"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Fotos inéditas 07 - (SRPCP)

Vai dizer que você se lembra do SRPCP? Achei essa foto que é dos bons tempos de Atlético e Bahia, em Poções.

Se lembrou? Vou ajudar. O SRPCP era o Serviço Regional de Propaganda Comercial da cidade de Poções, do lendário Pedro Matos.
(Foto: Albuns dos irmãos Sangiovanni)

Na foto, Isaac Luz (irmão de Pancho e Tonhe Luz), Fernando Marçal, Pedro Matos, Ivan Menechini e Pietro Sangiovanni (Pepone, meu irmão). Fernando e Ivan eram funcionários do Banco do Brasil, daquela primeira galera que morava numa "república", perto do Posto de Puericultura.

Já que você não se lembrou, Pedro Matos fundou o SRPCP - um misto de rádio e serviço de alto-falantes - dava pra ouvir nas duas "versões". O aparelho que se vê na foto, a tiracolo, era um moderno transmissor que ele entrava "ao vivo" do campo de futebol, do clube durante as festas ou de qualquer outro lugar que havia movimento. Com a sua voz grave, ele iniciava com a seguinte frase: "Está no ar o SRPCP, o Serviço Regional de Propaganda Comercial da cidade de Poções, transmitindo em ondas médias e através do serviço de alto-falantes". A sede do SRPCP era ao lado do bar de Tonhe Luz.

Registrado aqui, o primeiro serviço de rádio fundado em Poções (pelo menos que tenho notícias).


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sábado, 8 de setembro de 2012

Fotos inéditas 06 - (A enchente e o Chamuscão)

 
Um dia, Jorge Dantas me pediu fotos do Chamuscão. Meu irmão Pepone escaneou os álbuns da família e aí aparece o Chamuscão, fechado por causa de uma enchente no centro de Poções. Veja no detalhe que o Bar Maringá (A Visgueira) estava com uma das portas abertas. Presumo que as fotos foram feitas em 1975.
Leia mais sobre o Chamuscão
 


 


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Fotos inéditas 05 (A Grande Chance)

Na busca de fotos inéditas, achei uma que recebi de Gina Rizério. Mostra uma banca de jurados do programa de calouros de Poções formada por Leonor Magda (Guida), eu, Márcia Andrade, Ruy Sarno e Gaetana Palladino.

Foto enviada por Gaetana Palladino
O programa de calouros acontecia no Clube União das Classes, na praça da Prefeitura.

Nos anos 70, no Rio de Janeiro, Flávio Cavalcanti apresentava um programa de candidatos a músicos ou cantores e se chamava “A Grande Chance” – que revelou gente famosa a exemplo de Armandinho Macêdo, tocando bandolim.

Em Salvador, havia o programa “A Caminho da Grande Chance”. Em Vitória da Conquista, o “Rumo ao Caminho da Grande Chance”. Em Poções, José Carlos e Sandoval França lançaram o programa de calouros que a gente chamava de “A Caminho do Rumo ao Caminho da Grande Chance”. Significava, então, que o candidato que fazia sucesso em Poções, para alcançar a grande chance no Rio, tinha que fazer as escalas obrigatórias em Vitória da Conquista e Salvador.

Nome e caminho longos. Não me lembro de alguém que tenha conseguido chegar lá. Também, não foi por minha causa - eu sempre dava SIM.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fotos inéditas - 04 (Diretoria da Acascp)

O Clube Social de Poções se chamava Acascp (se lia acasquepe) Associação de Cultura e Assistência Social da cidade de Poções.

A foto mostra uma das diversas composições da Diretoria nos anos setenta.

Da esquerda para a direita - Valter Rocha, Joãozinho Pinheiro, Chico Sangiovanni e Humberto Schettini. A foto foi feita durante uma festa, na sala da Secretaria do Clube.

 
Foto: Arquivo pessoal
 
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 03 (O Bahia de Poções)

A foto abaixo foi enviada pelo advogado Fidélis Rocco Sarno, um dos fundadores do Bahia de Poções. Também publico a carta que me enviou algum tempo atrás. Boas lembranças... bons tempos.


