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sábado, 17 de setembro de 2011
E de mãe e D de pai
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domingo, 28 de agosto de 2011
Caminhos do Vento - Lançamento do CD
O Show contou com a presença de um grande número de admiradores e gente do ramo da música, com a cobertura da TVE.
Um Cd com músicas de extrema qualidade do músico poçõense Edu Fagundes em companhia do flautista Luciano Chaves e o percussionista Annunciação (formam o grupo Triat´Uan) e outros músicos convidadados.
A capa do disco conta com a obra do artista plástico Adilson Santos, também poçõense.
Parabéns ao Triat´Uan - o trio (tão) atual.
Nota do Blog: Fica a sugestão da apresentação deste grupo em alguma oportunidade na nossa querida Poções!
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domingo, 21 de agosto de 2011
Festa no Purgatório
Entendidos em futebol desdenharão. Especialistas em arquitetura dirão que tem graça, mas que faz pouco ou nenhum sentido. Mas dois sagrados deveres jornalísticos – o de informar e o de preencher o espaço vazio na página – obrigam-me a levar ao conhecimento público a suposição (a descoberta?) a que cheguei graças à indesejável (à saudàvel) ignorância que cultivo nessas duas áreas do saber. Foi o que me levou a buscar respostas para uma na outra, e então afirmar: chama-se futbol-gaudì o que atualmente anda jogando o Barcelona. E é, afirmo sem medo de trair a memória, o futebol mais bonito que já vi um time jogar.
Nota do blog:
Ricardo Sangiovanni é meu filho, mora em São Paulo, e mantém a sua coluna de crônicas no www.ilpurgatorio.wordpress.com sempre aos domingos, onde esta foi publicada. Com muita alegria recebo a notícia da premiação e vai aqui mais um abraço.
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sábado, 13 de agosto de 2011
O sucesso da I Mostra Cinema Poções
O Cineclube Tela em Transe vem a público agradecer a todos que contribuíram com a I Mostra Cinema Poções, realizada entre os dias 5 e 7 de agosto na Câmara de Vereadores da cidade. Em homenagem a Tuna Espinheira, cineasta filho de Poções, a Mostra teve grande destaque na imprensa e nas mídias sociais e levou o nome da cidade a diversos lugares da Bahia. Com uma média de 100 pessoas, o evento a partir de agora faz parte da agenda cultural da cidade.
Foto: www.sudoesteagora.com.br
Temos muito de agradecer ao público que compareceu aos três dias do evento, participando não só das sessões, mas da mesa redonda e da oficina, momentos de maior discussão sobre o cinema. Somos gratos a Chico Schettini, a Filarmônica 26 de Junho, a Carlos Rizério, a Glauber Lacerda, a George Neri, a José Umberto e a Tuna Espinheira.
Cátia Dias
Fábio Agra
Mário Guimarães
Samara Ribeiro
Vitor Guimarães
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Lúcia Liguori - Falecimento
Em meu nome e dos meus irmãos, as nossas condolências à familia, especialmente a Afonsinho, companheiro de incontáveis momentos e irmão de coração.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
GRAÚNA – Comemoração dos seus 25 anos!
O nome é uma homenagem à vida e ao trabalho de Henfil.
A acolhida da intelectualidade local foi importante para a implantação do nosso projeto, destacando o incentivo e apoio inicial de Waldeloir Rego, reconhecido antropólogo e estudioso da cultura baiana, de saudosa memória.
Vaneide & Eduardo Sarno
www.graunalivros.com.br
Visite nosso blog:
www.familiasarno.blogspot.com/
Nota do Blog: Parabenizo a Eduardo, Vane e Vanessa pelas Bodas de Prata da Graúna. Sou testemunha de todos o bons momentos dessa raridade cultural, da sua fundação na Rua Senador Costa Pinto até a versão virtual dos dias de hoje.
Vida longa!
domingo, 24 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Medo de escuro
Com as mãos ocupadas, ele não poderia dar a benção da boa noite e apenas respondia: Dio ti benedica, va te curca presto! (Deus te abençõe, vá se deitar cedo!) num sotaque carregado do dialeto italiano.
Ainda garoto, o medo de escuro me pelava. Quando alguém reclamava de dor de barriga, eu caia fora. Significava que me mandaria pegar erva cidreira no quintal do fundo. Tinha receio que uma mão de defunto ia me agarrar – saia picado, correndo, assim eu poderia chegar primeiro que a alma.
