- E o seu nome?

- Lulu, eu sou Pablo, aquele que você pegou cerveja no meu bar no dia que desceu do beco dos Artistas, quando estava conversando com Bruno Sola, seu primo!

- Ah, rapaz, agora caiu a ficha. Você é aquele que fica com o som na maior altura durante a Festa do Divino?

- Isso, sou eu mesmo!

- E porque você está tomando cerveja aqui? Perguntei.

- Eu só tomo uma e vou trabalhar porque no bar eu não posso beber. Você sabe que dono de bar é psicólogo, conselheiro, meio que faz tudo e outra dia um bêbado tava brigado com sua mulher e veio me pedir opinião. Imagine se ele fizesse o que orientei. Portanto, a gente não pode beber para manter as idéias no lugar. Dono de bar é até detetive. Mas, vamos mudar de assunto. Eu me lembro que seu Chico, seu pai, botava as cadeiras sobre o passeio na porta da casa para a gente não passar de bicicleta, aquelas monaretas BMX!
No meio de um tira-gosto de peixe frito, resolveu pagar a conta e tomarmos a saideira.

O bar de Pablo não tem nome, mas fica na esquina do Beco dos Artistas, onde funcionou a farmácia Brasil, de Dr. Ari Alves Dias e Joaquim. Disse que no ano que vem vai colocar o nome.
- E qual será o nome?

- Ainda não sei !!!

Fui embora e ele ficou esperando outro tira-gosto de peixe.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Agripino, da Terra do Divino

Nesse exato momento, 17:14hs de 09.12.2001, estou sentado na varanda da nossa casa de número 17 da Rua da Itália, em Poções, de onde me vem a inspiração e a lembrança de tantas passagens boas, escrevendo um fato interessante. No vai-e-vem do carro do som do CDL de André da Ótica, na passagem de algumas pessoas que fazem questão de me cumprimentar e outras que lembram da minha época, como uma filha de criação do velho José Domarco, um italiano muito amigo da nossa família, vindo de Mormanno, sul da Itália.

Outros passam, olham e, na timidez, apenas balançam a cabeça como se estivesse dizendo boa tarde. Mas, Gaso Santana parou para dois minutos de prosa e Norbertin veio me vender uma rifa.

Tudo isso ao som de um chorinho tocado no alto-falante da cidade.

Vamos ao fato interessante. Fui parar na Fórmula 1 na companhia de nove colegas de trabalho. Ganhamos uma campanha de vendas promovida pela gigante das empilhadeiras, a Hyster. Quatro deles tentaram me seduzir para que abandonasse o treino de sábado para acompanhá-los até a famosa rua 25 de Março. “Meu, tô fora!!!”, como diz o paulistano. Aquilo lá é um inferno nos dias que antecedem o Natal.

Não tinha trezena de Santo Antônio ou novena do Divino que me fizesse ficar de fora do treino da F1. Eles foram por conta própria, sozinhos, seguindo o mapa que havia rascunhado em um guardanapo.

Já no início da tarde, em meio ao barulho dos carros, recebo uma ligação de Gilson Lopes, o cara de Sarney. Exaltado, dizia: San, fale aqui com um conterrâneo seu!

Fiquei apreensivo em saber quem poderia ser. Quem aqueles caras acharam? Estavam voltando em um taxi e naquela conversa de onde é, pra onde vai, rolou a identificação de serem todos baianos. E de onde você é? Prontamente respondeu: de Poções… me chamo Agripino!

Ficaram sobressaltados e para confirmar perguntaram se me conhecia. Claro que não. A segunda pergunta foi: E Tonhe Gordo, sabe quem é? Ele sabia.

Confirmação feita, veio a ligação e no meio do barulho pude identificar que era da família de Plínio Cunha e que vem sempre a Poções durante o Natal e Ano Novo.

Pense agora, no meio daquela imensidão que é São Paulo, você entrar em um taxi e encontrar um conterrâneo de um amigo que poderia estar ali naquele momento e por insistência ficou de fora dessa oportunidade.

Muita coincidência. E o cara de Sarney ainda teve a coragem de pedir para Agripino fazer a corrida de graça, por conta da coincidência.

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domingo, 13 de novembro de 2011

Almoço anual da Família Sarno

Acontecerá no próximo domingo, 20, o tradicional Almoço Anual da Família Sarno. A comemoração começou há muitos anos na residência de Francisco Pithon Sarno (Chico) e, diante da grande quantidade de participantes, foi transferida para a Casa d´Itália, reduto dos melhores eventos da colônia italiana da Bahia.

O evento é aberto para parentes e amigos da família Sarno.

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