Caro Lulu Sangiovanni,

Sua matéria publicada em 26.03.07, em A TARDE ESPORTE CLUBE, trouxe-me à memória bons tempos vividos.

Você foi muito feliz nas colocações, fazendo-me recordar a disputa forte e séria que existia no futebol amador de Poções.

A título de curiosidade, desejo lembrar-lhe, mesmo porque não esqueço, que o Bahia tinha sede que ficava no Beco dos Alfaiates, em imóvel emprestado pela CASA SARNO, participante ativa dos bons movimentos sociais da comunidade.

E mais, fazer recordar um fato pitoresco ocorrido quando da realização de jogo entre Bahia e Atlético.

Fez-se circular, por toda a cidade, um veículo adaptado como Trio Elétrico, no qual o apaixonado torcedor do Bahia, Alcides Bordado, dedilhava no seu bandolim músicas “provocadoras” aos atleticanos, tais como o hino do Bahia, desde a madrugada.

Pode-se imaginar o que acontecia quando o veículo parava na porta das casas de torcedores atleticanos “doentes”, Carlos de D. Uchinha e Raimundo Paradela.

O resultado do jogo, como era de se esperar, foi 1x0 para o Bahia.

Abraço Fraterno,
Fidélis

 
O time do Bahia de Poções era esse. Vou arriscar alguns nomes como:

De pé: Patel (o primeiro da esquerda), João Batatinha (ao lado do goleiro) e Dr. Crésio Rolim (último da direita).
Agachados: Gaso (o primeiro da esquerda), Mirandinha e Fidinha (os dois últimos)
 
 

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tiro de Guerra de Poções - 3.500.000 visitas no Youtube

Um filme de inspeção final do Tiro de Guerra de Poções atingiu a marca de mais de 3 milhões e 500 mil (*) visitas no Youtube. Significa o mesmo de cada habitante de Poções acessar o vídeo 80 vezes. Como isso é improvável, o certo é dizer que o correspondente a 2% da população brasileira assistiu ou acessou ao vídeo.

Confira no http://www.youtube.com/watch?v=4jmEBPwArA8&feature=related

Parabéns ao Tiro de Guerra 06 - 011 (antigo TG-135) pelo trabalho e por colocar Poções nessa posição invejável.

(*) Atualização em 07/12/2012 - 4.738.000 visualizações
     Atualização em 24/06/2013 - 6.314.160 visualizações


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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 02



Uma foto de 1972, enviada por Regina Rizério.

Sentadas na balaustrada: Isabel Cristina Pithon e Maria Socorro Schettini

Em pé: Antonio Celso Sarno (de tamancos), Ângela Labanca, Rosita Palladino, Rita Rizério, Maria Cândida Gonçalves, Dino Augusto Gusmão Alves Dias (no colo), Tereza Rizério, Lulu Sangiovanni, Ruy Alberto Sarno e Miguel Mário Sola.

Sentados: Gaetana Palladino, Maria Augusta Gusmão Alves Dias (no colo), Fernando Rizério, Bruno Sola e Leonor Magda (Guida).

A foto foi feita defronte a casa de Giovanni Sola, na Av. Olímpio Rolim, em Poções. Registra um momento de férias.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Vou rifar meu coração - O Filme

Ontem eu assisti "Vou rifar meu coração", de Ana Rieper. O filme é imperdível, sensacional e nos remete às histórias de Poções. É um documentário muito bem feito e retrata outro lado da vida que ainda existe nas pequenas cidades.

Vá ver, vale a pena. Assista ao trailer no http://www.vourifarmeucoracao.com/.

Aqui em Salvador, exibição de sexta à domingo, no Cine Vivo. Veja no site a programação de lançamento na sua cidade.




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sábado, 18 de agosto de 2012

Fotos inéditas - 01

Aos poucos, a publicação de fotos inéditas do meu arquivo ou recebidas de amigos. A foto abaixo foi enviada por Camila Guimarães Alves.