As crianças de hoje não tem mais medo de escuro. Não falta luz, a arquitetura acabou com a “lonjura” do banheiro, acabou com o penico.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
I Mostra Cinema Poções é dedicada ao cineasta Tuna Espinheira
Por Fábio Agra - www.cineclubetelaemtranse.blogspot.com
Entre os dias 5 e 7 de agosto o Cineclube Tela em Transe realiza na Câmara de Vereadores de Poções a I Mostra Cinema Poções, dedicada ao cineasta Tuna Espinheira. Com o objetivo de promover um estímulo à arte cinematográfica na cidade e região, durante três dias a programação da Mostra terá filmes do homenageado, mesa redonda, oficinas e também apresentações musicais e exposição.
sábado, 2 de julho de 2011
Dois de Júlio
(com a colaboração de Valmir Fagundes, meu sôgro)
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Diretas do Pavilhão
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terça-feira, 21 de junho de 2011
As obras primas de Homero
Nós, os cavaleiros do Divino, cavaleiros de Seu Homero, seguimos as suas orientações à risca.
Também no Youtube
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Museu do IECEM - O bom Museu de Poções
Pepone reproduziu o documentário com as imagens da Festa e outras íntimas com as nossas famílias em DVD. Gentilmente ele emprestou o filme, fizeram cópias sem a sua autorização e venderam nas bancas de DVD´s piratas na feira de Poções. Não tiveram piedade…domingo, 19 de junho de 2011
Eu sou Vicente...
Na mesma noite de quinta-feira, ainda na barraca de Zé Califórnia, o ponto de início da Festa, encontrei-me com Lourinho e Edson Jacaré.
Ficamos um tempo relembrando de histórias passadas, quando Pepone resolveu ir dormir. Fui fechar a conta com Norbertinho para reabrir outra com os novos amigos.Norberto é o garçom mais antigo da cidade. O mais amigo e conhecedor de pessoas e histórias, principalmente dos frequentadores da Festa, antigos e novos. É daqueles que você não precisa conferir a conta – nem mais, nem menos.
Mas, eu recebi a conta em uma notinha personalizada e vi os nomes de “Vicente e Pepone”.
Perguntei para ele quem era Vicente. Respondeu: - Você é Vicente. Eu falei: -Eu sou Lulu!. Ele teima: - Não, você é Vicente!. E isso durou até o dia seguinte, quando ainda teimava a troca.
Para aqueles que não sabem, Vicente era o primo que todos nós chamávamos de Vicentão, um dos maiores frequentadores e admiradores da Festa, além de divulgá-la nos jornais da Capital.
Norbertinho não explicou porque trocou o nome. De qualquer forma, Lulu ou Vicente, não
importa. Serviu para lembrar que Vicentão estava presente na Festa.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Como uma onda
“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo” (Nelson Mota)
Na quinta-feira à noite, fiquei sentado no Zé Califórnia com Pepone e Zilma. Olhava para a Praça do Divino e apreciava o vai-e-vem das pessoas. Pouco a pouco, desfilavam na frente daquele barracão as mesmas figuras que frequentavam as Festas passadas.
Os cabelos brancos e as jaquetas de cores neutras pintavam o cenário de outros tempos. Misturavam o passado com o presente, mas com o mesmo entusiasmo do começo de mais uma Festa. Todos esperam o ano todo por aquele momento, por aquela semana.
Observava o movimento e lembrava o tempo em que filmávamos a Festa entrevistando as pessoas na praça. As perguntas sempre eram as mesmas: “Você acha que a Festa mudou em relação ao passado?” “O movimento aumentou ou diminui?” “Ela está mais animada?”. As respostas sempre vinham com justificativas nas crises econômicas, nos planos dos governos, na chuva, no frio e na falta da filarmônica. Eram quase unânimes e afirmavam que a mudança havia acontecido.
A Festa é a onda da letra da música acima. Dela, não adianta fugir. A Festa não será como foi um dia, mas sempre será nossa!!!
domingo, 12 de junho de 2011
Fotos da Festa do Divino 2011
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Jurubeba combosta
Está chegando a Festa do Divino Espírito Santo, o dia da "chegada da Bandeira".O coração começa a bater quando vem na mente um mundo de lembranças: o velho pavilhão, a quermesse com as casinhas numeradas e os preás, a pesca de garrafas com argolas na barraca de Mituca. A roda gigante, a víspora do velho Cícero Pia, a pipoca com manteiga. Os amendoins de Febrônio, o parque com a arca de Noé e o alto-falante tocando “Colcha de retalhos”, a gloriosa filarmônica do mestre “tio Nadinho” Fagundes e a barraca de Pulu, coitado, pegando fogo.
Estou lembrando dos meus amigos, das barracas dos estudantes, dos botequins, de carregar o mastro. Vou encontrar a minha gente na porta de casa depois da chegada da Bandeira. Eu vou me emocionar sobre o cavalo, desfilando ao lado de Seu Homero.
