"Se chorei ou se sorri, o importante é que em Poções eu vivi"

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Arborização urbana e o fim do tripes

Recebo o email de nosso conterrâneo Gilberto Messias, e ele escreve:

Luiz, sou um Poçoense apaixonado por esta Cidade, vivo em São Bernardo do Campo há aproximadamente 35 anos e, as vezes, chego a ir para Poções até 3 vezes ao ano. Meus planos é daqui alguns anos ir definitivamente para Poções. O google mapas deu uma melhorada na imagem e, talvez por ter condições de visualizar a cidade inteira, uma coisa me deixou preocupado, a falta de arborização na cidade é muito grande, percebi que as árvores existentes na sua maioria estão nos fundos das residencias e sabemos que conforme o crescimento da cidade os proprietários vão aumentando as suas construções e derrubando estas árvores. Tenho acompanhado o teu Blog e acredito que você seria a pessoa certa a fazer uma matéria sobre Arborização Urbana para a Cidade de Poções, quem sabe os gestores começavam a se preocupar com esse problema, que será sem sombra de dúvidas preocupante em um futuro muito próximo para Poções.
Obrigado

Agradeço a sua sugestão, não domino o assunto. Mas, a preocupação é pertinente e cada vez mais em pauta quando se fala de desenvolvimento urbano. Portanto, o seu texto é auto-explicativo e publico na íntegra para que possa ter o efeito desejado e solicitado.

Fiz umas buscas fotográficas nos meus registros e lembrei de um fato relacionado ao assunto que você menciona.
 
Rua da Itália arborizada (Foto: Arquivo Eduardo Sarno)
Rua da Itália de 2008 (foto: Lulu Sangiovanni)
Poções já foi muito mais arborizado e os antigos moradores se preocupavam e plantavam uma árvore na frente de cada casa. Me lembro que na rua da Itália existiam umas árvores frondosas. Elas amenizavam e refrescavam o calor dos dias de sol (leia mais sobre o assunto no Blog da Família Sarno)

Um vez, as árvores foram infestadas por um pequeno inseto chamado “tripes” ou “lacerdinha”. Diziam que o inseto caía nos olhos das pessoas e faziam um estrago. O mais interessante foi a decisão dos nossos gestores que, de imediato, mandaram erradicar o inseto – cortaram as árvores!  

Adeus tripes, adeus árvores nas ruas…


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