Da esquerda para a direita: Chico Sangiovanni (meu pai), Monsenhor Honorato Nascimento e o historiador Félix Martiniano de Magalhães.


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Elpídio - uma história dos anos 60

O casal viajava com uma criança e, perto de Poções, ocorreu o acidente. O marido foi levado para a cidade de Vitória da Conquista devido a necessidade de cuidados médicos. A esposa faleceu e o sepultamento foi feito em Poções. A pequena criança nada sofreu e ficou na nossa casa. Devia ser o ano de 1965.

Durante aproximados cinco dias, recebeu os cuidados de minha mãe, da minha irmã Elisa e dos vizinhos da rua. Ficamos triste pelo fato, mas alegres pela presença daquela criança de poucos meses de nascida em nosso meio. A gente se debruçava na cama e ficava esperando pelo choro de fome. Mamadeira pronta, logo ele se calava e voltava a dormir.

Se chamava Elpídio, nascido em Andaraí, na porta da Chapada Diamantina. Os seus parentes vieram buscar e nunca mais tivemos notícias. Todas as vezes que ia ao cemitério, quando via o túmulo de Dona Maria de Lourdes, a sua mãe, lembrava-me de Elpídio.
Comentei várias vezes com Elisa e a pergunta sempre era a mesma: - Será como está aquela criança que ficou lá em casa?

Pois bem. No início dos anos 80, eu viajei e passei por Andaraí. Enquanto consertava o pneu do carro, perguntei ao borracheiro se conhecia Elpídio, se tinha notícias de como estava ele. Soube responder que o pai era advogado, se chamava Luiz e havia se mudado para Salvador.

Recentemente, meu filho Ricardo viajou para um final de semana em Andaraí. Eu lhe contei a história e pedi que perguntasse por Elpídio. Ele não fez e entre diversos contos da viagem falou que uma pessoa esteve sempre presente desde a compra da passagem, mesmo ônibus de ida e no mesmo de volta. Para sua surpresa, quando chegou na porta de casa, essa pessoa passava em direção ao prédio vizinho. Falou que era uma pessoa que usava barbas, um senhor nos seus 60 anos. Registrei a informação.

Outro dia, desci e fui aqui no mercadinho de Antônio, vizinho do meu prédio. Sempre encontro alguém do interior e nesse dia encontrei Pedro, o vascaíno, que é de Ibotirama. Chegou um senhor de barba e Pedro gritou logo – esse daí é de Andaraí. Era Gerson, a pessoa que estava na viagem do meu filho. Liguei os fatos e perguntei logo se ele conhecia Elpídio. Ele coçou a barba e fui municiando com outros dados e ele se lembrou.
 - Ah, ele é filho de Luiz Gomes Fonseca, sua história está certa, eu me lembro desse fato. Elpídio, hoje, mora em São Paulo e é um grande magistrado, homem inteligente. Se chama Elpídio Dantas Fonseca.

Que essa história chegue a Elpídio e ele saiba o quanto a rápida convivencia nos marcou (o Google mostra que Elpídio Mário Dantas Fonseca é um tradutor de grandes obras literárias  - será a mesma pessoa?). 




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sábado, 4 de agosto de 2012

Benevaldo Rocha - Falecimento

Recebo a informação do falecimento do amigo e vizinho Benevaldo Rocha, ocorrido hoje em Poções. Era irmão de Fábio Rocha, Clotildes Schettini (Tide) e casado com a Bacharela em Direito Laurentina Aguiar. Residia na Rua da Itália.

Os meus sentimentos à familia.

Relevante comentário recebido
Benevaldo, velho companheiro das primeiras e últimas horas, disputando cerveja na " porrinha" , no bar de João Liguori, exímio dançarino, "quebrando o gelo" nas festas e matinées dançantes no Clube Social União das Classes, sendo o primeiro a tirar uma dama para dançar, sendo que na maioria das vezes era Madalena Curvelo, também a preferida de Ruy Espinheira.