Mas, continuarei a guardar a emoção de ter relembrado, com meu pai, o leilão que entrou para a história da festa - o leilão da Jurubeba combosta!
As ofertas para o leilão eram simples e humildemente entregues à comissão. Entre as galinhas – algumas assadas, outras vivas debaixo da mesa - e os carneiros amarrados ao “pé da cajarana”, havia bebidas quentes como cinzano, licor, cachaça e a jurubeba composta Leão do Norte.
Naquela noite, Seu João, o leiloeiro, não pôde ir ao pavilhão por problemas de saúde e tiveram de arranjar outra pessoa. Trouxeram um leiloeiro que não tinha o traquejo de “cantar” como Seu João fazia. Depois de algum tempo, o leilão passou a ficar sem graça e ninguém queria arrematar nem mesmo galinha assada. Aí, entrou
Com aquele ar brincalhão e ingênuo, apenas com a intenção de ajudar o substituto do leiloeiro descansar a garganta, pois era no grito, literalmente.
Meu pai apanhou uma garrafa de bebida, leu o rótulo e bradou no carregado sotaque italiano: – Una garrafa de jurubeba combosta. Qui dá mass? Essa seria a frase da noite para acordar o povo às mesas.
Beber jurubeba combosta naquele frio virou um charme. Sucesso absoluto e não sobrou garrafa para ser leiloada. Em minutos, foram mais de dez a preços altos e que somaram uma boa quantia para a igreja, nos tempos em que o sagrado e o profano andavam de mãos dadas.
Hoje, com a jurubeba, sem a tradição, sem o leilão, sem Seu João e sem pavilhão – questionamos o nosso passado e a nossa identidade.
Boa Festa a todos e que o Divino Paráclito, consolador, nos abençoe, nos perdoe e aceite as lindas rosas tão preciosas do nosso amor, como bem canta Chicão Schittini.
sábado, 28 de maio de 2011
O fim do mundo
sábado, 21 de maio de 2011
Cola de Farinha
Imprimi algumas fotos e fui trocar as antigas existentes em uma pequena porta-retrato. Eram apenas seis fotos tamanhos 3x4 a 5x7 e uma circular. Precisei de um pouco de cola e não encontrei o tubo. Minha mulher perguntou: - Você esqueceu como é que se faz cola?
Claro que não, respondi – com farinha de trigo! Fui fazer a cola e errei a receita. Fiz cola suficiente para colar umas 300 fotos. Enquanto mexia a mistura de farinha com água, me lembrei das capas de provas, das figuras de passar e das rosas recortadas dos papéis de enrolar presentes. A cola ficou grossa, mas colou.
Coitado, o leitor mais novo deve está pensando: Capa de provas? Isso mesmo, capa de prova com areia brilhante. Isso é lá assunto de coluna de site?
Essa lembrança é de 1967. Todo final de ano, as professoras pediam para que os alunos levassem as capas de cartolina para que fossem colocadas as provas finais dentro delas. Na loja dos Sarno, vendiam-se as benditas capas. E vendiam muito bem. Não posso precisar a quantidade, mas dava um trabalho enorme para fazer. Era uma atividade prazerosa. Elas eram fabricadas lá em casa.
Precisávamos apenas de cartolinas de diversas cores, figuras de passar (só se achava em Vitória da Conquista ou Salvador), papel de presente para recortar as figuras, cola e areia brilhante. Esse era o material básico. Vez ou outra se usava tinta guacher.
As cartolinas eram dobradas ao meio e ficavam no tamanho que hoje chamamos de A4. A figura de passar era um material interessante e não é comum nos dias de hoje – chama-se “de passar”, pois quando colocada na água a fina película se soltava e deslizávamos sobre a cartolina. As figuras recortadas eram coladas com a cola de farinha de trigo.
O charme vinha no final, quando se colocava cola branca em torno das figuras e jogava a areia brilhante. Quando recebíamos uma encomenda, o nome da pessoa também era destacado com a areia brilhante. Naturalmente, se enfeitava com o repasse da tinta guache para melhorar a apresentação. A mesma coisa era feita com os nomes das matérias. Para completar, fazíamos os furos com um furador de papel e aplicávamos uma fita com o bonito laço.
Essa lembrança mostra como se dava importância à atividade escolar de outrora. Receber as provas em capas com a nota final gravada era uma festa. Marcava-se data para a solenidade de encerramento.
Até o cara que “tomava pau” se sentia menos culpado e levava as capas. Eu sempre passei “arrastado”, mas trazia as minhas com as mensagens de fim de ano do professor.
Invés, agora, no dia do último Natal, o filho de uma amiga comemorou quando soube, por telefone, que não faria segunda época. Estava fora do “pé-quebrado”, como dizia a minha mãe.





