"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

terça-feira, 28 de maio de 2013

O "killer" da Festa

Sem dúvida, a Festa do Divino sob a administração do Prefeito Otto Magalhães foi muito organizada. 

Mudanças que geraram conforto como o acesso à praça, proibição de veículos, transferência do parque infantil para a praça da Prefeitura, coletores de lixo, limpeza do largo da Lapinha (de onde sai o mastro), bandeiras nos postes das ruas por onde passou a cavalhada da Bandeira. Enfim, vários outros pontos melhorados. Mudanças ocorreram, portanto, e parabéns, lógico.

Já pontuei o show de Elba Ramalho. Li vários elogios aos The Fevers (eles mesmos postaram no site que o show em Poções foi lindo) e ouvi pessoalmente os bons comentários sobre o show do padre Antonio Maria.  Uma programação, diria, própria para o evento.

Mas, aqui vão os meus protestos quanto a programação da tarde - foi uma verdadeira lástima. Não que os músicos fossem ruins, pelo contrário. Foram alguns erros: o volume do som ali tocado é muito alto, equalização ruim e o repertório musical impróprio para as muitas pretensões de encontrar os amigos e a quase impossibilidade de se trocar meia dúzia de palavras mesmo ao pé-do-ouvido – isso mesmo – ou se fala ao pé-do-ouvido ou não se comunica. A pessoa fica assustada, dá logo vontade de ir embora.

É lastimável que uma bandinha regional de sopro tenha ficado esperando várias horas por um intervalo para tocar no bar de Wartão, sem sucesso. 

Aquele insuportável funk com o interminável lek, lek, lek, que se transformava em killer, killer, killer, “matou” as tardes da Festa. Seria isso o que se chama incentivar os artistas da terra? Pela pequena quantidade de pessoas que assistiam a esse tipo de show, não seria na Festa do Divino essa oportunidade, portanto. Um outro evento pode ser feito para eles.

Isso põe uma pá de cal nas pretensões de quem pensa em voltar ou frequentar a nossa terra. Duas tardes, a de sexta e sábado, deveriam ser dedicadas e estimuladas para encontros de velhos amigos, como aconteceu, na marra, com a Turma dos Anos 80.

Faltou, portanto, sensibilidade para fazer acontecer nessas tardes um voz e violão, um repertório apropriado. Esse tipo de programação já atravessa outras administrações e não poderia se repetir e nem deve ser justificada como primeiro ano da nova administração. 

Chicão, Sandoval, Pia e outros que sabemos que conhecem esse gosto musical e que poderiam estar movimentando essa galera, eram “passageiros” no largo da Festa e com os ouvidos refinados detonados pelos lek, leks, pelos killer, killers.


As fotos abaixo mostram o que escrevo.

Sexta feira - Bar de Wartão - 14:50h

Sábado - Praça da Festa - 14:00h - a banda toca

Sábado - Praça da Festa - 16:00 horas - a banda toca
Sábado - 16:00h - os dois maiores bares - Wartão e Zé Califórnia - vazios


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2 comentários:

  1. Faz alguns anos que ouço estes comentários negativos à Festa. Falam tb do som alto de carros.Faz alguns anos que não vou à Festa do Divino. A últims vez, ainda com Gey Espinheira e diversos outros amigos, foi tão boa que não quis correr o risco de manchar esta lembrança.(Mas o som alto já estava começando). Na verdade convivo muito com a história da Festa, suas origens, suas finalidades, seus participantes tradicionais.Gostaria muito de retornar, mas não para gastar meu pé de ouvido. Por que estas coisas acontecem ? por que bandas inapropriadas ? Por que som alto ? É dificil saber a razão. Uns comentam que é o desconhecimento. Outros comentam que é a corrupção (a banda recebe 10 e dá recibo de 20). Eu pessoalmente não sei nem consigo entender a razão pela qual não seja possivel um controle do som e um incentivo a uma maior participação das pessoas, principalmente das familias.Acho que de forma muito apropriada Sangiovanni documentou o problema e agora resta ao nosso amigo Otto, a quem desejamos uma ótima administração bater o martelo e fazer da Festa do Divino (que não mudem o nome !!)um congraçamento civilizado do religioso e do profano, para o bem de todos.
    Eduardo Sarno

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  2. Lulu,
    Este ano, entre todos os problemas que tivemos que lidar, a quantidade de grupos de Poções beirou os 100! Para selecionar os que tocariam na festa foi uma lambança. Mas para tentar resolver, eles se juntaram numa associação de músicos. No fim, cerca de 40 grupos/artistas se apresentaram. Infelizmente a qualidade do repertório é mesmo sofrível, infelizmente. Quem sabe ano que vem a comissão consiga estabelecer limites? Vou levar suas observações(que não são apenas suas) para a reunião de avaliação, que faremos semana que vem. Precisamos juntar forças para manter a qualidade da festa. Abraço.

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