Benevaldo, presença constante e obrigatória nas barracas da Festa do Divino.
Benevaldo, pacífico e  prestativo, ia comigo entrevistar e fotografar figuras características de Poções, como Carolina e sua neta.
Benevaldo sempre contente em nos rever, perguntando por todos, sendo que "todos" era praticamente a maioria dos colegas da época, que se foram pelos caminhos da Rio- Bahia, uns para o Rio de Janeiro outros para Salvador, alguns para a eternidade.
Mas a raiz ficava, e Benevaldo sabia disso e estava ali, envelhecendo aos poucos, regando pacientemente a fonte de todos nós.
Salve, grande  Benevaldo !
Eduardo Sarno

(foto cedida por Eduardo Sarno)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tsukahara Mortal Carpado

Sábado passado, quando a atleta Sarah Menezes ganhou a medalha, me lembrei do amigo piauíense Eugênio Pacelli e liguei para parabenizá-lo pelo feito da conterrânea. Ele não estava na EPIBA (como eu chamo a casa dele do Itaigara, a Embaixada do Piauí na Bahia). Respondeu com um torpedo que estava em Teresina e muito emocionado. Perdi a cerveja da comemoração.

Fiz a minha parte, comemorei a medalha de Sarah e o primeiro lugar do Brasil nas Olimpíadas. Até fotografei o quadro de medalhas na tela da TV e pensei  - essa [olimpíada] de Londres vai ser mangaba – ganharemos muitas outras medalhas.
Nos dias seguintes, bateu um vento de azar, parecido com aqueles que batem todas as vezes que tem disputa internacional. O Brasil bate na trave, mas não entra. Teve quem, no treino,  bateu no chão e ficou de fora, chorando como nas vezes anteriores, pedindo desculpas aos brasileiros pela decepção. Enquanto isso, a mesatenista polonesa Natalia Partyka, de um braço só, dava um show no ping-pong e não eram os jogos paraolímpicos ainda. O sul-coreano Dong Hyun, com 10% da visão, bateu recorde no arco e flecha e ganhou o bronze. Na prova de remo, o atleta brasileiro chegou, a pulso, em sexto. O Azerbaijão ficou em terceiro lugar.

No levantamento de pesos, vi mulheres de várias partes do mundo levantando 135 quilos. Me lembrei de Julão Carregador, que era capaz de carregar na cabeça dois sacos de café de 60 quilos cada, enchendo caminhões nos armazéns de Poções. O sonho olímpico não existia na cabeça de Julão, só os sacos. Também, não havia televisão para ele aprimorar a capacidade física.
Fiquei aqui matutando sobre a dinheirama que se gasta para a formação de um atleta ou de uma equipe. Vejo uma turma de velhos insistindo em ganhar.  A nossa piauiense, quase sem patrocínio, luta e ganha uma medalha. Alguma coisa está errada – será que o Banco do Brasil do Azerbaijão é mais forte que o Banco do Brasil do Brasil?

A comentarista da televisão não vai poder ficar analisando a postura dos nossos atletas da ginástica. Vamos mesmo tomar um Tsukahara Mortal Carpado e voltar para casa repensando 2016 – que vai ser em casa.
E eu? vou esperar meu amigo Eugênio voltar para comemorar o ouro de Sarah.


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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Câmara Solar faz cursos de fotografia

As fotógrafas Fernanda Sanjuan e Tássia Novaes iniciam cursos de fotografia no próximo dia 27. Matrículas abertas. Já fiz a minha no curso Básico.

Quem quiser me acompanhar, se habilite.


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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Roniwalter Jatobá em Salvador

No próximo dia 9 de agosto, uma quinta-feira, a partir das 13h, Roniwalter Jatobá estará autografando, em Salvador, três livros lançados em 2012: Cheiro de chocolate e outras histórias (contos, Editora Nova  Alexandria, SP, apresentação de Ruy Espinheira Filho), Alguém para amar a vida inteira (romance juvenil, Editora Positivo, PR, apresentação de   Miguel Sanches Neto) e O jovem Monteiro Lobato (biografia, Editora Nova   Alexandria, SP).

Local: Confraria do França (antigo Ex-Tudo), no Rio Vermelho. Sobre Cheiro de chocolate e outras histórias, um dos   primeiros leitores -- o jornalista e escritor Renato Pompeu -- mandou a seguinte mensagem:

"A literatura sempre avança em relação à mais requintada teoria literária. O principal teórico do realismo crítico, o húngaro György Lukács, julgava que não era possível fazer arte a partir do singular, por não ser universal. Somente a partir do singular-universal, ou seja, a partir do particular, é que seria possível fazer arte. Mas Roniwalter Jatobá, neste livro Cheiro de chocolate e outras histórias, prova o contrário. Ele chega a estesias melancólicas e encantadoras, a puros enlevos, a partir de uma féerica feira de singularidades; o conjunto se torna universal."

Sobre Roniwalter Jatobá
Nasceu em Campanário, Minas Gerais, em 1949. Aos 10 anos, migrou com a família para Campo Formoso, Sertão da Bahia. Desde 1970 vive em São Paulo. Como jornalista, foi redator dos fascículos Nosso Século e Retrato do Brasil e colaborou em Movimento, Escrita e Versus. Atuou, também, como cronista do Diário Popular. Publicou, entre outros livros Sabor de química (1977), Crônicas da vida operária (1978), Filhos do medo (1980), Viagem à montanha azul (1982), O pavão misterioso e outras memórias (1999), Paragens (2004) e Trabalhadores do Brasil (1998). Pela Editora Nova Alexandria, publicou, para a Coleção Jovens sem Fronteira, O jovem JK, O jovem Fidel Castro, O Jovem Che Guevara e O Jovem Luiz Gonzaga. É autor, também, de Rios sedentos (Coleção Viagem Literária), voltada para o público infanto-juvenil.
(foto e informações sobre Roniwalter: site www.novaalexandria.com.br).



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domingo, 29 de julho de 2012

Sala Ruy Espinheira - Uma merecida homenagem

Por Eduardo Sarno - especial

Pode-se dizer que o Dr. Ruy Espinheira tinha uma mente brilhante. Não só dominava o saber jurídico, como tinha uma percepção aguda das circunstâncias sociais, o  que lhe permitia uma intervenção correta como advogado.
                                      Dr. Ruy Espinheira (foto - arquivo Eduardo Sarno)
Aliava uma memória privilegiada a um conhecimento do perfil psicológico das pessoas com quem tratava. E tudo isso temperado com um saboroso senso de humor.

Vivia a vida com intensidade e bom proveito, desde a sua dose de uísque, sorvida calmamente, até ao extenso leque de amigos, que freqüentava e convivia intelectual, social e politicamente.

Era um homem de opiniões e posições. Em nome destas foi preso pela Ditadura Militar. Mas se, grande entrou na prisão, maior ainda saiu dela.

Poções e Jequié tiveram a honra de tê-lo como morador, e hoje Poções resgata esta dívida, através da OAB, prestando esta merecida homenagem, inaugurando a Sala Ruy Espinheira.

                        Chico Sangiovanni e Dr. Ruy Espinheira na Fazenda Caetitú, em passeio.
                                     (Foto arquivo Lulu Sangiovanni)


Outras notícias sobre o evento no site Liberdade FM Poções:
 http://www.liberdadefmpocoes.com.br/noticias/cidade/2012/07/sala-da-oab-e-inaugurada-em-pocoes.html


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terça-feira, 24 de julho de 2012

O cara das duas cervejas

Hoje, eu estava almoçando aqui na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, quando encontrei um velho amigo, ex-colega de trabalho. Foi uma festa. Lembramos de alguns casos e histórias passadas. Ele me pediu que não divulgasse o nome, mas poderia contar a história que nos liga a Poções (vou chamá-lo com o pseudônimo de Antônio para facilitar a história).

Pois é. Antônio andava sempre em uma casa noturna de Poções quando viajava pela região. Quando eu via, estava sempre sentado na mesa que ficava ao lado direito da segunda sala da tal casa. Usava óculos escuros no puro estilo Valdick Soriano, a qualquer hora do dia. Pedia uma cerveja e ficava observando o ambiente até se interessar por uma das mulheres que trabalhavam naquele local.

Antônio pedia a segunda cerveja e continuava o papo com a mulher. De repente, saia com ela para um dos quartos da casa. Assim era o costume de Antônio naquele lugar e com frequência mensal, talvez. Nunca trocamos meia prosa e ninguém sabia o seu nome. Era muito calado, não dava papo para a turma de jovens.

O tempo passou e comecei a trabalhar. Depois de três meses, me designaram para morar na região sul, onde a empresa possuia uma filial. Fui recomendado para procurar o gerente, que me daria as coordenadas do trabalho.
Me apresentei e marcamos para visitar alguns clientes durante o dia. Enquanto eu aguardava pela sua disponibilidade, fui me apresentando aos outros colegas e percebia que alguma coisa me chamava a atenção. Achava a fisionomia familiar e ficava remoendo: De onde eu conheço esse cara?

Pois bem, naquele dia, saímos e acabamos almoçando na churrascaria que ficava no andar superior de um prédio defronte à Estação Rodoviária de Itabuna. Quando sentamos, ele fez a mesma posição com os braços, apoiando o queixo. Caiu a ficha.
- Você andava em Poções? perguntei. Ele desconversou, disse que tinha ido uma vez, mas de passagem para Vitória da Conquista e Brumado.

- Qual é rapaz, eu conheço você, não era o cara que tomava as duas garrafas de cerveja?   

Veio um ééééé meio lerdo. Ele perdeu a chave, como a gente diz. Afinamos a conversa e era Antônio mesmo.

Convivemos na mesma empresa por um bom tempo e ninguém me dava mais notícias dele. No almoço de hoje, em meio às famosas costelas de Sorocaba, relembramos o fato.


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domingo, 15 de julho de 2012

Museu 2012

Da equipe editora por Ângela Muskat e Zenilda Ramos

Cultural, informativo, criativo, surpreendente, organizado. Essas são as palavras que traduzem a 5ª Edição do Museu de Poções, realizado graças a parceria do IECEM com a Paróquia do Divino, através do Padre José Roberto que apoiou e valorizou nosso trabalho.
Pela temática “Marcas da religiosidade Nordestina”, educadores e educandos demonstraram através de paineis, murais, objetos variados as pesquisas feitas desde o início do ano letivo.
A novidade desta edição foi a grande quantidade de maquetes bem feitas que estavam à disposição dos visitantes, mostrando igrejas, praças, vilas , andores e presépios. Os manequins caracterizados com roupas típicas também tiveram grande apreciação do público, inclusive um quadro representando o cálice sagrado harmoniosamente pintado pelos alunos da 8ª série estava à disposição no museu.
O ambiente estava permeado pelo cotidiano poçõense: panelas de barro, ferros à carvão, canetas, dinheiro e moedas antigas, fotos, máquinas de costura, de datilografia, telefones antigos, rádios, relógios, pilões, batedeira velha, porta-retratos, a mulinha enfeitada com uma magnífica manta, colheres de pau, radióla, discos de vinil, celas, porta-jóias e uma variedade de outros objetos interessantes.
Dos dias 23 a 27 de maio o museu ficou aberto ao público para apreciar a beleza demonstrada, mas o projeto deste ano não parou por ai. No feriado de Corpus Christi do dia 05 de junho, uma comissão de educadoras do IECEM reuniu-se para dar encaminhamento ao museu definitivo da cidade.
Agora o próximo passo é procurar um meio de comunicação com a Secretaria de Educação do Estado (SECULT-BA) para nos informarmos e fundarmos o que a Sociedade Amigos do Museu de Poções de Poções (SAMP) tanto almeja: um Museu real para Poções e que num futuro bem próximo o IECEM venha contribuir a cada ano com uma temática inovadora e criativa como foi a de 2012.
Vamos torcer para que tudo dê certo.
A direção do IECEM parabeniza todos os educadores e alunos que fizeram neste ano mais um projeto de vanguarda.
 
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sábado, 14 de julho de 2012

Por Onde Anda Zé Carlos Leto?

O Por Onde Anda de hoje encontrou  José Carlos Leto, um poçõense, assíduo leitor e que sempre faz os seus pertinentes comentários aqui no Blog. Amigo de anos, contemporâneo de Ginásio (uma ou duas turmas na frente), filho do ilustre Nicola Leto e dona Nicinha, pessoas que muito contribuiram para o desenvolvimento da nossa cidade.

Falar dos Leto, significa falar da história do cinema e da energia elétrica de Poções. Significa a grande família que Nicola construiu, principalmente poder contar com a amizade de Zé Carlos e dos seus irmãos, especialmente de Valdemir, Maria Eugênia e Ângela,  grandes colegas de sala e contemporâneos do Ginásio.
Zé Carlos teve uma vida muito simplória, diz ele na sua modesta fala. Saiu de Poções em 1971 e foi trabalhar nos cinemas do saudoso Francisco Pithon (rede de cinemas que existia em Salvador – Cines Tupi, Guarani, Bahia, Tamoio, Politeama, Liceu, entre outros), indicação de Fidélis Sarno (Fidélis de Boa Nova) grande amigo do velho Nicola.

Deixou os cinemas e foi trabalhar no Polo Petroquímico de Camaçari por longos 18 anos. Vinte anos depois, retornou para Poções e diz que só sai dali por uma razão fortíssima. Casou-se com uma “baianeira” chamada Teresa , nascida em Juiz de Fora – MG e criada em Salvador – BA. Têm três netos: Nicolle, Filipe e Bia.
Trabalha atualmente no Posto de Atendimento do Coelba Serviços e pertinho de se aposentar. Mas, também tem seus momentos de lazer e o “hobby” é tocar teclado nos finais de semana na Pizzaria La Tavola, que pertence a sua filha. Taí uma boa pedida para os finais de semana.
De quebra, ele buscou no fundo do baú, uma foto antiga de 1969, onde aparece a Diretoria do Grêmio Litero- Recreativo 21 de Abril (CNEC Ginásio de Poções) no desfile do 7 de Setembro. Na foto, aparecem  Hernane Exler, José Carlos, Raimundo de Dona Esmeraldina, Osvaldo “Cientista”, Bete Exler, Neca Simões (peço ajuda para a identificação das outras pessoas).  

Quem quiser entrar em contato com ele, o email é jocale@bol.com.br
O Blog agradece a participação de Zé Carlos e continua procurando outros amigos por esse mundo.

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Os apelidos na política de Poções

Sempre confessei a minha posição de apolítico, mas não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para reforçar a lista de apelidos publicada aqui  no http://blogdosangiovanni.blogspot.com.br/2009/10/vida-nos-apelidos.html

Desejo boa sorte a todos e que não só o apelido seja a forma de lembrança nas urnas. Que vocês se lembrem sempre do povo e coloquem a nossa Poções como objetivo maior, agora e no futuro.                                                      

Adelson do Portal, Adevaldo Radialista, Nildo Cabeludo,
Almizinho, Riquinho, Marcos Agente de Saúde,
Vani do Açude, Professor Carlos, Careca,
Kal de Edite, Nozinho, Dio Moto-taxi, Lié,
Darinho, Locutor Fabiano Ferreira, Fernando Boião,
Gil do Box, Gugu, Tina, Rael, Nete, Sargento Izaías,
Sargento Jaílson, Nino Aprígio, Jonas do Reforço,
Lande da Caçamba, Lago, Zequinha, Garapa,
Professor Kleber, Cebolinha, Luizão, Márcio do Celular,
Marcos do Moto-taxi, Zezel, Nelsão, Zil da Relojoaria,
Reginaldo do Posto, Rogério da Caixa, Roni, Professor Rosalvo,
Zil do Açude, Didi da Lage, Vilma de Kel, Santo de Ziziu.

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tributo a Poções

Somente agora eu vi esse documentário. Recomendo.

http://www.youtube.com/watch?v=lhWPF0_hYMg


Realização: Sicoob Crediconquista
Texto e Concepção: Esechias Araújo Lima
Edição de Imagem: Leandro Pinheiro



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